6 AM - Capítulo 31 - El Hilo Rojo

13/10/2019

 

 

 

Ívi não conseguiu parar de beijá-la. Não depois de ouvir dela que estava livre, mas não queria estar, que estava livre, mas queria ser sua, não depois do beijo ansioso, das mãos apreensivas, da saudade na pele, no cheiro, na nuca que arrepiou, no sorriso inesgotável e naquela vontade de ficar junto que...

 

Mais uma hora e ficaria louca. Laura tinha certeza que se tivesse que passar mais uma hora que fosse longe de Ívi, sua mente trincaria, partes suas se perderiam uma vez que a única coisa que realmente faria sentido em si era estar com ela. Kelsey já havia lhe perdoado, a vida da qual abriu mão também, precisava de Ívi, independente do que tinham, do que teriam, do que seriam, precisava dela e não suportaria esperar mais nem uma hora que fosse para isso. Precisava dos beijos de aeroporto que ela não conseguiu frear, precisava da mão firme em sua cintura, daquele sorriso lindo de quando ela pegou seus dedos e os beijando com carinho, disse que estava no carro de Natalia e que já iriam pra casa, porque...

 

— Já foi tempo demais, Laura — Disse, puxando a mala dela, a levando com a outra mão pegada na sua e Laura a agarrou, pelo pescoço, a puxando, a beijando outra vez enquanto passavam pelos portões do aeroporto.

— Eu sei, mi amor, eu sei do tempo, eu sinto o tempo.

 

Ívi a beijou outra vez, com o coração ainda disparado, as mãos estremecidas, mas nem por isso menos firmes, ainda tentando se encontrar naquela realidade em que ter Laura agarrada em seu pescoço não exigia explicações, em que beijá-la não exigia responsabilidades, consequências ruins, devia fazer apenas dez minutos em que estavam juntas e o peso das coisas era totalmente diferente, era a leveza da atitude certa, da ausência de traição, porque ambas eram boas garotas e a situação antiga as deixavam fora de quem eram em suas essências. Mas já tinha passado, já estavam em outro tempo, não sentiriam nenhuma falta do tempo antigo, caminharam para o estacionamento e Ívi não fazia ideia de como tinha conseguido encontrar o carro tão rápido. Bagagem no porta-malas e agarrou Laura pela cintura, a tirando do chão em um beijo longo, mordido, cheio de sorrisos e olhos brilhando enquanto a levava para a porta do passageiro, mais beijos, mais mãos pelos braços, pelo pescoço, aquela urgência, aquela necessidade e Laura a mandou entrar no carro de uma vez, o que fez Ívi morrer de rir.

 

Entrou no carro e a galega lhe agarrou o pescoço, mordeu sua nuca descoberta e Ívi só queria entender como é mesmo que iria dirigir daquele jeito. Mas dirigiu, tendo sua menina linda toda agarrada em si, pondo a boca em sua pele, os dedos em seu tesão e no seu coração, porque Laura era assim, era doce e sexual, era delicada e atrevida demais e como no último encontro, estava tremendo de vontade e Ívi nem sabia. Chegou em casa, conseguiu estacionar e quando subiram, Laura nem respirou. Ívi a pegou assim que o elevador abriu, lhe pegou firme pela cintura, a beijando, a puxando contra si enquanto abria a porta do apartamento voltando para a noite em que entraram se pegando, se marcando, tomando-se uma da outra a ponto do fio ter esticado por mais de um mês e retornado sem danos para o mesmo lugar, para o mesmo beijo, a mesma vontade, a mesma paixão.

 

Estavam apaixonadas. E a limpeza daquele pensamento fez Ívi estremecer.

 

Laura a agarrou pela jaqueta jeans, a puxando contra si e então descobrindo os ombros dela, deslizando o jeans pelos braços de Ívi, apertando as mãos contra os bíceps dela, Ívi era tão forte e por algum motivo, parecia ainda mais forte agora. Ah, não, ela não só parecia, como de fato, estava, Laura mordeu a boca quando Ívi tirou a própria camiseta, as tatuagens, aquele corpaço e a mão pegando Laura pela cintura, a livrando da camisete que vestia e então, Ívi lhe prendendo contra a parede...

