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Vulnerável - Universo Gabruna

Atualizado: 10 de jun.


O primeiro capítulo de Vulnerável já está disponível — e este é o espaço para mergulhar em Gabruna, conhecer conteúdos inéditos e garantir o livro físico na pré-venda.


A história completa de Gabriela e Bruna estreia no app Tessa Reis no dia 12/06, Dia dos Namorados. E o acesso será exclusivo para quem garantir o livro físico na pré-venda.







O Coração Faz o Que Quer


Achava que nada no mundo podia ser mais barulhento do que seus próprios pensamentos.

Então manteve os olhos fechados, o corpo imóvel, a respiração entrando num ritmo regular que acalmava o coração. Estava sentada em posição birmanesa, o indicador e o polegar em contato enquanto respirava.


Uma tatuagem minimalista se destacava no seu esterno: “μίλα”, a expressão grega para “fale alto”. Era um lembrete constante, tal como a outra tatuagem em sua mão: “خیلی بد نیست”, "não é tão ruim", essa em persa.


Abriu os olhos. Era comum ouvir que tinha olhos da cor mais bonita que o mar do Caribe podia produzir. As câmeras amavam. Gabriela sabia muito bem que parte do que tinha hoje era paga por seus olhos.


Paciência, Gabriela. Foi uma repreensão mental.


Inspirou em três e soltou o ar em seis. Havia acabado de sair da cama, lutando contra o frio da manhã. O silêncio era desconfortável. Estava confinada há mais de uma semana em um quarto de hotel. O painel da TV estava vazio: o aparelho tinha sido retirado, assim como qualquer contato com o mundo lá fora. Se perguntava como poderia aguentar aquilo por três meses inteiros.


Porque, se tudo desse certo, esse seria o tempo em que ficaria isolada no reality mais popular do país.


Levantou-se, saindo do único raio de sol que pintava seu quarto. Seu café havia sido servido há alguns minutos, mas não tinha conseguido comer. Decidiu meditar. Mais calma; sentou-se para quebrar o jejum.


Não tinha TV no quarto, mas em algum lugar próximo. Já deveria estar ligada, mas não havia prestado atenção. O som da sua própria voz, no entanto, não dava para ignorar.


“Meu nome é Gabriela Habren, tenho vinte e seis anos e sou influencer digital. Tenho quase sete milhões de seguidores no TikTok, nove milhões no Instagram e decidi aceitar esse convite porque quero falar para trinta e dois milhões de pessoas ao mesmo tempo. (Intervalo para as poses que fez durante a gravação da chamada). Transformei postar em um hábito, mas uma parte muito grande de mim nunca esteve exposta nas redes sociais. (Música, poses e poses). Vim para triunfar.”


Pronto, agora estava feito. Se tinham soltado sua chamada, era porque, dali a algumas horas, entraria na famosa casa mais vigiada do país.


Tomou seu café da manhã tentando ouvir mais alguma vinheta dos outros participantes. Claro que circulava uma lista especulativa de possíveis nomes, mas, como o seu não estava cogitado em nenhuma delas, não tinha como ter certeza.


Dez personalidades conhecidas do público. E dez desconhecidos. As informações que tinha paravam aí.


Havia se questionado muito se realmente estava em seu melhor momento de saúde mental para fazer algo assim. Segredos trazem vulnerabilidade.


Amores também.


Tinha passado por um término traumático havia mais ou menos dois anos e parecia tempo suficiente para uma cura. “Não apresse nenhuma dor”, dizia em seu primeiro vídeo que havia viralizado no TikTok. Funcionava para os outros, mas não para si mesma.


Aquele término ainda era a sua maior tempestade. A sua grande vulnerabilidade. E só de pensar nisso, sentiu necessidade de meditar mais uma vez.


Meditou. Depois do café simples e bonito, ficou mais dez minutos em silêncio e soube que era a hora. Alguém veio até a porta e informou que ela precisava se vestir. Sairiam em duas horas.


Tudo bem. E não ouviu mais vinhetas. Provavelmente se deram conta de que a TV estava alta demais, então ela foi desligada. Focou no que precisava fazer. A mala grande já tinha sido levada pela produção. Encarou o look que usaria. Como a entrada seria diurna, escolheu um vestidinho branco e um jaquetão jeans por cima. E, embaixo da manga, onde ninguém podia ver, colocou uma pulseira. Era de prata, delicadamente cravejada de diamantes bem pequeninos. Tinha um ótimo valor comercial, mas o valor sentimental...


