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First Look - Contraste




O Encontro de Dez Anos


Aquela devia ser a mala mais difícil que Charlie já tinha arrumado na vida.


Está certo, tecnicamente sequer precisava de uma mala tão grande para aquela mini trip até a cidade de Penedo, lugar onde havia crescido. Ficaria lá apenas quatro dias e precisaria voltar: era uma sexta-feira e, na próxima terça, tinha uma reunião bem importante no Ministério das Relações Exteriores, em São Paulo. Mas havia conseguido aqueles dias de folga, encaixados na sua agenda a duras penas, porque o que precisava fazer naquele 7 de fevereiro era algo tão importante quanto.


E aquilo estava deixando seu coração ansioso, altamente irrequieto, lhe causando sensações muito distintas, porque podia mesmo acontecer algo extraordinário e podia, simplesmente, não acontecer nada.


Mas não pensava nisso. Não, as coisas não eram assim, não existia essa possibilidade. Seu coração sabia que não.


— Espera bem aí, Charlotte Ferri Coimbra — Ela usava o seu nome aristocrático completo sempre que achava que Charlie estava assim, louca — Apenas para ver se entendi: você vai sair de São Paulo, pegar quase quatro horas de estrada para comparecer a um encontro marcado HÁ DEZ ANOS?! — Betina, sua melhor amiga, estava absolutamente consternada.


Charlie riu, terminando de colocar as últimas roupas na mala.


— É isso.

— Mas... — Aquilo não fazia o mínimo sentido, Charlie só podia estar louca mesmo — Como você sabe que ela vai estar lá?!

— Ela vai, Bê, eu sei disso — Respondeu, sorrindo, muito tranquilamente. Os olhos levemente angulados, o sorriso lindo, inegavelmente perfeito, e o mascavo intenso daquela pele deixavam claro que ela era uma mistura muito bem-sucedida: um terço indígena, outro mediterrâneo, outro negro.

— E então nunca mais se falaram...?

— Sim, meio que... — Fechou a mala, sentando-se na cama — Quando tivemos que nos separar, foi muito traumático. Sempre fomos bem apaixonadas uma pela outra e isso foi imediato: assim que a gente se olhou, eu senti que teríamos algo diferente, que seríamos algo diferente.

— Mesmo tão novinhas?

— Mesmo assim. Continuar se falando à distância só faria mal. Eu tinha dezessete anos, me mudei para o outro lado do mundo sem data de retorno. Era melhor que vivêssemos enquanto separadas, e isso só seria possível se a gente não se falasse.

— E o encontro de exatos dez anos foi por motivo de...?


Charlie riu.


— A gente julgou que, em dez anos, já seríamos independentes. Eu já teria um bom emprego, cuidaria de mim mesma, conseguiria retornar de Singapura sozinha se ainda estivesse lá. Daí, combinamos esse encontro, no restaurante mais refinado de Penedo, um que a gente nunca teve dinheiro para ir! — Contou, empolgada — Combinamos dia, hora e local, tudo certinho. Não tem como dar errado, Betina.

— Como é que não tem como dar errado? Se passaram dez anos, garota!

— Eu sei! Mas a gente combinou, a Dom vai estar lá — Seguia sorrindo, inevitavelmente.

— E se ela estiver namorando ou, sei lá, tiver se casado nesse tempo todo?

— Pensamos em todas essas possibilidades há dez anos e combinamos que iríamos nos reencontrar mesmo assim.

— Isso... isso é muita loucura, você sabe, não sabe?


Charlie riu mais.


— Uma loucura que apenas Dom e eu entendemos. Sempre foi assim para muita coisa. Nos entendíamos em lugares em que só a gente podia ver lógica. E isso é interessante porque éramos opostas, sabe? Mas é a mesma lógica das fotos perfeitas: as mais bonitas são aquelas cheias de contraste, e isso sempre representou nós duas — Agora estava tentando decidir se havia escolhido seu vestido mais bonito mesmo para o encontro, se o salto que comprou apenas para vê-la estava, de fato, combinando.

— E como ela é? Eu digo, fisicamente.

