6 AM - Capítulo 37 - Lua de Mel


El día de los muertos se foi, com uma animada festa improvisada para Karime e a sequência de aniversários trouxe o de Julia no exato dia de seu casamento.

Ou do voluntariado. Que fosse.

Não havia sido coincidência, havia sido Thai, querendo deixar a vida de Julia mais simples porque ela era toda enrolada com datas e Julia achou doce e delicado ao mesmo tempo. Não estava se iludindo, sabia bem que Thai tinha mesmo mais se voluntariado como tributo do que lhe pedido em casamento, mas também sabia que metade das suas coisas com ela havia sido da mesma maneira; sentimentos disfarçados de coisas corriqueiras, um beijo dado porque Karime beijou, uma primeira vez entregue como um ménage comum, todos os encontros cercados de justificativas, ambas queriam ver tal filme, ambas precisavam comprar tal coisa, as noites juntas porque estava frio, o ciúme porque uma ou outra se comportava mal, então por que não um casamento disfarçado de voluntariado? Podia ser. E o objetivo de Julia era nunca mais precisar esconder nenhum sentimento, mas para que isso acontecesse ao lado de Thai, precisaria provar algumas coisas a ela.

Começaria aquele dia.

Juls? — Laura entrou no quarto — Pronta?

— Eu… Eu não sei. O que você acha?

Laura abriu um sorriso enorme.

— Eu acho que você está linda — Ela estava linda mesmo, num vestidinho preto lindo que Thai tinha feito, saltos, os cabelos soltos, as joias bonitas brilhando em seu colo, em suas orelhas, Julia era extremamente elegante e Laura sabia que Thai se derretia ainda mais por ela assim — Você está linda, Juls, só está nervosa — Abriu outro sorriso, segurando uma mão gelada na sua.

— E nem devia, não é? É só de brincadeira.

— Isso aqui foi por brincadeira? — Tocou o dedo com band-aid na mão esquerda de Julia — Trabalhou tanto para comprar as alianças e reservar um hotel por uma brincadeira? Eu sei que não é brincadeira para você e depois que a Thai ver todas as coisas que você preparou para ela, ela vai ver a mesma coisa, está bem?

Julia olhava para ela.

— Eu ainda não acredito que vou me casar, que não é com você, e que eu estou feliz que assim seja… — Disse, fazendo Laura rir demais.

— Também é estranho para mim, mas por outro lado, é como eu sentia que as coisas seriam. Eu estou feliz, Juls, que você esteja emocionada assim, que sente de verdade que a Thai é a sua menina, que está feliz.

— Eu estou, mi vida.

— Então — Segurou as mãos dela nas suas mais uma vez — É hora de irmos, está bem? Thai já foi com a Ívi e a Karime.

— Como assim ela foi sem me deixar olhar para ela?

— É que é tão voluntariado este casamento que ela não quis correr o risco de vocês se verem antes e dar azar, veja bem…

Sorrisos luminosos de Julia e Laura a levou para baixo, chamou um Uber para elas, era uma sexta-feira, mas tinha pedido folga, afinal sua irmã iria se casar! E a naturalidade com a qual este pensamento andava vindo, só deixava Laura mais e mais feliz. Julia foi o caminho todo agarrada em sua mão, estava nervosa mesmo, estava um pouco assustada e um pouco insegura, coisas que apenas Thaila Domenèch conseguia causar. Chegaram ao cartório, era quatro da tarde, o último horário porque, era casamento voluntário, mas era casamento com seus olhos de pôr do sol, Thai fez questão que o tempo acompanhasse. Laura checou o celular.

— Você já pode entrar.

Dios mío...

Laura abraçou Julia sorrindo demais, ela estava nervosa mesmo! Os olhos de pôr de sol cristalizados, o que só deixava aquele olhar mais intenso ainda.

Voy a entrar y ella me mirará com esos ojos de gato... — Nervosa, Julia só falava em castelhano.

— E você vai ficar bem, ok? Está tudo bem.

Ela levou um tempinho para se acalmar, mas se acalmou, respirou fundo e quando entraram na sala, Laura se sentiu honrada demais de poder levá-la naqueles quatro metros entre a porta e onde Thai estava.

Ah, sim, os olhos de felino, Julia tinha toda razão de temer o que aqueles olhos fariam consigo, porque assim que entrou, Thai colocou aqueles olhos de gato selvagem em si e Julia já não fazia ideia de nada. Aqueles olhos eram o senhorio de sua escravidão, sempre se perderia, sempre esqueceria do que fazer e ela estava linda demais, num vestidinho justo, branco, os cabelos encaracolados numa trança linda e para um casamento de voluntariado, a conexão daqueles olhos estava molhada demais. Thai começou a chorar primeiro, chorar sorrindo enquanto Julia caminhava em sua direção, agarrada na mão de Laura e podia ser preciosismo da mente de Ívi, mas achou que algo simbólico aconteceu ali. O algo que fez Julia derramar a primeira lágrima. O abraço longo de Laura em Thai, o choro contido daquela espanhola que tanto se resguardava de sentimentos, mas não pôde daquela vez. Olhos nos olhos de Thai, uma conversa dura e confiante que não precisou de nenhuma palavra e então, Laura soltando a mão de Julia de seu punho e delicadamente, a entregando. Foi este gesto que fez Julia chorar e não mais parar.

