Bali - A Garota na Luz - Versão EXPLICIT

26/6/2018

  

Há coisas que só se encontra em Bali. Era nisso que Chloe pensava quando saiu de uma casa noturna às duas da manhã e ao ser apanhada por uma chuva no meio de uma das apertadas e movimentadas ruas de pedra, bateu de frente com uma casa de chás artesanais, aberta 24 horas. Como assim havia uma casa de chás aberta bem no meio de um nicho de boates? Que contavam de show de strip-tease a distribuição gratuita de alucinógenos, ah sim, desconfiava que isso também só acontecia em Bali, mas ainda assim não era páreo para a tal casa de chás aberta às duas da manhã.

 

Apressou o passo e entrou antes da chuva começar a apertar.

 

Escolheu uma mesa, perto das vidraças que davam para a rua aclarada pelos inúmeros letreiros luminosos. Adorava ver gente, movimento, era artista visual, pintora e estilista, sua inspiração geralmente vinha de observar. Tirou a jaqueta de couro que usava por cima do vestido branco e esvoaçante, arrumou os longos cabelos castanhos e deu uma olhada no menu. Uma opção mais deliciosa que a outra, misturas de ervas com frutas exóticas, em Bali um chá nunca é apenas um chá, é um tratamento, um passadio para algum mal, seja do corpo ou da mente. Escolheu um específico que jurava acalmar aflições de alma. Não que sua alma estivesse aflita, não achava que estava, mas estava…

 

Inquieta.

 

Chloe tinha viajado de São Paulo até Bali para beber de uma fonte de inspiração que não estava lhe inspirando. Tudo estava certo, tudo estava no lugar, mas de alguma maneira…

 

Faltava algo. Alguma coisa que ela não fazia ideia do que era, só sabia que faltava. Pediu seu chá, viu a chuva apertando lá fora mais ainda, as luzes piscavam para todos os lados, motonetas cruzavam a rua o tempo todo, a mistura de sons, de risadas e idiomas, aquelas ruas pareciam vivas. Seu chá chegou, com flores e delicadezas. Bebeu o primeiro gole para lhe esquentar um pouco e estava tão delicioso quanto parecia e então, pelo canto do seu olho, viu algo inesperado.

 

Um guarda-chuva vermelho. Como assim havia um guarda-chuva vermelho no meio daquela rua movimentada? Havia. Guarda-chuva vermelho, vestidinho preto, pés descalços e aparentemente ela sequer estava percebendo que estava caminhando no meio da rua. Repleta de motonetas, dirigidas por inconsequentes. Levou um segundo.

 

E quando deu por si, já estava saindo pela porta, atravessando a rua, escapando de uma motoneta, quando percebeu, já estava pondo suas mãos sobre aquela loira errante e a levando consigo.

 

Hey, young lady, you’re putting yourself in danger! — Disse ao alcançá-la sorrindo, a pegando pela cintura, a levando para a calçada imediatamente.

— Eu não consigo falar inglês se eu não consigo pensar, eu não estou conseguindo pensar… — Ela lhe respondeu em português.— Você é brasileira?

— Você é brasileira? — Ela perguntou de volta e então se jogou nos braços de Chloe, literalmente — Eu não acredito que você veio me salvar… — Ela disse de uma maneira engraçada que fez Chloe sorrir.

— Eu não sei se vim te salvar, mas ao menos evitei que você fosse atropelada.

— Eu não lembro onde fica, eu não sei bem, eu… Eu estou com frio — Se abraçou em Chloe mais forte ainda, como se já se conhecessem. A conhecia? Olhou para ela direito, loira, olhos castanho-mel, não, se a conhecesse lembraria. Ela era bonita demais para ser esquecida.

— Você aceita tomar um chá comigo?

— Um chá?

— Do outro lado da rua. Posso te pagar um chá?

 

A desconhecida do guarda-chuva vermelho lhe olhou nos olhos.

 

— Eu gosto de chá.

 

Tudo bem, ela aceitava o chá e a segurando pela cintura, Chloe atravessou com ela e a levou para dentro.