 

Intensamente, numa pressão gostosa demais, segurando Laura pela garganta e pelo seu corpo inteiro, porque a camisete tirada tinha revelado a lingerie Calvin Klein de Laura, preta e branca, o cós escapando da calça jeans e Ívi apertando as mãos pelos quadris dela, mordendo a boca com tanto tesão que quase feriu. Aquele corpo lindo, todo desenhadinho, perfeito e feminino, e aquelas mãos atrevidas, lhe puxando pela frente do jeans, abrindo seu cós e descendo os dedos imediatamente até a sua...

 

— Ai, Laura...

 

Ela desceu a mão mesmo, lhe achou com os dedos enquanto pressionava seu corpo inteiro contra o de Ívi, enquanto lhe mordia o pescoço em beijos, enquanto lhe sentia com a língua fazendo Ívi estremecer inteira, do topo de sua cervical até comprimir os dedos dos pés porque estava gostoso demais...

 

Amor, eu preciso de dois minutos... — Laura disse de repente — Dois minutos no banheiro, eu fiz um voo de 12 horas e...

 

E Ívi a pressionou contra a parede outra vez, a beijando forte demais, abrindo a calça dela e a fazendo gargalhar pela urgência.

 

— Ívi! — Riu mais ainda porque ela lhe tirou do chão e lhe levou para dentro do quarto, Laura flipava quando ela lhe pegava assim, quando lhe carregava como se fosse nada.

— Nem um minuto a mais, você está me entendendo? — Colocou Laura de pé na porta do banheiro, a beijando novamente, subindo a mão pela nuca dela enquanto ela lhe dava aquele sorriso lindo, aqueles batimentos confusos e acelerados pelo seu corpo inteiro — Você não tem o direito de me pedir nem um minuto a mais... — Desceu pelo corpo dela, baixando o jeans devagar, descobrindo a sexy e minúscula calcinha que ela usava... Precisava daquela calcinha deliciosa? Ívi nem sabia por que ainda se surpreendia tanto quando tirava a roupa de Laura, nunca sabia o que esperar, o que vinha pela frente, coisa alguma. E era delicioso demais que fosse assim. Passou o dedo suavemente pela extremidade da calcinha na cintura dela e olhou-a nos olhos, assim, debaixo para cima — Diz claramente. Diz com todas as letras. Que a sua namorada agora sou eu. Diz pra mim.

 

E quem mais lhe faria brilhar os olhos bem no meio de um tesão descontrolado? Sua namorada de agora. Era a única. Laura tocou o rosto dela com ambas as mãos, vendo aqueles olhos que tanto adorava.

 

— Namora comigo, por favor...

 

Ívi sorriu com os olhos brilhando demais para o “por favor” com sotaque espanhol...

 

— Por favor? — Beijou a cintura dela.

— Você pode me pôr de castigo e me fazer esperar também, não é?

— É totalmente uma coisa que eu faria — Outro sorriso — Eu sou louca por você, menina, a última coisa que quero é esperar mais, ainda mais por orgulho. Fora que, você já sabe, não é?

— Que eu nunca vou te deixar, sim, eu já sei! — Abriu um sorriso lindo e Ívi a pegou de novo, sorrindo também, subindo para a boca dela, a pegando pela cintura gostoso, a tirando do chão novamente e a pondo sobre o balcão da pia enquanto abria o chuveiro com a outra mão — Eu pensava na gente aqui o tempo todo... — Laura lhe disse, cravando suavemente as unhas pela nuca descoberta de Ívi.

— No nosso chuveiro, no nosso amoriño? — Perguntou enquanto sua boca percorria a pele dela, sobre o ombro, o pescoço, a mandíbula, 12 horas de voo e ela estava cheirosa, Ívi gostaria de entender como.

— Em tudo o que já era nosso — Laura enroscou as coxas nos quadris de Ívi, aquela mão atrevida suavemente descendo por dentro do jeans, achando o seu bumbum — Nós duas somos uma das coisas que eu mais quis a minha vida inteira. E agora somos nossas. És mi novia, minha namorada. Apenas porque você tem paciência e eu tenho sorte... — Sussurrou com aquele hálito quente no ouvido de Ívi, misturando amor e tesão de uma maneira insana, porque Laura estava cheirosa, quente e ardendo de vontade...