Foi um casamento simples e muito emocionado. Karime chorou sorrindo demais, as noivas também, o tempo todo de mãos dadas, muito agarradas, tal como Laura também assistiu cada palavra dita muito agarrada em sua Ívi, que lhe guardou perto, lhe beijou os cabelos.

— Eu não vejo a hora de ser a gente — Disse, fazendo sua espanhola sorrir demais.

— Nós duas?

— Eu te prometi filhos, amoriño. Eu só preciso me consolidar, ter certeza das coisas que eu posso te dar e...

Laura a calou com um beijo.

— Você só precisa me amar, entendeu? Não precisa de mais nada, meu bem.

Derreteu. Todinha, no sentimento mais bonito que já tinha sentido em sua vida.

Te quiero — Ívi lhe declarou no ouvido.

Te amo — E com essas duas palavrinhas, Laura lhe fez chorar.

E quando estavam as cinco chorando demais, Natalia e Noah chegaram, atrasadas e sem entender o motivo de tantas lágrimas.

— Por que choram todas? — Natalia perguntou sorrindo.

— Olha para elas — Karime pediu chorando e sorrindo.

Olharam, as mãos dadas e trêmulas, ambas nervosas demais, mas se apoiando uma na outra, os olhos que não se deixaram, um pôr do sol brilhando em olhos felinos, o que podia ser mais bonito? E então, quase no final da cerimônia, Julia buscou Laura com os olhos.

— O que você precisa? — Perguntou em galego, não fazia ideia do que ela iria lhe dizer, era melhor que fosse em galego quase que por segurança.

— Eu quero o sobrenome dela.

Laura sorriu. Ninguém estava entendendo nada.

— Você está me pedindo autorização?

— Acha que ela vai dizer sim se eu pedir?

Julia? — Thai lhe chamou a atenção — O que você precisa?

Sorriu, elas tinham lhe feito a mesma pergunta.

Seu sobrenome — Confessou, fazendo Thai sorrir demais. E, olhar para Laura também, o que fez todas elas rirem.

— Quê? Autorização também? Thai, ela quer assinar Domenèch, se é autorização, está autorizado — Respondeu sorrindo.

Pronto, impasse resolvido!

— E pelas leis brasileiras e os poderes a mim investidos, eu vos declaro casadas. E a partir de agora, Thaila Domenèch Silva passa a assinar Thaila Domenèch Torre del Mar e Julia Robles Torre del Mar passa a assinar Julia Domenèch Torre del Mar.

Sorrisos explodindo nas duas, olhos iluminando o cartório de tanto que estavam brilhando e Thai puxou Julia pela nuca e a beijou, longamente, cheias de sorrisos, amor e apego espalhando para todos os lados! Foi bonito demais, o apego e o bem querer, a emoção que nenhuma das duas conseguia disfarçar e, correram, se dividiram nos carros e foram pegar o pôr do sol na praia, muito agarradas, muito juntas, Natalia foi a encarregada de levar as noivas que não conseguiam parar de sorrir, de se tocarem, que não se largavam nem um pouquinho e nem por um segundo. O pôr do sol foi lindo demais, sete meninas com roupas sociais descalças na areia, sentadas juntas, aproveitando o momento, sentindo aquela atmosfera, curtindo aquela energia demais.

— Eu quero te dar uma coisa — Julia contou no ouvido dela, com Thai entre os seus braços.

— Uma coisa? — Perguntou sorrindo demais.

— Uma coisa, mas para isso, você precisa nos levar a um lugar...

— Tenho que levar...?

— Noah?

— Aqui — Passou a chave do carro para ela — Está tudo como você pediu.

— Tudo como você pediu...?

Nutella, você vai ter que dirigir, está bem? — Disse, já se levantando e a puxando pela mão.

— Mas...

— Sua carteira está no carro, Thai, vai sem medo, vai.

Thai olhou para Julia, aquele olhar intenso, sempre tão quente entre elas.

— O que você está aprontando?

Julia a puxou pela cintura, a grudando contra si.

— Um plano infalível para te fazer sentir minha mulher... — Falou para ela, a fazendo se arrepiar inteira...

Thai a beijou, uma, duas vezes e pegou as chaves do carro imediatamente, se despediram das outras com longos abraços e quando chegaram no carro de Noah, tinham presentes no banco de trás.

— É sério?

— É um casamento! Cada uma de nós comprou algo para vocês e, tem outro presente esperando no lugar onde vocês vão — Natalia informou.

— Outro presente...? — Julia a olhou nos olhos.

Ela se sentiu esquecida — Respondeu, só para Julia ouvir.

Não pensou muito sobre isso, aliás, Julia esqueceu completamente assim que entrou naquele carro com Thai, assim que a agarrou toda apegada, a cheirou, a beijou, a beijou, a beijou demais, porque ainda não estava acreditando que estavam casadas! Sim, casadas, porque iria a convencer definitivamente a esquecer do tal voluntariado.