“Usar uma joia ou um objeto que pertenceu a outra pessoa te faz carregar um pedaço dela com você.”


Era isso.


Arrumou os cabelos, fez uma maquiagem leve, que a salvava sempre que não tinha nenhum maquiador por perto. Respirou fundo, olhando-se uma última vez no espelho. Os olhos claros, os cabelos longos, soltos, bem hidratados. As coxas belamente definidas no vestido curtinho. Ok, tudo bem.


Era hora de ir.


Do momento em que desceu do carro em diante, não lembraria de muita coisa. Estava com sua mochila em um dos ombros, cercada de algumas pessoas que a guiaram por corredores que pareciam infinitos. O coração disparado, mas o olhar reto, firme, gelado. Gab já tinha sido insegura.


Gabriela Habren não podia ser.


Recebeu instruções rápidas, que mal pôde compreender. Corredor escuro, duas pessoas ao seu lado, passos rápidos e uma única porta que podia mudar todas as coisas.


— Só abre e vai — Foi a instrução que recebeu.


Então, caminhou até a porta.


E congelou.


A produtora não entendeu. Falou com ela mais uma vez, mas não parecia estar sendo ouvida de qualquer forma. Foi até ela.


— Gab, você tem que abrir a porta e entrar.

— Eu sei.

— É que... assim, tecnicamente você precisa ir.


Outra respiração longa de Gabriela.


— Habren? — A mulher tentou mais uma vez.


Mais uma encarada na porta. Gabriela queria abrir e ir, queria se mover e entrar, mas, de alguma maneira...


— Ok — A produtora abriu a porta por ela e, tão discreta quanto era possível, a empurrou para dentro.


E só então Gabriela descongelou. Achou ar, respirou fundo, vendo ao vivo aquela casa que já tinha visto tantas vezes pela TV. Já havia pessoas lá dentro. Entrou e ativou seu modo social, pelo qual era tão valorizada. Conhecia dois dos cinco rostos que via; os outros, sentia que devia conhecer. Eram todos camarotes como ela, mas quem eram, não fazia ideia. Ainda assim, não deixou transparecer.


Foi vendo as pessoas, conversando, a ansiedade aos poucos se dissipando. Fizeram uma roda no jardim; mais algumas pessoas chegaram. Será que o elenco já estava todo reunido?


Foi fazer a pergunta e a maçaneta da porta se moveu.


E a última participante do camarote chegou.

“Meu nome é Bruna Ribeiro, tenho vinte e oito anos e você pode não saber quem sou, mas, com toda certeza, já ouviu meus gritos em algum lugar. (Gargalhada alta). Sou blogueira; comecei em um canal do YouTube, onde fazia maquiagem e testava produtos naturais que eu mesma produzia. Nascida e criada na favela do Cantagalo, empresária, encrenqueira, fui expulsa do colégio duas vezes e, na segunda expulsão, foi por ter me envolvido em uma briga na qual fui atacada sob a acusação de ser ‘indecente’. Foi daí que nasceu o meu canal, o ‘Bem Indecente’, que empodera mulheres por meio da maquiagem. Vim pra ganhar! (Outra gargalhada, fim da vinheta).”


— Você tem água? Acho que me bateu um nervosinho aqui — Bruna pediu, sorrindo para a produtora no caminho para a tal porta que mudaria sua vida. Exibida do jeito que era, o que podia dar errado em um programa sobre exibição?


Coisa nenhuma.


Ganhou sua água com seu sorriso aberto. Sabia que ele funcionava muito, tal como seus olhos castanhos, que sempre faiscavam charme com enorme facilidade.


Respirou fundo, arrumou os longos cabelos castanhos, naturalmente ondulados, checou seu look enquanto bebia a água. Calça de alfaiataria italiana, cropped Versace, os anéis de prata espalhados pelos dedos tatuados. As tatuagens estavam pelos braços, colo e abdômen. Tinha uma lua e um sol na linha do quadril, frases espalhadas pelos ombros em italiano, a cabeça de Medusa abaixo dos seios.


Bruna sabia do alcance de sua influência. Seus treze milhões de seguidores não a deixavam esquecer. Era da primeira leva de blogueiras do YouTube, estava lá no começo de tudo, e isso apenas se consolidava a cada dia mais.