— A Dom? Ela é uma princesa — Contou, e seu sorriso apenas se alargou — Usava um cabelo comprido, castanho-claro, que chegava quase na cintura, e adorava fazer tranças. Ela tem olhos mais claros, quase verdes, e tem um sorrisinho lindo — Sorriu ainda mais só de lembrar do sorriso lindo de Dom — Os dentes eram meio arredondados, pareciam dentes de leite, é muito bonitinho. Ah, as bochechas!

— O que tem as bochechas?

— Ela tem bochechas lindas! Não são grandes, são só... como dumplings, não sei explicar muito bem. No dia em que a gente se conheceu, ela estava muito lindinha, de minissaia, jaqueta jeans por cima do uniforme do colégio, cabelos trançados. Nos vimos logo na entrada, ela era aluna nova e, por sorte, foi parar na minha sala. A gente ficou se olhando durante as aulas, e eu a chamei para lanchar comigo no intervalo.

— Espera, você a chamou para algo? Tomou toda essa iniciativa?

— Sim, garota! Eu a achei linda, me apresentei, convidei para lanchar.

— Jamais imaginaria você sendo capaz desse tipo de atitude! Você é tão reservada, Charlie. Nem é timidez, só é reservada mesmo. Hum, o que você acha que ela faz hoje?

— Acho que...  — Se levantou, com um lindo vestidinho preto em mãos, era o tipo de peça que mais gostava de usar — Ela queria muito uma carreira sólida, talvez pública, como a dos pais dela. Queria fazer dois cursos ao mesmo tempo, Direito e Administração, algo assim. Ela sempre prezou por segurança financeira, os pais eram extremamente organizados com isso. A Dom é só — acabou sorrindo de novo — perfeita mesmo. E ficar com ela foi a melhor coisa que já me aconteceu.


Era por isso que não podia esquecê-la. Ninguém esquece a sua melhor parte.

Do outro lado de São Paulo, Dominic Estevam estava terminando de arrumar uma mochila, num Airbnb onde morava há um mês.


Boyshort da Calvin Klein, camiseta branca, parte dos cabelos curtos, pouco abaixo dos ombros, presos para trás, deixando o rosto livre. O braço esquerdo era coberto de tatuagens: um copo de café, utensílios de cozinha, um jacarandá sem folhas, uma taça de vinho. Mil coisas diferentes e um parágrafo na parte de trás do antebraço:


Contrastare: do latim tardio,

significa “resistir, aguentar”.

CONTRA, “contra”, mais STARE,

“ficar de pé, erguer-se”.


— Não, espera um pouco, só para ver se entendi certo: faz dez anos que vocês duas não se falam? — Veronica, sua vizinha de porta, não estava acreditando.

— Sim! E parecia que a nossa data não chegava nunca! — Estava sorrindo sem conseguir parar.

— Mas como é que... você tem certeza de que ela vai?

— Claro que ela vai, Vero, a gente marcou de ir!

— Mas marcou há dez anos...?

— Aham! Mas, ainda assim, está marcado. A gente escolheu um restaurante chique, que está aberto há uns cinquenta anos, ele não vai fechar do nada, pensamos em tudo isso. Hum, mas ainda que ele, por acaso, tenha fechado do nada, a gente marcou de se esperar na porta.


Veronica cruzou os braços.


— Dominic, isso foi há dez anos!

— Sim, mas está marcado! Não se preocupe, ela vai estar lá — Seguia sorrindo, muito tranquila.

— E se ela não estiver?

— Se ela não estiver...? — Pensou um pouco sobre isso — Não, não tem como isso acontecer. Se a Charlie não estiver lá, você vai ter que ir me buscar porque vou ficar arrasada, sabendo que algo muito grave aconteceu com ela.

— Dom, não seria mais prático, sei lá, só jogar o nome dela no Instagram? Não deve haver muitas Charlotte Ferri por aí.

— Claro que não! Isso não foi o combinado. Ela ia ficar muito triste se eu não fizesse o combinado, a gente não quebra as nossas promessas.


Veronica também parecia consternada.


— Ok, se a gente não vai procurá-la no Instagram, me conta como ela é.


E o rosto de Dom se iluminou só de pensar na sua garota.