Thai dirigiu sem ter ideia de para onde estava indo! Só ouvia Julia dizendo para virar aqui e ali, enquanto ouviam no volume máximo suas músicas, umas quinze que Julia lhe jurou que eram todas suas. Iria acreditar nela, acreditar que as músicas eram suas, acreditar que ela estava levando o casamento a sério, acreditar que... Ela queria lua de mel. Num lugar totalmente inacreditável.

Dirigiu para o outro lado da zona sul, quando deu por si estavam na orla gostosa do Rio, quando deu por si, estavam subindo, estavam indo para Lapa, para Santa Teresa, quando percebeu, estava entrando em um hotel maravilhoso, lá no alto, com vista para toda a cidade emoldurada por riscos de mar aqui e ali. Um casarão inacreditável, todo colonial, com móveis antigos, paredes de gesso brancas ou de pedras, portas e janelas azuis e Thai só acreditou mesmo quando fizeram checkin.

— Julia...

— São as recém-casadas, certo? — A recepcionista perguntou sorridentemente.

— Somos — Julia pegou a mão de Thai e beijou, a olhando nos olhos — Somos, não somos?

Thai a cheirou sorrindo.

— Somos sim. E você conseguiu me livrar daquele Silva que tanto me incomodava... — Respondeu, fazendo Julia rir demais.

Receberam as chaves e não puderam se dar conta do quanto aquele quarto era incrível, porque já abriram a porta aos beijos, as mãos muito agarradas, uma na outra, na pele, na vontade, a boca de Thai passeando por Julia inteira, o queixo, o pescoço, as mãos de Julia lhe pegando pela cintura, abrindo o zíper lateral do seu vestido, pegou Thai pelos quadris, comendo a boca dela em beijos, deixando seus sapatos de salto pelo caminho, levando-a para a cama, os lábios no colo dela, baixando para o decote, colocou Thai sentada, pegando a pele descoberta pelo zíper aberto e Thai a pegou pela nuca, querendo a boca dela, precisando da língua, dos lábios dela mais do que qualquer coisa e quando atacou o zíper do vestido de Julia, de repente, ela parou suas mãos e se colocou sobre um dos joelhos bem à sua frente.

Juls...

Julia agarrou as mãos de Thai que lhe tocavam o rosto, trazendo os dedos dela docemente para os seus lábios, beijando, tocando e...

Julia... — Saiu como suspiro quando viu o que ela tinha entre os dedos.

Alianças. Arcos trançados em duas linhas de arabescos, a coisa mais delicada e bonita possível.

— Eu não acredito que...

— Eu quero que você use — Confessou, beijando o dedo da mão esquerda que deveria ser aliançado — Você usa? — Pediu, olhando nos olhos dela.

— É claro que eu uso, bebê, por qual motivo eu não usaria?

— De você eu nunca sei — Colocou a aliança no dedo dela e beijou outra vez, abrindo um sorriso lindo que fez o coração de Thai acelerar no peito — E já que você aceitou usar — Apoiou a mão esquerda com o dedo machucado sobre as mãos dela — Tira o band-aid.

Thai abriu outro sorriso, não entendendo bem.

— Como...?

— Tira, sem medo.

Thai buscou como tirar o band-aid, com cuidado para não apertar o machucado, mas a verdade é que quando tirou, não, não tinha nenhum machucado, o que Julia tinha ali era uma tatuagem, era um “T” numa fonte clássica, romântica e sobre este “T”, havia um delicado coração. Era o dedo que deveria ser aliançado.

— Você...

— Coloca o anel, meu bem — Pediu e ela colocou a aliança no seu dedo, sorrindo e brilhando os olhos — Isso, ficou bonito, não ficou?

Thai a beijou, sorrindo, emocionada, a agarrando demais.

— Eu não tenho mais mental para resistir a você...

— Eu te prometi que ia te fazer sentir como minha mulher. E essa é só a primeira hora...

Thai beijou o dedo dela recém-aliançado e Julia a pegou pela nuca, puxando o pescoço dela para sua boca, o colo, a mão tirando o vestido de vez, soltando o final do zíper, descobrindo aquele corpaço que deixava Julia tonta todas as vezes que faziam amor e para elas que estavam habituadas a fazer a três, fazer amor a duas e com tanto apego tinha ganhado contornos de fantasia sexual. Thai a puxou para cima, arrancando o vestido, a puxando contra si, beijos, mãos ansiosas, corpos se pegando e Julia fez questão de tirar sua calcinha delicadamente e questão de lhe amar com um único dedo de sua mão esquerda...

Deve ter gozado três ou quatros vezes, perdeu as contas depois da segunda vez, não conseguia mais pensar direito depois de trazer Julia para sua boca, depois que fazê-la gozar lhe deixava tão louca que tinha que tomá-la de novo, de joelhos, submissa para fazer Julia enlouquecer, esquecer do próprio nome, que agora era novo, era diferente, tinha o sobrenome do seu amor e Julia não podia estar mais grata pela sua sorte. Estava casada. Com Thai. Tinha o sobrenome dela no seu. Tinha uma aliança dela no seu dedo e o nome dela tatuado em sua pele. Era isso. Era lindo. Tinha um gosto completamente diferente. Pegaram no sono muito agarradas e totalmente fora da hora de Thai, e dentro do horário de Julia.