Respirou fundo outra vez. O look todo preto, os saltos altos e, por instinto, tirou uma joia do bolso e a colocou na orelha. Um delicado ear cuff de prata com minúsculos diamantes. Apertou os lábios, encarou a porta no final do corredor e devolveu a garrafa de água para a produtora. Pressionou uma mão contra a outra e, subindo pelo indicador da mão direita, havia a seguinte frase tatuada: הלב עושה מה שהוא רוצה.


Era hebraico e queria dizer “o coração faz o que quer”.


— Posso ir e só entrar?

— A casa é sua, Bruna — A produtora indicou a porta sorrindo, e Bruna caminhou com o coração disparado de ansiedade.


Andou em passinhos rápidos até a porta e, sem pensar em muita coisa, apenas a abriu.


Entrou e milhares de coisas explodiram na sua mente: empolgação, felicidade, uma euforia insana que não estava conseguindo processar.


— Eu sou a última? Já tem muita gente aqui! — E saiu abraçando todo mundo, cumprimentando, distribuindo sorrisos. Tinha tanta coisa para processar. Estava vendo rostos conhecidos, inclusive de uma quase amiga, e não percebeu um rosto bem mais do que familiar. Só notou no abraço. Passou direto para mais um, e aquela pessoa entrelaçou os dedos aos seus de uma maneira muito...


Muito particular. Olhou para a mão, viu a tatuagem, ergueu o olhar.


— Puta que pariu!


E Gabriela...


Apenas sorriu. Lembrou Bruna de sorrir também.


Sorria — A abraçou, porque aparentemente Bruna havia congelado.

— Gabriela...

— Como você está? Veio parar aqui! — E ela seguia sorrindo, aquele sorriso que já tinha feito a mente de Bruna esfacelar tantas vezes.

— Como é que você não virou atriz ainda, menina?

— Para de me atacar, a gente acabou de chegar — Gabriela a pegou pela mão, levando-a para o círculo que os outros participantes haviam voltado a fazer. O tom leve, descontraído, enquanto a mente de Bruna...


Que filha da puta! Como ela tinha coragem? Como conseguia agir daquela forma? Era muito para organizar. Devia ser o ambiente. As câmeras.


Talvez não fosse o seu melhor estado mental. Talvez não devesse estar ali. Menos ainda com Gabriela Habren.


Tinha um muro cenográfico repartindo a casa ao meio. Dava para ouvir mais vozes do outro lado; não sabiam bem como seria a dinâmica. Falando em dinâmica, chegou a vez de Gabriela falar.


— Bem, meu nome é Gabriela, tenho vinte e seis anos e falo sobre hábitos saudáveis no TikTok. Também trabalho como modelo. Sou paulista, mas atualmente moro no Rio.


— No mesmo condomínio que a Bruna — Outra participante disse de repente.


Gabriela olhou para ela. Era Lia Araújo, cantora. Sorriu.


— Não mais, mas a gente morou no mesmo lugar por um tempo mesmo.

— Você se mudou? — Outra pergunta inesperada.

— Estou trabalhando mais no Rio, tive que mudar. Morávamos juntas... em São Paulo — Disse, cruzando os olhos com Bruna — Como eu estava dizendo, o meu trabalho é com...


Seguiu sua apresentação enquanto Bruna tentava colocar a mente em ordem. O golpe havia sido inesperado, mas aparentemente apenas ela tinha sentido. Gabriela não sentia nada; claro, havia esquecido esse detalhe. Sua mente estava eufórica, tentando fazer aquela sequência ter sentido: a entrada no programa, o estar na casa, Gabriela bem na sua frente. Ficaria ali, trancada com ela.


Deus.


Acabou rindo, porque, quando ficava muito nervosa, sorria.


— Rindo sozinha, Bruna? — Alguém perguntou.

— Eu só lembrei de algo engraçado aqui — O sotaque carioca muito presente em cada palavra que dizia — Bem, eu sou Bruna Ribeiro, a Bem Indecente. Sou blogueira, empresária, tenho a minha própria linha de produtos de maquiagem, a Natural Fierce...


Seguiu se apresentando, em seu tom leve e alto-astral tão característico. Gabriela pegou um energético no cooler, ouvindo-a falar. Seu coração estava a ponto de escapar de dentro das costelas, mas, em seu rosto, nada se passava. As asas do nervosismo batiam forte, mas a expressão era de interesse educado.


Perto do entardecer, o muro cenográfico caiu e puderam ver os outros dez participantes.


Fizeram novas rodadas de apresentação e algo ficou claro logo de cara: podiam ser camarotes, mas a única que todos conheciam de fato era Bruna Ribeiro, a imperatriz da Fierce.