 

Ívi a beijou novamente, porque a palavra “namorada” na boca de Laura lhe excitava tanto quanto aquele corpaço que ela tinha, a tocou por cima da calcinha, sentindo o quanto ela estava quente, excitada demais, as coxas lhe apertando os quadris enquanto a mão empurrava sua bermuda para baixo, os dedos agarrando sua mandala, pegando seu abdômen, Ívi estava mais forte sim, andava trabalhando duro, tinha voltado para a academia, patinado mais, queria Laura assim quando voltasse, louca de tesão daquele jeito, a queria mudando de ideia se fosse necessário mudar porque Ívi podia estar insegura como fosse, mas no fundo tinha certeza que aquela era a deadline para Laura Bueno, ela não iria lhe escapar, de jeito nenhum iria.

 

A tirou do balcão e a levou para o chuveiro quente, os cabelos molhados, o sorriso dela aberto e se fechando numa mordida no ombro de Ívi, então em seu pescoço, aquelas mãos abrindo o seu sutiã nas costas e foi a vez de Ívi sorrir.

 

— Você acha mesmo que vai me pegar assim?

 

Sorriso safado de Laura, pondo a mão em seu bumbum maliciosamente.

 

— Eu vim aqui para isso, mi amor — Respondeu, fazendo graça e recebendo a mão de Ívi em sua garganta como resposta, recebendo a pressão daquele corpo contra o seu ao lhe recostar na parede, Ívi se livrando do sutiã aberto e subindo o top Calvin Klein, par daquela calcinha que quase não se via no bumbum dela. Era minúscula, deliciosa, deixava aquele bumbum mais irresistível ainda.

— Pois você está de castigo... — Disse e desceu a boca direto para o mamilo dela, aquele com o piercing transversal, boca, língua, gostoso demais, fazendo Laura arrepiar, gemer, endurecer na boca dela, a pressão das mãos de Ívi em sua cintura, a pegada firme, a boca tão delicada, tão deliciosa e a mão dela descendo, agarrando sua coxa, seu bumbum, brincando com sua calcinha e o corpo de Laura estremeceu, tremulou demais, a pele se arrepiando inteira e...

 

Ívi se ajoelhou à frente dela. Ajoelhou porque Laura tinha se tocado por dentro da calcinha, profundamente se tocado e então, havia escorregado aquele dedo pelo canto da boca de Ívi...

 

Ívi respirou fundo fechando os olhos, delicadamente beijando os dedos dela que escorregaram levemente pelos seus lábios.

 

— Eu acho que sonho com a tua boca desde quando te vi naquele trem... — Ela lhe disse, transformando fantasia sexual numa linha de amor.

— Não é só com a sua boca que eu sonho desde lá... — Ívi lhe disse, comendo sua linha de amor, rasgando em tesão, segurou as laterais da calcinha dela, lhe beijou a cintura, um pouco mais embaixo e quando Laura tremulou de vontade, Ívi baixou a calcinha dela, delicadamente descobrindo aquele sexo quente, molhado, excitado demais.

 

Ívi não conseguiu dizer mais nada, ajoelhada diante dela, da garota que mandava e desmandava em seu tesão há tanto tempo. Tocou o sexo dela de mão aberta, tocou sua alma lhe olhando nos olhos, beijando a linha de sua cintura, a mão esquerda a apoiando pelos quadris quando Laura começou a hiperventilar, a mão direita de Ívi a estimulando, a boca soprando por entre os dedos que lhe sentiam e então lhe tocando com a língua entre os dedos, levando a mão para sua cintura e lhe pondo na boca plenamente...

 

Ívi a tocou profundamente, a sentindo toda molhada, pulsante, a ouvindo gemer e estremecer assim que a pegou mais intensamente, assim que sua língua a explorou com fome, com tesão, uma vontade que estava lhe mordendo a nuca, que estava lhe arrepiando demais e Laura agarrou a mão por baixo de seus cabelos, sentindo seu coração escapar pelo seu corpo inteiro a ponto de lhe fazer cogitar em segredo que o choque intenso que lhe percorreu por dentro quando Ívi, finalmente, lhe pôs na boca tinha sido inédito; mas então se deu conta de que não era inédito, que já tinha sentido antes, conhecia aquele choque desconcertante, aquele sentimento queimando por dentro, conhecia aquela vontade fora de mão, havia sido refém daquela emoção por quase dois anos.

 

Ívi lhe causava o que um dia Julia lhe causou. Mas com uma densidão e uma profundidade que...