Tão dentro que, acordou às dez da noite. Ficou um longo tempo olhando para Thai, dormindo tão serena, parecendo tão feliz e então decidiu se colocar de pé. Era um problema que estava se agravando recentemente, o horário de trabalho de Julia estava lhe causando uma insônia por repetição, simplesmente não conseguia dormir depois das nove da noite e antes das seis da manhã. Então pensou que deveria ter trazido o violão e então que, tinha um violão no quarto.

Preto, diferente, com seu nome desenhado por ele com aqueles símbolos místicos que tinham sem querer, se tornado seus ultimamente. Estava numa cesta, junto a outras coisas, chocolates, vinho, lingeries da Victoria’s Secret, com seu nome e o nome de Thai, e o bilhete...

“Me magoei de ser esquecida para o seu casamento. Me magoei um pouquinho com o casamento também. Voluntariado por voluntariado, eu poderia me voluntariar também, porém eu sei que você e a Thai são mais que um voluntariado. Eu nunca perdi uma mulher tão rápido, então eu só desejo que vocês possam ser felizes demais.

Aproveitem os presentes! É a minha forma de participar 😊.

Heidi”

Julia apertou os lábios lendo aquele bilhete. E então pensou em si mesma quando Laura veio para o Brasil, pensou nas garotas que apareceram, aquelas que pareciam bilhetes premiados e chances únicas, pensou em como não conseguiu dizer não e lembrou de como isso acabou com Laura, acabou com elas duas e de como nenhum dos bilhetes premiados significaram alguma coisa durante ou depois.

Rasgou o bilhete de Heidi e voltou pra cama, agarrando sua menina linda, sentindo o cheiro gostoso dos cabelos dela.

Nutella...

— Que, esposinha? — Ela respondeu, derretendo Julia naquelas duas palavrinhas!

Se virou para cima dela, a agarrando, a beijando, a fazendo rir e se arrepiar inteira.

Juls...!

— Esposinha, adorei, vai ter que me chamar assim para sempre!

— Eu chamo, bebê, minha esposinha, a minha cubana, futura brasileira, mulher da minha vida — E isso fez Julia chorar. Transbordou em seu peito sentimentos demais e quando viu, já estava chorando — Ei, não é para chorar, amor...

— Eu amo você.

— Eu sei que ama. Eu amo também e, me fala os planos aqui para este hotel.

— Os planos? Vamos ficar por dois dias, amor, foi o que eu consegui.

— Trabalhando igual a uma maluca — Disse, tocando os cabelos dela — Eu sabia que você estava trabalhando demais, mas não fazia ideia... Não precisava, bebê.

— Precisava sim — Beijou o dedo dela aliançado — Então são dois dias, temos um jantar lindo amanhã no restaurante aqui do hotel e pensei de termos um tempinho pra gente.

— Podemos ter mais 24 horas de tempo pra gente?

— Podemos ter sim, meu bem, por quê?

— Porque eu preciso te levar até Arraial outra vez e te apresentar pra minha avó como minha mulher...

Porque Thai só apresentaria alguém quando tivesse certeza. E agora tinha.

Decidiram esticar juntas até o hostel de Ívi, porque todas queriam dançar! Então saíram em cinco, em seis pelo caminho porque Natalia disse que não ia ficar sozinha de jeito nenhum, daí pegou uma amiga pelo caminho e foram em seis, mas não foram apertadas, Nat estava de carro novo, um Mitsubishi Outlander porque não era obrigada a viver apertada, um carro de sete lugares, usado, mas em perfeito estado.

— É outro casamento, sabiam? Se eu compro um carro de sete lugares, significa que quero ficar com vocês por muito tempo, é outro casamento...

Era mesmo! Então foram de boa, refazer um certo primeiro encontro, foram comer um x na Vila Isabel, Karime agarrada em Noah o tempo todo, Laura com a mão de Ívi na sua e voltar naquele food truck trouxe as melhores lembranças...

Ívi puxou Laura pela cintura, sorrindo demais, a abraçando, a cheirando enquanto sua menina linda lhe pediu um beijo.

— Parece que faz uma vida — Laura lhe disse, a mantendo muito perto.

— É uma vida, amoriño. Uma vida inteira perto de você, como se os minutos juntas fossem dias e os dias, meses inteiros. Eu ainda não acredito que tudo passou e que estamos aqui.

— O que diz mesmo aquela música linda que você fez pra mim?

Se for amor, será espera também. Era amor, é amor, sobrevivemos a espera e agora somos uma da outra. Eu não acredito que estamos tendo 24 horas só nossas, sabia?

— Haila me escraviza na Starbucks e a Natalia te escraviza nesses shows, mas estamos bem, não estamos? Estamos sobrevivendo, eu estou indo bem...