 

Ela estava mesmo gelada. Fechou o guarda-chuva, a conduziu até a mesa, vestiu sua jaqueta nela por cima daquele vestidinho preto que estava lhe fazendo... Ela era ainda mais bonita assim, na luz. Tudo bem, ela havia bebido, pediu um chá forte que por experiência própria, sabia que cortava ressaca, se não, ao menos a esquentaria. Vieram servir o chá.

 

— Você realmente vai me pagar um chá?

— Achou que eu estava brincando? É claro que eu vou te pagar um chá, o que há de tão inesperado?

— Geralmente, quando se quer uma garota se paga um drinque.

 

Chloe olhou para ela com um meio-sorriso.

 

— Quem disse que eu estou querendo você?

— O jeito que você pegou a minha cintura. Não foi uma garota hétero ajudando a outra. Você… Me pegou — Ela disse, tomando um gole do seu chá e fazendo Chloe sorrir outra vez.

— Eu só encostei em você, ainda não te peguei. Qual o seu nome? De onde você veio? Onde achou um guarda-chuva vermelho em plena madrugada?

 

Ela abriu um sorriso lindo.

 

— Brenda. Há coisas que só se encontra em Bali.

 

Foi tudo que ela disse. Chloe se apresentou, contou quem era, disse que era de São Paulo, que estava de férias em Bali e então perguntou as mesmas coisas para ela, de onde ela era, que idade tinha, o que estava fazendo em Bali e não, não, nada, ela não lhe respondeu nenhuma coisa que fizesse sentido. Podia perguntar qualquer coisa que tudo o que ela fazia era lhe olhar dentro da alma, sorrir e responder desconexamente. Pediram outro chá, ela pediu para Chloe chegar mais perto, podia?

 

Ela se deitou sobre a mesa, esticando a mão até agarrar a mão de Chloe, a olhando de uma maneira linda e enigmática.

 

— Perto onde?

Perto aqui — Ela respondeu, lhe puxando a mão, indicando que perto era ao seu lado. Chloe foi. Saiu do seu banco e foi sentar no banco dela, perto dela. Brenda se encostou contra a parede e colocou as pernas sobre o seu colo, que estavam geladas também e então, inesperadamente, ela lhe puxou pelo pescoço, por cima de seus cabelos e sentiu o seu perfume, profundamente — Você está tão cheirosa...

 

Chloe abriu um sorriso, sentindo a mão dela pegada no seu pescoço, ela podia não lhe responder coisa com coisa, mas o flerte era algo que ela fazia sem precisar pensar.

 

— São as flores dessa ilha — Tomou outro gole do seu chá, tentando mantê-la aquecida, ela ainda estava muito fria.

— Você sabe que horas é agora?

 

Chloe checou o celular.

 

— São duas e meia. Há alguém procurando por você ou você está sozinha?

— Eu não estou sozinha, você está aqui — Bebeu outro gole do chá, mantendo Chloe por perto e a fazendo sorrir outra vez. Conseguiria alguma resposta válida dela?

— Você saiu pra balada e levou um guarda-chuva?

— Sempre chove nesta ilha. Não parece que sempre chove?

— Brenda? — Ela dispersou outra vez, distraída com as luzes do outro lado — Brenda — Chloe a segurou pelo queixo, a fazendo olhar nos seus olhos — Por que você está aqui sozinha? O que você bebeu?

— Eu não estou sozinha. Você está aqui. Eu estou bebendo chá.

 

E estava sangrando. Um dos pés dela estava sangrando. Chloe pediu uma garrafa de água, lenços de papel e fez o que pôde para melhorar, não sabia como ela não estava reclamando, era um corte feito por uma pedra, era para estar doendo demais.

 

— Onde estão os seus sapatos?

— Estão... Estão na pousada. Eu esqueci.

— Você não saiu sem sapatos — Disse sorrindo ao terminar de limpar o pé dela.

 

Ela pareceu pensar a respeito.

 

— É verdade. Eu devo ter esquecido em outro lugar. Onde está a sua pessoa?