Gabriela sabia que a produção deveria estar atrás de uma grande estrela para o elenco, mas desejou muito que Bruna não fosse essa estrela. Agora estava ali. Condenada a ficar trancada com ela por sabe-se lá quanto tempo.


Respirou fundo discretamente.


— Tudo bem? — Uma das moças que estava do outro lado do muro se aproximou.

— Tudo bem, sim. Nuna, não é?

— Isso mesmo, a aspirante a médica, lá de Recife — Nuna sorriu, com uma simplicidade que denunciava o deslocamento — Eu sigo você no TikTok.


Gabriela abriu um sorriso.


— Sério? E curte o conteúdo?

— Muito! Dos vlogs de um dia na sua vida até os textos de tranquilidade mental e construção pessoal.


Ficou naquela conversa com ela enquanto acompanhava discretamente Bruna com os olhos, já num grupo bastante feminino. Ela falava com mulheres o tempo todo, liderava mulheres, amava mulheres. Gabriela achava que ela estava namorando. Tentava evitar as notícias sobre ela, mas era uma tarefa árdua.


Com todos reunidos, foram dividir os quartos. Não havia camas suficientes e, como Bruna entrou por último no quarto, que se tornou feminino quase que por indução, já estava sem cama.


— Divide comigo — Alguém passou por trás dela e sussurrou.


Bruna olhou para a moça. Monique, a supermodelo, preta, linda, empoderada. Já tinham trabalhado juntas; aquele era um rosto que Bruna já tinha maquiado.


— Divido — Não devia fazer mal, né?


Bruna estava tranquila. Compromissada. Não ia dar em nada, claro.


Quartos divididos, correram para o ao vivo. Outra emoção, uma euforia. Aquilo estava mesmo acontecendo e uma energia incrível encheu aquela sala! E foi baixando devagar no final do programa.


A noite foi densa, difícil de dormir, muitas conversas. A empolgação seguia, muitas bebidinhas rolaram e, agora que estava indo para o quarto, Bruna não sabia bem. Dividir a cama com uma mulher atraente, que parecia estar em flerte constante naquele curto espaço de tempo, a deixou preocupada. Consigo mesma, com Gio — a sua namorada, estrela de uma banda que estava em alta no momento — e com Gabriela.


Detestava ainda se preocupar com Gabriela, mas perdeu aquela batalha.


O coração sempre faz o que quer.


Não conseguiu dormir. Não conseguiu parar de pensar que estava de novo dentro de um quarto com Gabriela. Ela havia feito uma cama no chão e adormecido sem problemas, enquanto Bruna...


Não iria conseguir fazer aquilo. Podia enumerar milhares de motivos, mas o principal deles era que ainda estava muito machucada. Tinha feridas em processo de cicatrização que estavam sendo abertas uma a uma, a cada segundo que ficava ali dentro.


Como ela conseguia?


Sentou-se, olhando para Gabriela dormindo entre as camas. Notou que ela não tinha trocado de roupa. Havia bebido. Parecia ter passado um pouco do ponto. Só havia tirado os sapatos para dormir.


Bruna se levantou para ir ao banheiro e, quando voltou, não pôde ignorar.


Gabriela parecia toda desconfortável naquele jaquetão. Bruna se abaixou no espaço entre as camas, onde ela estava dormindo.


— Habren?

— Hum?

— Você está dormindo por cima do braço, ainda de jaqueta.


Gabriela esticou os braços, como quem aceitava a ajuda no automático. Bruna a sentou, tirou a jaqueta e, antes de deitá-la de volta...


Mel, argan e quinoa — Ela balbuciou, cheirando os cabelos de Bruna.


Acabou sorrindo ao ouvir aquilo. Eram os ingredientes de seu shampoo, um que não tinha entrado em sua linha e que havia feito especialmente para si mesma há muito tempo, uma marca registrada. Deitou Gabriela de volta, cobrindo-a devidamente. Ela pegou no sono ou nem havia despertado. E, quando Bruna estava se afastando...


Notou a pulseira no punho dela.


E sua mente viajou para longe, para Amsterdã, para um pôr do sol sobre uma ponte cheia de flores e bicicletas. Mãos dadas, sorrisos, uma promessa de “para sempre” bem improvisada, usando uma determinada pulseira.


Aquela no pulso de Gabriela. Par do ear cuff com o qual havia entrado na casa.


Voltou para a sua cama.