— Está gerente esses dias e acabou de fazer um mês, amoriño.

— A Haila precisou de mim, é o marido dela e nessa situação, nunca se sabe — O marido de sua gerente estava em um estágio complicado de saúde e Laura andava virando mais de dois turnos há mais de quinze dias.

— E você está cobrindo os turnos dela e vai passar em todas as disciplinas do semestre, eu não sei como você faz tudo isso, Laura, eu preciso aprender.

— Você também faz, mi amor, não somos nada diferentes, nós duas fazemos o que é necessário, e o necessário agora é ganhar um pouquinho mais, é passar no semestre, eu vou conseguir.

Ívi a cheirou outra vez, nos cabelos, porque era completamente apaixonada pelo cheiro de sua garota.

— Eu ainda não creio que você disse que me ama durante o casamento de outra pessoa... — Disse, fazendo Laura rir demais!

— Eu sou péssima com momentos românticos, ando percebendo...

— Era o casamento de sua ex, Laura! — Ficava brava, mas era só brincadeira.

— Mas eu já tinha dito te quiero, não digo te quiero todo dia? — Perguntou, enroscando os braços pelo pescoço de Ívi.

— Mas você mesma me explicou que os espanhóis dizem te amo de duas maneiras, te quiero para amor mais levinho e te amo para amor mais sério...

— Não acha que somos amor mais sério?

— Eu tenho certeza que somos, mas você nunca tinha dito...

Laura a beijou novamente, sem conseguir tirar o sorriso do rosto.

— Não sabia se já podia. Se não ia te assustar.

— Só me assusta não ter você. Eu te amo faz tempo...

E daí foi Laura quem se derreteu inteira. Comeram juntas, num clima incrível, muito bom e terminaram a noite dançando demais, Ívi não estava conseguindo lembrar a última vez que se divertiu tanto! Deve ter dançado uns três sets de salsa com sua galega agarrada em seu pescoço, na sua camisa, aquele sorriso lindo sempre aberto, os beijos que esquentavam do nada, que as levavam para cantos escuros, a necessidade das mãos, da saudade, do coração. Laura ainda não acreditava. Em Julia casada, com Ívi sendo sua e com o quanto estava feliz e segura com ela. Contou isso para ela, enquanto estavam comendo uma pizza doce no meio da madrugada, sentadas naquela calçada que também era tão delas. Tinham deixado as meninas no hostel e vindo sozinhas, se curtirem um pouco mais, ficarem agarradinhas naquelas coisas que eram tão delas.

— Obrigada, Ívi.

— Pelo que, meu bem?

— Pela segurança, pela tranquilidade. Eu sei que está corrido, que a gente está se vendo pouco, mas é pela sua carreira, a Natalia está certa, vocês precisam aproveitar e saindo a nacionalidade da Julia, isso só tende a crescer. Mas eu acho que era necessário que fosse assim.

— Pra gente se apegar mais ainda e você ver que pode confiar em mim.

— Eu sei que posso. Eu me sinto tranquila e segura com você, e não imaginava que pudesse ser assim. Não depois daquela nossa primeira noite...

— Em que a gente se pegou tanto, eu sei — Ívi beijou os cabelos dela, a mantendo guardadinha em seus braços.

— Namorar você ainda é incêndio. Mas não me queima.

Ívi a beijou, assim, sentadinhas naquela calçada com uma pizza de morango e chocolate entre elas, a beijou sorrindo, sentindo um certo arrepio porque, começou a chover.

Era sério? Era sério e parecia um presente.

Não voltaram pra casa de shows, não conseguiram voltar, não com os beijos na chuva as lembrando do primeiro encontro, não com tudo esquentando tão rápido que chegava a ser perigoso ficarem em público, pegaram um Uber, chegaram com as mãos saltando nos botões uma da outra, com uma urgência que parecia que nunca ia melhorar, Laura arrancou a jaqueta de Ívi, abriu sua calça, tirou sua camisa a mordendo inteira, a pegando inteira e o vestidinho de Laura...

Hum, esse Ívi tirou só de uma vez. A levou no colo para o quarto, para a cama, a pressionando com seu corpo inteiro, a pegando com todos os dedos, todas as vontades, o tesão que pulsava na pele e deixava ambas loucas, absolutamente viciadas, era por isso que faziam amor todas as manhãs, era por isso que não conseguiam se resistir, era por isso que sentiam tanto o não tempo que tinham, que estava se apoderando de ambas de uma maneira que não esperavam. Ívi sabia que se faziam falta, mas não sabia que era tanto até ver Laura chorando no chuveiro depois do amor feito.

— É uma besteira, é só... — Ela chorou de qualquer forma e Ívi se desesperou um pouquinho.

Teve que acalmá-la. A tirou do banho, a vestiu num roupão, disse que ela podia chorar, mas tinha que falar também, dizer a Ívi o que estava acontecendo, do que ela tinha medo, mas Laura era péssima em externalizar as coisas, era criação, os dedos de Claudia Bueno ainda nela. Então decidiu só a acalmar, fez um chá para ela, veio para a cama, a colocou no colo.

Amoriño, eu me recuso ser igual a Kelsey, está bem?