— A minha pessoa?

— É, não faz sentido você estar sozinha comigo.

— Vai que é a sua noite de sorte e eu estou sozinha. O que você bebeu? Não está sentindo dor?

— Eu posso pedir um desse? — Ela apontou um aperitivo no cardápio.

 

Ela estava com fome. Chloe pediu os pasteizinhos e desistiu de descobrir qualquer coisa sobre ela, decidiu só deixá-la segura. Era uma menina linda, andando meio fora de si, por aquelas ruas perigosas. Ela sabia onde estava hospedada? Sabia, isso ela contou.

 

Chloe pagou a conta, fechou sua jaqueta nela, ela estava mais quente, mas ainda estava com frio, calçou seus sapatos nela para que ela não caminhasse descalça e machucada, podia andar descalça um pouco, não fazia mal. Pegou o guarda-chuva, estava chovendo ainda, mas apenas muito levemente, a puxou para perto de si e assim foram caminhando pelas ruas de pedra. Chloe sabia onde a pousada dela ficava, era sua terceira vez em Bali, conhecia as ruas, a pousada não ficava muito distante, sua garota-mistério só havia entrado na rua errada. A chuva não passava, o flerte entre elas também não e quando chegaram, não a deixou entrar. Deixou o guarda-chuva de lado, a pegou pela cintura, a colocou contra o muro e ela se deixou encaixar em seu corpo. Havia algo físico, o tesão era audível, palpável, e algo por aquela moça parecia extremamente fora do lugar.

 

— Eu vou acreditar que alguma nave espacial te sequestrou do Brasil e te jogou aqui em Bali…

 

Ela riu, sentindo a boca de Chloe pelo seu pescoço.

 

— Acredita nisso. Na nave espacial, em mim. Eu não quero entrar.

— Não é a sua pousada?

— Eu não quero mais nada que é meu. Você me quer?

 

Chloe deslizou a mão por entre as coxas dela e ela permitiu.

 

— Quero.

— Já que você me pegou na chuva, me pega pra você… — Pediu, olhando no fundo dos olhos dela — Eu não quero mais ser minha.

 

Chloe a avaliou. Ela estava bêbada? Não tinha certeza, ela parecia em si, ao mesmo que parecia desnorteada.

 

— Eu posso não querer te devolver.

— A gente dá um jeito.

 

E assim, ela lhe beijou.

 

O guarda-chuva voou pelo meio da rua e Chloe, que deveria roubá-la para si, quando se deu conta, já estava sendo tomada por ela.

 

Ela pegou Chloe com propriedade, a puxando pela cintura, deslizando sua língua consistentemente pelos lábios dela, agora ela estava quente, densa, louca de vontade e ela era cítrica e deliciosa, igual àquele chá que prometia acalmar as aflições da alma. Bem, a diferença é que ela não estava acalmando coisa alguma. Chloe a puxou pela nuca, perdendo a boca pelo pescoço dela, sentindo aquelas mãos agarrando seus braços, a respiração sobressaltada, a vontade escapando em cada reação, pulsação, era o coração dela batendo tão forte na garganta? Era e Chloe não precisava de metade, já estava louca por ela o suficiente. A virou de costas para si, a grudando contra o seu corpo, a mão na garganta dela, para sentir aqueles batimentos e a boca subindo pela nuca, pegando o lóbulo da orelha dela, os cabelos cheirosos a ponto de inebriar a mente de Chloe e aquela vontade...

 

Pulsava, enervava, urgia.

 

— Me leva com você, eu não quero ficar aqui.

 

Chloe a virou de frente e a beijou outra vez, deslizando a mão pela coxa dela, a apertando contra o seu corpo.

 

— Eu não vou te deixar — A beijou outra vez e a guardou nos braços, chamando rapidamente um táxi que passava. Sim, sua vila era na rua de trás, mas não tinha tempo para andar até lá.