 

Estremeceu muito forte, quando Ívi lhe pegou ainda mais firme deslizando a língua pelo seu sexo ansioso, pulsando tanto sobre seu ponto de prazer, estremeceu a ponto de seus joelhos falharem, de sua respiração enlouquecer e quando ela aprofundou o toque, a força, quando começou a lhe tomar com tanta fome, tanta sede, o tesão pareceu tomar forma por dentro das suas veias, acelerando seus batimentos, subindo para a mente, tão forte, tão firme que...

 

— Ívi...

Shsssss, mi amor, shssss… — Segurou a mão dela, impedindo que ela escapasse e a tomou outra vez, sentindo o gosto dela, o quanto ela estava molhada, ansiosa, nervosa, sentindo o quanto de prazer ela estava sentindo, a boca contra o sexo dela, a língua a tirando de si e sabia que ela iria gozar, sabia que se a mantivesse naquela posição...

— Ívi...!

 

O gosto dela mudando em sua boca, o abdômen contraindo, soltando, a mão se agarrando em sua nuca, puxando, empurrando, não se soltando, o vapor da água subindo, Ívi se prometeu que economizaria água o resto do mês inteiro, mas a primeira vez que faria Laura gozar sem culpa, tinha que ser num banho só delas. Ela gozou, muito forte, segurando Ívi com uma força que não esperava vir daquele corpo não, gozou e estava toda pronta para mais, o corpo tremendo, mas querendo mais, dilatado, ansioso e Ívi sabia bem do que mais ela precisava.

 

Subiu para a boca dela, a pegando num beijo forte, a pressionando com todos os seus músculos, sua calcinha sendo arrancada por ela, seu sexo sendo alcançado, mimado por aqueles dedos, mas ainda não, não, nada disso. Ívi prendeu os punhos dela juntos no alto e a penetrou, um dedo, apenas para senti-la, para ouvi-la gemendo alto, ela soltando-se de suas mãos e agarrando as costas de Ívi, dois dedos, um toque profundo, Laura gemendo demais, o sexo se agarrando contra os dedos de Ívi, a pélvis se jogando para ela, empurrando, querendo, sentindo demais, a boca de Ívi a beijando forte, não a deixando respirar, só suspirar, só gemer declarações de amor envoltas a coisinhas que Ívi jurou nunca ouvir saindo da boca de Laura...

 

E as pernas dela realmente falharam e Ívi a pegou firme, a mantendo em si, desligou o chuveiro e levou Laura de volta para o balcão da pia, a beijando muito, a agarrando, a cheirando, a sentindo demais, a tateando demais e, afundou-se contra ela, afastando suas coxas, a penetrando profundamente, sentindo as mãos dela lhe agarrando os braços, a boca lhe comendo inteira, lhe comendo em beijos, em chupões e o orgasmo veio seguido de um apagão.

 

Não um apagão físico, foi um apagão mental.

 

Laura gozou muito forte, muito intensa, sentindo algo zerando dentro da sua mente, gozou toda agarrada em Ívi, gemendo o nome dela em seu ouvido, a sentindo toda molhada contra partes suas que não conseguia definir quais eram.

 

Amoriño...

 

Laura a empurrou, descendo do balcão, vendo aquele corpaço, todo muscular, se Ívi decidisse andar nua, Laura não teria mais vida, pegou aquele abdômen, a agarrou por aquela bunda perfeita e Ívi...

 

— Laura... — Seu coração estava batendo na garganta.

— Pra cama, meu bem — Beijou o pescoço de Ívi, marcando gostoso, agarrou seus seios com um tesão enorme — Pra cama, vai.

 

Ela lhe levou de volta ao quarto com beijos suaves, mãos apegadas, lhe olhando nos olhos o tempo inteiro, aqueles olhos lindos, verde demais na claridade do final de tarde que invadia o quarto delas. Laura lhe levou para a cama e sentou-se em seu colo, de frente para Ívi, sentindo os braços dela se enroscando em sua cintura, lhe apertando contra o seu corpo e o coração de Ívi estava batendo tão forte que Laura pôde sentir quando beijou a garganta dela, ela estava nervosa? Ainda estava nervosa depois de tudo o que tinha lhe feito? Ela estava e Laura achou lindo demais que ela estivesse. Ela estava supervalorizando a sua boca e pensou no que podia ser mais delicado do que isso.