— A Charlie é... linda. Bonita como uma obra de arte. Ela tem um rosto que poderia estar na capa de qualquer revista. Não estou exagerando! Ela é forte, sabe? Gosta de fazer trabalhos físicos. Quando a gente morava em Penedo, ela ajudava na fazenda da família, abrindo trilhas, dirigindo quadriciclos. Ela dirigia mesmo antes de ter carteira. A gente vivia num jipe antigo e ela me levava para todos os lugares.

— Uma rebelde.

— Isso! Demorou um pouco para a minha família confiar nela. Logo de cara, eles viam apenas uma garota insurgente, que não seguia regra nenhuma. Mas depois perceberam que ela era uma namorada perfeita, protetora, que cuidava de mim o tempo inteiro. Era uma bad girl, sem medo de entrar numa briga, mas também era educada, tranquila, justa.

— Era boa para você.

— A Charlie foi a minha primeira namorada. A minha primeira vez foi com ela e, se eu soubesse que ia encontrar o meu amor assim tão jovem, teria esperado para ter o meu primeiro beijo com ela também. Tem um lugar em Penedo, chamado Pico das Estrelas, e foi onde perdi a minha virgindade, acampando, sob um céu deslumbrante — Contou, sorrindo sem parar — Consegue imaginar algo mais perfeito do que isso?

— É por isso que você nunca a esqueceu.

— Não é só isso. Vou namorar a Charlie de novo, Vero.

— Você vai...?

— Falamos que, quando ela voltasse de Singapura, a gente retomaria os nossos planos.

— E você tem certeza de que ela voltou do outro lado do mundo para esse encontro?

— Claro que sim! É que você não entende. Tem coisas que só a Charlie e eu entendemos, é a nossa conexão.

— Eu jamais imaginaria que — Veronica sorriu — você tivesse uma história assim. Eu te conheço só há um mês e já foram umas quatro garotas diferentes. Dom, você não parece o tipo que fica em alguém.

— É que eu já estou em alguém esse tempo todo — Explicou.

Veronica tentou racionalizar tudo aquilo. Mas não tinha como, só era uma loucura mesmo, etc.

— O que você acha que ela faz hoje em dia?


Dom se sentou na cama.


— Olha, a família dela sempre teve muita grana. Moravam numa mansão de madeira e vidro, com casas de hóspedes: não quartos, e sim casas de hóspedes, era grande assim. Eles tinham uma fazenda de arroz, que também fazia trilhas e passeios para turistas. Porém, o pai dela trabalhava com outras coisas, era um executivo importante, com negócios fora. Mas essa nunca foi a vibe da Charlie. Ela queria estudar Fotografia ou Engenharia Florestal, sempre muito ligada à natureza. Acho que ela fez uma dessas duas opções como carreira. Hum, quer me ajudar com o jipe? Só para ver se está tudo preso.

Charlie havia optado por ir de Blablacar. Não costumava usar a plataforma, mas parecia a melhor opção. A parte ruim era passar quase quatro horas dentro de um carro com um desconhecido e interagir. Não era algo que gostava de fazer, mas, quando se dedicava a estar disponível, era muito boa nisso. Parte do que fazia exigia que fosse boa de fala, de comunicação, então decidiu apenas relaxar e conversar com o motorista desconhecido.


E tudo foi bem tranquilo de São Paulo até Penedo. Aparentemente, havia tirado a sorte grande e seu motorista parecia um príncipe: bonito, bem-educado, e era da cidade. Os pais dele tinham um sítio e, de alguma forma, não se conheciam. A cidade não era tão pequena, mas tinha um único centro onde todo mundo se encontrava.


— Vai ver era pra gente se conhecer só agora mesmo — Ele disse, após ajudar Charlie a descer a mala.


Havia sido uma cantada? Foi irrelevante. Agradeceu a carona e ficou em frente a uma loja no centro, tentando encontrar um Uber. Ele se chamava Nicolas, o motorista, e se ofereceu para deixá-la em casa, mas Charlie recusou: a carona era até o centro, era mais seguro assim. E, enquanto tentava achar um Uber que pudesse levá-la até sua casa, de repente, um JIPE ENORME quase a atropelou.