— Eu não disse nada sobre isso, Ívi...

— Mas ando te deixando sozinha igual a ela.

— Não está me deixando sozinha igual a ela, nada disso, você está aqui sempre que preciso e eu já te disse, eu sei que vocês estão crescendo muito rápido, sei que precisam aproveitar o momento, mas...

— Aproveitar o momento envolve outras coisas, eu sei — Fez um carinho no rosto dela — Precisamos ter mais tempo.

— Nós só não estamos juntas quando dormimos, mi amor, de resto, passamos o dia conversando, nos buscando...

— Mas não estamos juntas quando dormimos. Bem ou mal, Kelsey amava você todas as noites.

— Você me ama em todas as manhãs — Beijou a mão dela com carinho — Escuta, para de se comparar com a Kelsey, não é por isso essa crise que eu tive agora. É só que... Karime e Noah estão morando juntas agora, Julia e Thai se casaram, bem ou mal, Thai consegue mais tempo do que eu...

— Porque está abrindo mão da faculdade, porque a Julia pediu para ela não trabalhar em nada fixo. Sabe por que você deixou a Kelsey? Além de estar louca por mim, é claro... — Disse, a fazendo rir um pouco — Você não é uma seguidora. Foi o que ela te disse, não foi? Eu concordo, não é de você. Então, por mais que agora eu esteja ganhando um pouquinho mais que você...

— Um pouquinho é delicadeza sua...

Ívi a beijou sorrindo, amava quando ela lhe sorria daquele jeito.

— Se você não quis saber de ajuda nem da Kelsey ganhando em Euro, imagina de mim ganhando em Real. Enfim, a questão nem é essa, eu não te deixei dizer qual era a questão. Você falou da Karime e a Noah morando juntas, da Thai e da Julia casando e ia dizer algo sobre a gente.

— É que... Nós fizemos um mês e meio de namoro e acho que tivemos apenas uns três dias em que a gente pôde se curtir. Eu sei que um tempo agora é quase impossível, mas o motivo do meu ataque de choro foi por isso. Eu te quero muito e queria mais tempo.

Ívi a entendia completamente.

Cuidou do sono dela aquela madrugada, porque era outra coisa que andava lhe preocupando profundamente. Sem Karime por perto, o perigo tinha ganhado um novo ponto de atenção, Thai fazia o melhor que podia, mas seu sono pesado não ajudava muito e encontrar Laura em cantos inacreditáveis andava sendo coisa de todo dia. Ívi já tinha a encontrado dormindo na cama de Karime, dormindo na cozinha, na mesa, na cadeira, na lavanderia, no chão da sala, no banco da janela, no banheiro, o que preocupou duplamente porque ela estava sangrando e Ívi ficou tão nervosa que não conseguia identificar de onde estava vindo. Julia lhe acalmou, pegou Laura no colo e descobriu o motivo do sangramento: ela tinha aberto um corte no joelho, daqueles que demoravam a cicatrizar por causa do hóquei e Ívi não fazia ideia de como ajudar. Daí começou a culpa.

— Kelsey dormia com ela toda noite, Juls.

— E a Laura levantava procurando você. Eu não sei como ajudar, Ívi. Não acho seguro sequer trancar ela no quarto, ela se machucou, você viu. Não posso te dizer também larga tudo para dormir com ela todas as noites, eu não sei, talvez a gente precise convencê-la a ver um médico. Eu prometi cuidar da minha irmã, você prometeu o mesmo, a gente tem que dar um jeito.

Mas ainda não tinham um jeito. E sua menina agora estava tão aflita que chorou depois de uma noite de amor. Deve ter dormido umas duas horinhas e acordou com Laura se movendo.

— Eu tenho que trabalhar, mi amor, mas você pode dormir.

Ívi checou a hora, e, levantou, a agarrando, a fazendo rir demais, a levando para trás, carinho no pescoço, Laura quentinha, recém-saída da cama, o que mais podia pedir? Fizeram amor no chuveiro, entre olhares, sorrisos e aquele tesão que não passava nunca e Ívi anunciou que iria levá-la para o trabalho. Laura adorou que ela fosse, adorou que ela ficou tão linda para lhe levar pela mão o caminho todo, adorou os braços dela em si, o carinho e o cuidado que Ívi sempre tinha consigo. Se sentiu uma boba chorando por mais tempo na outra noite, não queria Ívi culpada de jeito nenhum, mas foi tão forte que não deu para conter, quando viu já estava chorando, já estava sentindo muito por algo que doía mesmo, mas que não era culpa de ninguém. Eram jovens, se amavam e tinham tempo para compensar, como aquelas duas horinhas entre o amor no banho e a caminhada até o café.

— Será que você pode tomar café comigo por cinco minutinhos?

— Até por dez minutos — Era Haila sorrindo, se aproximando delas duas para abrir a cafeteria — Bom te ver, Ívi!

— Muito bom te ver, digo o mesmo! — Trocou um abraço com ela — Posso roubar sua funcionária por dez minutinhos? É que...