 

Parou o táxi e puxou Brenda para dentro, entre um beijo e outro, disse ao motorista onde ele precisava ir, ele sorriu vendo aquela urgência e dirigiu para onde ela tinha dito. Os beijos ininterruptos, as mãos pelos braços, pelos punhos, pela cintura e quando a boca dela pegou o colo de Chloe, sua respiração se perdeu pelo seu corpo. O que estava fazendo? Algo que a sua educação de boa garota não aprovava fazer, mas Brenda sussurrando em seu ouvido que queria fazer amor, era muito além do que ela conseguia controlar. Ou pensar em não querer. Pagou o táxi e a puxando pela mão, entraram na paradisíaca villa de Chloe, Bali tinha dessas, resorts e vilas luxuosas onde se paga pouco para ficar. E com halls de entrada que pareciam infinitos. Correram pela entrada, de mãos dadas, trocando beijos ansiosos, quentes, rolando por uma parede e outra, o bangalô de Chloe, era aquele, ela tinha certeza que era. Se virou tentando encaixar a chave na porta e Brenda a pegou de novo, a parte baixa da cintura dela grudada contra os seus quadris, a mão por dentro dos seus cabelos, a boca pegando o seu pescoço, mordiscando, marcando.

 

— Brenda... — Gemeu o nome dela e ela lhe lambeu de uma maneira...

 

Ah não, não era a primeira garota dela, de jeito nenhum.

 

— Abre a porta, vai, abre...

 

Conseguiu abrir de alguma maneira e Brenda a colocou contra a parede, pegando seu pescoço, os quadris por dentro do vestido enquanto tirava os sapatos, ela era uma coisa de gostosa e o tesão de Chloe estava pulsando tão forte que estava entorpecendo a sua mente. Era o tesão ou era ela? Ou era puramente seu tesão por ela? Não sabia dizer, ela se livrou dos sapatos e delicadamente subiu o vestido de Chloe, pegando cada centímetro de pele descoberto, enquanto aqueles olhos se maravilharam com as tatuagens que surgiram pelo seu corpo. Eram frases e frases, cada uma num ponto preferido do seu corpo, era artista visual, sabia valorizar cada pedaço da tela. Ela olhou, mordeu a boca e a pegou outra vez, vorazmente, louca de vontade e Chloe sabia que o tesão dela estava tão grande que precisava cuidar de sua garota-mistério de uma vez. Fechou a porta e arrancou o vestido dela num único movimento, revelando a lingerie preta, justinha no corpo, o sutiã sexy, sem alças e um corpo lindo, delicado, ela era linda e delicada demais. Parou, perdida olhando para ela, a respiração ofegante no peito, as mãos não sabendo bem o que estavam fazendo antes.

 

— Não me quer mais? — Ela lhe perguntou, como se fosse possível.

 

Chloe queria.

 

Se ajoelhou na frente dela, olhando em seu olhos, sem perder aquele contato visual poderoso e delicadamente, a puxou pelos quadris, para junto, para muito perto, deitando beijos molhados pelo abdômen dela, os braços enroscando firmemente por aquela cintura tão feminina e deu para sentir o suspiro em forma de respiração que Brenda soltou ao senti-la, escorregou as mãos por dentro dos cabelos dela e fechou os olhos, a percebendo muito profundamente, dentro da sua pele, ela veio lhe salvar, sabia que tinha vindo, lhe salvar de todas as coisas, lhe salvar de si mesma. Chloe baixou os beijos, pelas coxas dela, a lateral do seu corpo, olhou para cima, buscando os olhos dela, achou, ela tinha uma flor pequeninha com caule tatuada entre os seios e por algum motivo, Chloe achou que aquela tatuagem a representava muito bem.

 

A puxou para baixo, a deitando na ponta da cama, buscando a boca dela, a beijando, sentindo aquelas mãos agora quentes explorando sua pele, seu corpo, as unhas de Chloe a arranhando muito levemente, a fazendo arrepiar inteira, beijou seu calcanhar, subiu pela sua perna, a mão encontrando o meio das coxas dela e Brenda deitou-se para trás, pulsando intensamente contra os dedos dela, contra aquele estímulo, Chloe a olhou nos olhos, sabendo o que estava causando, gostando do que estava vendo, a puxou para perto, mordiscando o colo dela, aqueles seios, a outra mão alcançou o abotoador do sutiã e habilidosamente abriu, o sutiã escorregou pelo corpo dela e a boca de Chloe para aqueles seios.