Deu um passo para trás rapidamente, subindo ainda mais na calçada, e por um segundo não havia sido atingida.


— Mas como...? Você não enxerga, não, seu babaca?! — Charlie gritou em vão, porque o idiota sequer a ouviu.


Era um veículo robusto, preto, com rodas grandes. Com toda certeza, devia pertencer a algum idiota tentando compensar o tamanho do que tinha entre as pernas. Como homens podiam ser tão desagradáveis?!


— Quase passou em cima do seu pé, não foi? — A vendedora da loja comentou.

— Quase. Esse babaca! Devia estar no celular ou não sabe dirigir direito.


Bem, vinte minutos depois, finalmente conseguiu um Uber. Mas já tinha andado bastante de um lado para o outro e acabou indo até o La Forchetta, a trattoria italiana onde haviam marcado o encontro delas. Entrou rapidinho, fez uma reserva e seu coração acelerou. Achava que estava tranquila e confiante, mas, agora que tinha chegado até ali, sentiu um pouquinho de medo.


Será que estava sendo muito boba por ter ido a um encontro marcado há dez anos?


Bem, tentou não ficar pensando sobre isso. Pegou seu Uber e foi pra casa.


Chegou à sua casinha, que ficava no alto de um morro e tinha uma vista absurdamente deslumbrante. Amava aquela casa, amava acordar e poder olhar para as montanhas no horizonte, adorava que sua sala se enchesse de luz natural todas as manhãs e amava sua varandinha aberta, onde estudava, lia seus livros, namorava a sua Dom.


Era engraçado: Dominic havia sido imediatamente amada pelos seus pais. Ninguém sabia exatamente que Charlie gostava de garotas naquela época, ela mesma não sabia muito de si: já tinha ficado com algumas meninas, mas com garotos também, porém, quando ficou com Dom... tudo foi diferente. A pediu em namoro e quis que seus pais a conhecessem. E eles a adoraram. A menina linda, delicada, centrada no futuro, que tirava ótimas notas no colégio. Charlie nunca havia sido muito boa de cálculos, o que, por muitas vezes, a fez virar noites estudando com sua garota. Tudo havia mudado depois dela. E ela iria para o encontro, sim. Tiraria da sua mente qualquer ideia negativa sobre isso.


Entrou no chalé, e tudo estava como se lembrava: a cama, a bancada com fogão, uma mesa pequena, TV, banheiro. Fazia algum tempo que não retornava ali, quase dois anos, provavelmente, mas era bom estar de volta. Ainda tinha gosto de casa e, muito provavelmente, era o último resquício dessa sensação que lhe sobrara.


Tirando Dom.


As únicas coisas familiares que lhe haviam restado eram aquele loft na montanha e o que sentia por Dominic.


Tinha certeza de que ela também lhe causaria a mesma sensação de casa.


Preparou o almoço, uma salada com molho, um filé de frango lindíssimo no forno, e tentou se distrair até às dezenove. Era uma insanidade pensar que aquele dia tinha chegado mesmo. Tinha um contador no celular, que estava lá havia uns cinco anos, desde que retornou para o Brasil: “sure thing”, era o nome, e inicialmente marcava 1826 dias, mas agora faltavam apenas quatro horas. Respirou fundo e tentou relaxar um pouco, deitada numa rede lá fora, observando a paisagem, se deliciando com o silêncio. A varanda era na parte de trás, para que a visão das montanhas fosse apreciada. Amava o silêncio e, quando pensava que tinha perdido isso por quase seis anos... As coisas haviam sido difíceis, mas agora tudo estava melhor.


De alguma forma, conseguiu dormir e, quando acordou, faltavam apenas duas horas.


Tomou banho, se arrumou devagar. Minidress preto e sem alças, que valorizava seus ombros e suas pernas. Saltos nos pés, cabelos soltos, e pegou uma jaqueta preta de tecido extremamente elegante, com botões grandes que iam até o alto do seu esterno. Era finalzinho de verão, apesar de a cidade ser naturalmente fria, estava bem fresco. Fez uma maquiagem bonita e natural, que levou mais tempo do que o esperado, cuidou dos cabelos, deixando-os absolutamente impecáveis.