— Não precisa me explicar — Haila puxou Laura para perto — Eu não seria ninguém neste último mês sem essa menina aqui, ela merece tudo o que precisar.

Laura ajudou Haila a abrir a cafeteria, os funcionários chegando, fizeram a mise en place rapidinho e logo ela veio com o pedido de Ívi, café para duas que tomaram bem pertinho da porta, de onde podiam ver o sol bonito iluminando todas as coisas.

Amoriño, eu vou dar um jeito, tá? De termos um tempinho nosso.

— Eu não quero te pressionar, Ívi, eu também ando uma correria só...

— A gente vai achar um tempo. Pra gente se ter mais, namorar sem se preocupar com nada, eu também quero e preciso disso. Mas antes — Pegou a mão dela sobre a mesa — Eu preciso que você vá no médico que eu vou marcar...

— Ívi, eu sempre tive isso, você não tem que se preocupar.

— Não uma crise tão longa, esquece que a Julia é minha melhor amiga? Nós vamos marcar um médico, um check-up, só para saber se está tudo bem.

— Vão descobrir que eu sou um grude que morre de saudade da namorada que ama...

Ívi a beijou sorrindo demais.

Marcou o médico aquela semana, mesma semana em que Julia e Thai terminaram a pequena lua de mel indo para Arraial do Cabo, onde Julia foi oficialmente apresentada como esposa e a avó de Thai quase enfartou. Daí relaxou, então ficou feliz pela neta porque Julia tinha sido sua preferida da outra vez, explicaram os motivos do casamento tão rápido e ela entendeu tudo, uma reação muito melhor do que Thai poderia ao menos sonhar. Passaram dois dias em Arraial e voltaram para a correria habitual, tudo estava igual, mas sabiam que algo tinha mudado e não havia quem não se derretesse quando ouvia Thai chamando Julia de esposinha com tanto apego e carinho. Laura procurou o médico que Ívi e Julia marcaram, ele pediu alguns exames que ao longo do mês, só mostraram que talvez, Laura tivesse razão, estava fisicamente bem, o problema era mental e sentimental. Ívi completou vinte e cinco anos no final de semana, que comemoraram durante um show em uma boate e o pé baixo no acelerador passou em cima do resto do mês. Quando viram, já era dezembro, quando perceberam, as garotas estavam correndo com as provas finais na faculdade e Haíz estava com a agenda lotada até o dia 22 de dezembro. Mais madrugadas retornadas pra casa onde o coração de Ívi foi apertado porque sua namorada estava dormindo fora da cama ou, caminhando pela casa. Um sintoma novo, tinha a encontrado andando pela casa umas três vezes, então agradeceu profundamente quando o vinte de dezembro chegou.

Laura estava quase tão nervosa quanto no primeiro encontro! Ívi lhe ligou no final de seu turno, dizendo que não estava em casa, mas que chegaria em uma hora para buscar Laura para um jantar romântico. Então chegou rapidinho, tomou um banho longo, se trocou, colocou um dos seus vestidinhos feitos por Thai que sabia que ela iria adorar, Ívi amava o preto demais, era a sua cor, mas toda vez que Laura usava vermelho, sabia que ela ficava toda perdida. Então vestido vermelho, saltinho para dançar porque achava que ela lhe levaria para dançar, ficou cheirosa, bonita e quando terminava de se arrumar, recebeu uma mensagem, Ívi já estava lhe esperando lá embaixo.

Desceu e seu coração quase parou no peito quando a viu. Ívi estava linda demais, toda de preto, a camisa branca por dentro contrastando perfeitamente, os piercings, no nariz, no canto do lábio, os cabelos jogados de lado e Laura nem sabia de nada. Foi para os braços dela, cheirá-la, morder aquele sorriso lindo, aqueles olhos que brilharam quando lhe viram.

— Eu já te disse, não disse? Devia ser proibido você sair linda por aí no meio das pessoas normais, você ainda vai fazer o meu coração parar, amoriño.

— Você parou o meu coração, mi amor, parou agora. Eu não aguento com você vestida assim... Poxa, já te marquei — E foi levando os dedos ao pescoço dela e Ívi não deixou.

— Nada disso, é batom da minha namorada, tem que ficar onde possa ser visto. Eu vou chamar um Uber pra gente, está bem?

— Para onde nós vamos?

— São três meses de namoro, anjo. Eu tenho que te levar a algum lugar especial.

E ela lhe levou. Num restaurante lindo e romântico que ficava nos altos da Lapa, de onde se podia ver o Rio de Janeiro do seu melhor ângulo. Um clima gostoso demais, meia luz, uma bandinha de lounge tocando ao vivo cujo a vocalista não tirava os olhos de Laura.

— Eu mereço? Te trago num lugar lindo para outros olhos acharem que podem ficar em cima de você...

Laura a beijou sorrindo, porque ela estava enciumada mesmo! Andava sendo uma novidade, os ciúmes de Ívi. De uma menina do hóquei, de outra da cafeteria, da cantora de lounge que Laura nunca havia visto na vida, mas era um ciúme gostoso, bobinho, uma delícia de ser sentido.

— É culpa do vestido vermelho.