 

Laura fez tudo muito devagar. Tanto os beijos longos na boca, como as mãos por aqueles seios lindos que logo vieram parar na sua boca, os olhos sempre dentro dos de Ívi, o corpo ainda molhado do banho arrepiando, eriçando inteiro, seu seio na boca dela e Ívi... Tremeu inteira, tremeu mais quando ela agarrou seu seio e desceu a boca pelo seu abdômen, mordiscando sua tatuagem sob os seios, descendo a língua para baixo e mais baixo enquanto ela mesma escorregava para fora da cama, beijando suas coxas, por fora e por dentro e mais para dentro, as mãos puxando Ívi pela cintura, para o limite da cama ainda mais e...

 

Se toca pra mim... — Laura sussurrou, causando outro choque intenso pelo corpo de Ívi inteiro.

— Laura...

— Aqui, amor — Ela pegou sua mão e colocou dois dos seus dedos na boca, tocando-lhe com a língua suavemente — Se toca pra mim...

 

Se tocou para ela, porque era simplesmente irresistível, porque era sexy demais, porque se penetrar a centímetros dos olhos dela, da boca dela lhe fez choquear de tesão, derreter de vontade, afundou o toque uma, duas e na terceira vez, a língua de Laura lhe pegou os dedos, lhe pegou o sexo extremamente molhado e quando ela afundou o toque, expulsando seus dedos, Ívi a segurou, pela nuca, a impedindo de lhe tocar plenamente, com sua pélvis tremendo demais, o coração todo acelerado porque Ívi também estava sendo acometida por uma emoção que já tinha sentido antes.

 

Aquele nervosismo todo só havia sentido em sua primeira vez.

 

— Laura, é que... Eu... — Estava hiperventilando tanto que sequer conseguia falar.

Shssssss — Ela beijou sua cintura, seu abdômen, sua coxa outra vez enquanto cobriu o sexo de Ívi com seus dedos, sem penetrar, apenas tocando, guardando, não deixando o tesão escapar de jeito nenhum — Eu sei.

— Você sabe?

— Eu vou devagar — Se esticou e beijou a boca de Ívi outra vez, beijou gostoso, devagar, deixando o verde dos seus olhos por dentro dos olhos dela — A gente esperou demais, o meu coração quase parou com você — Abriu um sorriso contando, beijando o pescoço de Ívi carinhosamente.

— Eu não quero parecer uma adolescente agora, mas a minha boca secou e acho que o meu coração vai mesmo parar...

 

Outro sorriso lindo de sua namorada. Sua namorada. Como era delicioso pensar assim.

 

— Eu acho lindo que você se sinta uma adolescente agora, aqui comigo. Eu não mereço nada pelo tanto que fiz a gente esperar, e ainda assim, você me dá esse presente. Eu vou devagar, está bem? Eu quero muito você... — Confessou, beijando as coxas de Ívi e fazendo o coração dela disparar outra vez. O coração e o tesão, disparando igualzinho.

Laura... — Gemeu o nome dela, sentindo seu corpo se arrepiar por inteiro e seu tesão disparando de uma forma... — Me pega, me toma, eu vou ser a sua adolescente sem nenhuma vergonha...

 

E Laura nem pensou duas vezes. Subiu beijando Ívi outra vez, acelerando suas mãos pelo corpo dela, os seios, as costas, aquele abdômen que lhe enlouquecia e Laura a empurrou para o meio da cama, subiu sobre ela outra vez, sentando em sua coxa, fazendo Ívi sentir o quanto ela também estava molhada, a outra coxa pressionando Ívi em seu sexo, estimulando, tocando, aquele beijo imparável, gostoso demais, os gemidos subindo, raspando pelas gargantas, as mãos de Ívi a pegando inteira, agarrando aqueles seios, aquela bunda linda que sua galega tinha e quando percebeu, estava gozando, contra a coxa dela, contra a boca dela na sua, agarrando aqueles seios delicados, aquele piercing gostoso, gozaram juntas, forte demais, porque sentir Ívi tão suscetível a si deixou Laura excitada demais, porque vê-la gozando em dois minutos...

 

Ela gozou intensamente, gozou muito forte, trincando aquele abdômen que deixava Laura louca, gozou e quando ainda estava gozando, Laura a pegou pela garganta e a virou na cama, de costas para si, sem deixá-la pensar, tão rápido e prendendo Ívi tanto que sequer percebeu a mão dela se movendo para entre as suas coxas, só a sentiu lhe penetrando, um dedo, dois, gostoso demais, deslizante demais e o gemido mordeu a garganta de Ívi intensamente, a mão de Laura cruzada por baixo de seu braço, por cima de seu seio, agarrando sua garganta com uma delicadeza que Ívi não fazia ideia, não sabia, só percebia, o toque afundando entre suas coxas, colidindo com as pulsações disparadas de seu sexo, a sentindo, a querendo, descontrolado de vontade.