E amanheceu encarando o botão vermelho de desistência no meio da sala.


Acordou antes de todo mundo. Na verdade, havia dormido pouco. Só pensou. E entendeu que não daria conta. De ter suas feridas abertas de novo. Estava de top Calvin Klein, uma calça de moletom, toda de preto, os cabelos desgrenhados de quem havia saído da cama há pouco tempo. Pensou mais, os olhos no botão.


Alguém se sentou atrás dela.


Bruna estava no chão, com as pernas em borboleta, e sentiu alguém se sentando no sofá atrás. Não precisou olhar; conhecia aquele perfume.


Eternity, CK. Também marca registrada.


—   My tea's gone cold, I'm wondering why, I got out of bed at all... ♪ — Ela começou a cantar baixinho, quase sussurrado, num ritmo mais lento do que a canção original. Um sussurro que preencheu o silêncio absoluto —  ♪ The morning rain clouds up my window, and I can't see at all… And even if I could, it'd all be gray, but your picture on my wall… It reminds me that it's not so bad, it's not so bad…  ♪

—  ♪ It's not so bad  ♪ — Bruna repetiu, ainda de olhos fechados.


Gabriela saiu do sofá e se abaixou à sua frente. As mãos em seus joelhos, os olhos nos olhos.


Não é tão ruim — Ela reforçou.

— Você acha que não?

— Não é, não. Esquece isso, a exibida aqui é você, não vai dar esse prejuízo logo na entrada — Gabriela se levantou, pegando-a pela mão e a ajudando a se levantar também.


Bruna não podia desistir. Havia sido convidada, tinha uma carga extra, uma expectativa sobre si. Nunca havia desistido de nada na vida, não desistiria na frente de trinta milhões de pessoas.


— Quer fazer café da manhã? — Gabriela perguntou.


Bruna olhou bem para ela.


Sonsa. Quero.


Gabriela riu. A sonsa ainda era ela, tudo bem. Dariam um jeito em tudo; tinha certeza de que eram capazes disso. Foram para a cozinha fazer o primeiro café na tal casa onde os sonhos se realizavam.


— Não parece aquela música, de uma casa em Nova Orleans e tal?

— Sem Vampire Diaries, Bruna, pelo amor de Deus…!


Bruna gargalhou alto. E aquela gargalhada, sim, tinha contornos de casa.


Já havia sido o lar de Gabriela Habren.


O coração faz o que quer e ponto.

Nota da Autora: Tessa Reis


Gente, eu nem sabia que estava sentindo tanta falta dessas duas até abrir esse primeiro capítulo para corrigir!


Eu sabia que Vulnerável era uma história bem especial, com aquela partícula mágica que surge em uma história ou outra e é responsável por marcar um romance na mente das leitoras. Bruna e Gabriela têm isso. Mas, assim que abri o texto para começar a revisar, esse sentimento veio ainda mais forte.


Estou muito feliz de trazer essa história de volta para vocês, agora com ajustes mais maduros e correções que o plot pedia.


E, para esse retorno, também criamos uma página especial de Gabruna, reunindo conteúdos de Vulnerável, ilustrações, frases, vídeos e todos os detalhes da pré-venda.


Espero que estejam prontas para a história completa, que chegará por aqui no dia 12/6!


Não comprou o seu livro? Ainda dá tempo!


E marquem aí na agenda de vocês: dia 12/6, as Gabruna estão de volta!

Como vai funcionar este lançamento?


No app Tessa Reis: versão em e-Book de Vulnerável, disponível por 3 meses para leitura exclusiva de quem comprar o livro físico.


No livro físico: edição especial, feita para colecionar, guardar e viver Gabruna também fora da tela.


Na pré-venda: kits especiais com brindes exclusivos.





A pré-venda está nos últimos dias.


Garanta seu livro físico, seus brindes especiais e o acesso à versão completa de Vulnerável no app Tessa Reis.

FAQ para tirar dúvidas


A versão completa estará no livro físico?

O livro físico será uma edição especial. Com uma versão em e-Book disponível no app Tessa Reis por 3 meses, com acesso exclusivo para quem comprar o físico.


Quem comprar qualquer kit terá acesso ao app?

Sim, quem garantir o livro físico na pré-venda terá acesso à versão em e-Book no app.


Quando a história chega ao app?

No dia 12/06, Dia dos Namorados.


O primeiro capítulo é gratuito?

Sim. O primeiro capítulo estará disponível gratuitamente no site.

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