— Claro que é, nada de culpa esse rosto lindo que você tem, nem me passou pela cabeça... — Beijou a mão dela sorrindo — O que você quer beber, amoriño? Tem maracujá com hortelã...

— Sabe uma das coisas que eu amo em você? Não me sinto culpada por você não pedir uma bebida.

Ívi abriu um sorriso.

— Ainda que eu bebesse, não poderia se sentir culpada, está bem? Falando nisso, marquei sua terapia para amanhã.

— Mas amanhã, Ívi?

— Amanhã, amoriño, disse pra mim que ia se eu marcasse.

— E eu vou, mi amor, mas é que...

— Laura, me deixa cuidar de você, por favor? Você vai, amor, para ver como anda essa mente linda que eu adoro.

— É que é a minha folga e eu estou exausta.

— Eu sei que está e pensando nisso — Fez uma pausa e pediu os sucos ao garçom — Eu pensei num jeito de ficarmos juntas um tempinho.

Os olhos de Laura se iluminaram.

— Vamos fazer algo de especial amanhã?

— Vamos fazer algo de especial por uma semana, meu bem. Escuta, eu quero te dizer umas coisas, só um instante — Ívi saiu do seu lado na mesa e colocou sua cadeira ao lado da de Laura, onde podia olhá-la melhor.

— Coisas que precisam dizer assim? — Perguntou, agarrando a mão na nuca dela, a cheirando um pouquinho porque nunca se cansaria do perfume de Ívi.

— Pertinho assim, da mulher que eu quero tanto. Laura, a gente se conhece há quase cinco meses, levou dois para você ser minha e eu tenho a mais absoluta certeza de que esses cinco meses, na verdade, esses exatos 138 dias ao seu lado...

— Você contou?

— É claro que eu contei. Foram os meus 138 dias de sorte, meu bem, você é meu amuleto, mudou a minha sorte, mudou a minha vida. Me deu proteção, confiança, me deu a Julia, as meninas que eu tanto amo, agradeço até por ter me dado a Kelsey, sabia?

Laura riu.

— E a Khöler também.

— Nem me fala da Khöler, ela salvou a minha sanidade algumas noites, então agradeço por ela também, pela Nat, por cada coisa que entrou na minha vida depois que você decidiu adotar uma gata de rua que achou no metrô...

Laura a beijou novamente, sorrindo sem parar.

— Eu me apaixonei pela gata. Não durei nem dois minutos sem paixão.

— E a levou para casa, cuidou, protegeu, confiou e agora eu estou aqui, trabalhando seis noites por semana, com um apelido que surgiu por sua causa, por uma ideia que você teve e eu só não estou mais feliz porque estamos juntas há três meses e ainda não pudemos nos curtir como se deve.

— Ívi...

— Sabe qual é a coisa que eu mais quero além de poder passar um tempo com você?

Laura abriu um sorriso.

— Voltar para Maragogi para ver sua mãe.

Ívi beijou a mão dela.

E eu consegui, amor. Juntei dinheiro suficiente, vou poder voltar para Alagoas por uma semana e, eu já falei com a Haila, ela disse que você tem folgas acumuladas e...

Os olhos de Laura já estavam brilhando.

— É sério?

— Que você vai comigo? Eu vim te pedir isso, pra você ir comigo, amor, comprei passagem para você também. Eu quero que você vá, que conheça a minha família, quero fazer a nossa tatuagem, ficar de boa, no lugar em que eu nasci, com a mulher da minha vida. O que você acha, mi amor?

Laura ainda achava que Ívi era um sonho.

Notas do Capítulo:

Olá, meninas!

Como estamos aqui neste domingo pré Black Friday? ^^ Adianto que teremos movimentações nesta semana em prol de tal data, hein? Ficar de olho na Amazon!

Moças, tecnicamente faltam 13 capítulos para o final de 6 AM e está me dando uma coisa porque ainda tem muitas coisas a acontecer haha. A minha sensação lendo e escrevendo esses capítulos finais é que muita coisa se passa em pouco tempo e no final das contas, é bem assim mesmo. Já chegamos no clímax e agora é curtir as ações que vão levar ao descender da história para finalmente, culminarem em seu desfecho. Acho que temos o casamento mais improvável acontecendo neste capítulo, inesperadamente, Thai e Julia saíram na frente e apesar do amorzinho que há entre as duas, sei que parte de vocês ainda tem o pé atrás com a nossa Juls, veremos!

Avançamos no tempo e o próximo capítulo, "Pares e Ímpares", a ser liberado no próximo domingo, dia 01/12 (Acreditam que já é dezembro? Passou rápido demais!) está cheio de tensão misturado a muito amor ^^. 2019 está entrando na sua última curva e acho que já posso reivindicar o ano como meu, viu? Muitas coisas boas me aconteceram, experiências incríveis, mudança de vida. Acredito que minha vida mudou este ano e estou sentindo 2020 como um ano produtivo demais a encontrar pela frente!

E, 6 AM adentrará 2020, espero mantê-las aqui comigo, hein? Nada de abandonar a leitura, please.

Beijos!

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