 

Pôs na boca, a sentindo enrijecer contra a sua língua, sentindo a cintura dela se empurrando contra o seu toque, ela estava muito excitada, estava marcado na calcinha dela, em cada poro daquele corpo e quando Chloe só puxou a calcinha dela de lado... Ela estremeceu de corpo inteiro e hum, ela estava extremamente molhada.

 

— Você tem certeza? — Perguntou, beijando a coxa dela, enquanto suavemente puxava a calcinha para baixo.

— Eu quero, desde a hora que você me pegou na rua, eu quero... — Estremeceu outra vez, sentindo a língua dela subindo pela parte interna da sua coxa, enquanto a calcinha descia pelas suas pernas.

— Eu acho que é responsabilidade minha dizer não, eu bebi menos que você, com toda certeza — Deixou a calcinha dela cair no chão e então subiu para a boca dela, a beijando outra vez, gostoso, loucas de vontade, estavam loucas pela boca uma da outra — Mas eu não consigo.

— Você me protege.

— Eu te trouxe para a minha cama.

— Me protege, me protege.

 

Protegia.

 

Chloe subiu sobre ela a beijando outra vez, a pegando firme, gostoso, acelerando naquele tesão que não conseguia mais frear, esfriar, fazer ir mais devagar. A boca escorregou da boca dela e desceu pelo seu corpo, orelha, garganta, entre os seios, pegou os seios dela firmemente, com as mãos, a boca, a língua e desceu mais, mordiscando, apertando, os gemidos enchendo o quarto, os dedos pegando pele, ansiando, marcando, meio do abdômen, canto da cintura, abriu as coxas dela, olhos nos olhos e a tomada foi bem devagar, desenhada por beijos nas coxas, toques na virilha e a única coisa que Chloe lembraria de tê-la ouvido dizer seria:

 

— Acende a luz, qualquer luz, eu preciso olhar pra você.

 

Ligou seu notebook que estava sobre a cama e com toda a delicadeza que conseguiu, dado o tesão em que estava, Chloe a tomou.

 

E foi diferente de qualquer outro momento. Chloe já havia sentido muito tesão na vida, mas o quanto queria Brenda na sua boca... Ah não, nunca havia acontecido. A queria, estava desnorteada por ela, queria arrancar a calcinha dela, queria ajoelhar e colocá-la na sua boca e quando a sentiu, seu corpo inteiro eletrificou, sentiu algo vibrando por dentro, na sua pele, no seu cérebro, na sua mente, cada parte sua apenas conseguia processar o prazer de tocá-la em sinapses em seus sistemas. A mão dela firme contra a sua nuca, lhe puxando contra o seu sexo, querendo mais, precisando demais, a pélvis se movendo, a respiração ofegante, nervosa, os gemidos ficando mais intensos, mais estridentes e quando Chloe a penetrou, sentiu os dedos dela cravando em sua nuca, olhou para ela e ela estava ali, estava consigo, não estava desconexa, fragmentada. Naquele momento, quando Brenda se agarrou nela tão forte, sabendo que o prazer ia chegar, Chloe havia a trazido daquele lugar onde ela estava perdida e foi como se elas estivessem se olhando pela primeira vez.

 

Foi a primeira vez.

 

O prazer veio e ela estremeceu inteira, Chloe estremeceu inteira, era como se pudesse sentir o mesmo prazer que ela estava sentindo, a pele dela, o gosto dela, o jeito que o corpo dela estava se dobrando, reagindo, vibrando, ela vibrou na sua boca, nos seus dedos e quando aquela atmosfera explodiu, Chloe sentiu toda a força que havia naquele corpo delicado.