Ok, seu coração agora estava disparado mesmo. Mas respirou fundo e chamou um Uber para o restaurante. Queria chegar antes dela, Dominic costumava se atrasar. E, como o esperado, Charlie realmente chegou antes. Entrou no restaurante, deu uma olhada, não, ela ainda não estava ali.


— Boa noite, senhorita. Posso ajudar? — A hostess do restaurante perguntou educadamente.

— Ah, eu estou esperando alguém. Tenho uma reserva para às dezenove, em nome de Charlotte Ferri.

— Perfeitamente. Sua mesa é aquela ali do canto, posso acompanhá-la até lá.

— Prefiro esperar aqui fora, minha acompanhante não deve demorar — Explicou, sorrindo.

— Ok! Qualquer coisa, basta me acionar.


Vestiu a jaqueta porque estava ficando levemente frio e a fechou até o final. O cabelo impecável, de lado, com um grampo prendendo a franja longa para trás, a maquiagem leve, destacando todos os traços bonitos. Checou a hora no celular, seu contador de “sure thing”: faltavam sete minutos. Daí, passaram-se os sete minutos, confetes voaram na tela, “sure thing chegou!”, mas Dom ainda não havia aparecido. Mais dez minutos, nada, quinze, também nada e, quando estava quase dando vinte minutos de atraso...


O jipe monstro que tinha quase passado em cima do seu pé mais cedo, do nada, parou do outro lado da rua.


— Mas... sério?! — E, quando estava se preparando para ir tirar satisfações com o idiota dono daquele jipe gigantesco...


Uma garota desceu.


Cabelos Chanel, pouco abaixo dos ombros, calça preta, larga, deixando ver um cós Calvin Klein da roupa de baixo. Camiseta branca, os braços tatuados bem aparentes, jaqueta jeans em mãos, coturnos nos pés, olhos no celular e era...


— Dominic...? — Charlie perguntou para si mesma por que a aparição ainda estava do outro lado da rua. Daí, a garota bateu a porta do carro, travou o alarme e, assim que olhou pra frente...


Os olhos se conectaram.


Foi imediato, um olhar magneticamente atraído pelo outro.


— Charlotte? — Dom também falou consigo mesma, mas não, não devia ser ela. A mulher do outro lado da rua era bem bonita, mas não parecia nadinha com a sua Charlie. Era uma bonequinha! E a namorada que Dom não esquecia era uma bad girl perfeita.


Mas daí, atravessou a rua e...


Ficaram de frente uma para a outra.


Dom teve certeza de que era mesmo Charlie, tal como Charlie teve certeza de que era mesmo Dom. E as duas mentalmente concordaram que aquilo não fazia sentido. Estavam se vendo, mas nada se condizia; estavam se olhando, mas... não se pareciam com as versões que guardavam uma da outra.


Aquelas duas versões não tinham nada a ver com a versão original que guardavam em mente e, quando Dominic parou com suas botas de couro e suas tatuagens bem diante de Charlotte e seu minidress elegante e seus saltos altos...


Foi uma colisão inesperada de mundos. 


Não poderiam ser mais diferentes daquilo que conheciam.

Notas da Autora: Tessa Reis


Oi, gente! Hoje estamos trazendo para vocês o First Look de “Contraste”! Acho que, só por esse capítulo inicial, já deu para perceber que talvez, apenas talvez, esse jantar não saia exatamente como elas estão esperando. 👀


Espero que vocês tenham curtido esse primeiro capítulo e que já tenha dado para sentir a vibe que Dom e Charlie vão entregar.


Ah, também preciso contar que a história cresceu além do planejado. E, ao invés de 20, ela terá 25 capítulos.


Sim, teremos mais tempo com elas, mais desenvolvimento, mais intensidade e uma história ainda mais completa do que eu havia planejado no começo.


“Contraste” estreia no dia 23/04! E, se você ainda não comprou, pode adquirir pelo link disponível: https://sl1nk.com/1vm25kk







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1 comentário


Adriana Evangelista
Adriana Evangelista
há 2 dias

Nossa já fiquei aqui com coração na mão de ansiedade kkkkk mais um sucesso chegando! 🤗🥂✨️✨️✨️

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