 

Brenda a puxou para cima, a puxou para a sua boca, arrancou o sutiã do corpo dela e a calcinha foi tirada tão rápido que Chloe sequer percebeu. Quando percebeu, ela estava em cima de si, galgando pela sua coxa, buscando o seu encaixe e hum, encontrou.

 

Durou a madrugada inteira. Estava denso, estava quente, os corpos misturados, pegados, a vontade insaciável, nunca dava, sempre faltava, um orgasmo vinha seguido do outro, de outro toque, outra posição, a pele clara de Brenda marcada pela boca de Chloe, suas costas desenhadas pelas unhas dela, a bateria do notebook terminou, as cores no céu começaram a mudar e o último orgasmo de Brenda derreteu na boca de Chloe feito fruta mordida.

 

Algo aconteceu depois disso. Tudo ficou muito calmo, numa atmosfera distinta e o beijo pareceu durar minutos inteiros. Chloe não tinha certeza se não tinha durado mesmo, minutos inteiros. E então ela deitou em seu peito densamente, beijando sua pele, sentindo seu cheiro, com os corpos ainda vibrando pelo último orgasmo. Chloe estava exausta. Estava com sede, mas não se sentia capaz nem de ir até o frigobar, Brenda se agarrou por ela, se enroscou em seu corpo e Chloe abriu um sorriso ao ouvir o que ela disse:

 

— Eu estou com medo de não ser de verdade.

— O quê?

— Nós duas aqui. Se eu dormir e você desaparecer?

— Por que eu desapareceria?

— Porque você não existe. Porque pode só estar na minha cabeça.

— Ei, olha pra mim — Chloe puxou o rosto dela, a fazendo olhar em seus olhos, caramba, o dia estava amanhecendo e ela era estonteante na luz, simplesmente estonteante — Eu existo. É você que parece que não existe.

— Eu vou ficar devastada se acordar sozinha.

 

Chloe beijou a testa dela, abrindo um sorriso ao apertá-la bem forte nos braços. Queria protegê-la, fazê-la sentir segura, havia a pego para si, não havia? E podia ser pelos orgasmos, pelo tesão sem medida, mas aquilo que Chloe achava que ia acontecer, ao menos naquele momento, estava acontecendo. A pegou para si e não tinha certeza se queria devolver.

 

— Você não vai.

— Me beija de novo.

 

A beijou, docemente, lhe tocando a nuca, sentindo aquele cheiro gostoso que vinha dos cabelos dela. E só então ela pareceu se acalmar. Deitou a cabeça em seu peito outra vez, se agasalhou nos braços dela e Chloe não pôde dormir até ter certeza que ela estava mesmo dormindo. E então não pôde dormir porque estava amanhecendo, podia sentir a praia vibrando, a natureza acordando e a luz natural entrando pelas janelas de vidro e caprichosamente se deitando sobre a sua garota-mistério.

 

E pelos deuses antigos de Bali, nada podia ser mais bonito do que aquela garota na luz.

Notas da História:

 

Bom dia, moças! Bali foi postada no Desafio Lettera: Uma Imagem Vale Mais que 1.000 palavras, e tal como Amaranthine, o capítulo original tinha bem mais palavras do que isso, apenas para variar :)

 

Bali está na minha cabeça tem algum tempo, na verdade surgiu junto com Sal e em algum momento enquanto escrevia Sal percebi que na verdade, tinha duas histórias em uma, que se quisesse devolver o núcleo "Bali", precisaria de outra história ou Sal acabaria tendo 100 capítulos. haha

 

Então destaquei esta história de lá, trabalhei um pouco mais no cenário, expandi os horizontes e Bali acabou sendo a história escolhida para ganhar mais capítulos durante o Desafio. E aqui estou, trabalhando nesta história, ainda não sei bem em qual formato será divulgada, mas o importante é que já está sendo escrita. Vai depender muito da receptividade deste capítulo.

 

Ou seja, aquela regrinha que vocês já sabem, quem curtir o capítulo deixa Like ♥, quem curtir demais, deixa like e comenta, me dando um feedback do que acharam deste primeiro capítulo.

 

Até!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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