 

— Laura...!

 

Ela mordeu a sua boca e lhe fez gozar, assim, toda enroscada em seus braços, toda presa em seu domínio, lhe tocando muito fundo, forte e delicada, gozou sentindo os seios dela roçando em suas costas, a parte baixa de sua cintura inteira contra os seus quadris, aqueles braços fortes, definidos pelo movimento firme, pela força que Laura estava fazendo e gozou de novo, por vários motivos, gozou porque Laura sabia exatamente o que estava fazendo, gozou porque ela era linda demais, gozou pela pressão, gozou naquele corpaço deixando seu tesão sem saída e enquanto ainda estava estremecendo...

 

— Você vai acabar comigo...

 

Ela lhe virou de frente, lhe olhou nos olhos, abriu suas coxas.

 

— Sessenta segundos.

 

Ívi achava que tinha durado ainda menos na boca dela.

 

Não saberia explicar o que tinha sentido, a boca de Laura lhe tocou e algo mudou por dentro, algo acendeu, um tesão insano, uma vontade descontrolada porque Ívi já tinha se tocado cem vezes pensando em Laura entre suas pernas, pensando no toque da língua dela em sua intimidade, imaginando como seria, que sexo ela lhe faria, o quão quente ela estaria ao lhe tocar, ao lhe tomar, Ívi já tinha gozado consigo mesma cem vezes e nada lhe preparou para Laura, nada lhe preparou para tê-la assim, do jeito que tinha quisto, imaginado, sonhado em tantos sonhos molhados em que teve que acordar do lado dela, sentindo o cheiro, a pele dela sem poder fazer nada. Laura lhe tomou, lhe pegou, subiu e desceu a língua por todo o seu sexo, explorando Ívi morrendo de vontade, lhe tocando em cada pequeno pedacinho que pudesse causar prazer, lhe tocando inteira, sem pudor nenhum, como se não pudesse resistir, parar, com tanto desejo e tanta vontade que...

 

Não, não deve ter durado um minuto. Quando Ívi percebeu já estava dolorosamente gozando contra a boca dela.

 

A mão na nuca de Laura, a puxando, a empurrando contra o seu sexo, o corpo chicoteando de prazer, espasmando muito forte, as pernas tremendo, o abdômen descontrolado e sim, a dor do prazer tão esperado, tão desejado, tão ensaiado. Gozar na boca de Laura foi inesquecível, teve um gosto único, foi feito de uma concentração de tesão que se formou por dentro e então estourou em sua mente, em milhares de partículas de cores e gostos diferentes: paixão, desejo, atração, obstinação, carinho, afeto, sonho.

 

Laura Bueno era literalmente seu sonho de cada noite em que dormiu desde quando se conheceram.

 

— Laura...

 

Ela deixou um beijo sobre o seu sexo e subiu para sua boca. A boca vermelha, molhada, sorrindo demais. Beijou Ívi outra vez, doce, suave, trazendo toda aquela calma da qual ela era feita sempre que Ívi perdia os dedos pelo que estava fazendo.

 

— Eu precisava disso, precisava de você assim...

 

Ívi a apertou em seus braços, as respirações aceleradas, o bem-querer pelas mãos, pelos toques, pela mente das duas que ainda não estavam convencidas do que havia acabado de acontecer.

 

— Quando perguntarem, eu vou dizer que essa foi a minha primeira vez... — Disse, fazendo Laura sorrir demais.

— Eu sei que a espera foi péssima, mas olha isso, sente isso...

— Você acha que não seria intenso assim se tivesse sido naquela primeira noite?

— Seria intenso diferente, mas seria intenso sim. O meu afeto por você é metade intensidade, metade amor de instinto, parte de coisas que eu não entendo, só aceito que existem.

 

Ívi respirou fundo, sentindo seu corpo inteiro pulsando de prazer.

 

— Eu ainda não acredito que a gente fez amor e você está me dizendo essas coisas...

 

Ela sorriu, ficando muito agarrada em seu peito, toda suada, toda estremecida, Ívi sabia, seu corpo estava igual, ficou tremendo por dentro e por fora, o prazer ainda sendo sentido e quando se deu conta, Laura estava dormindo.

 

Tinha voado por 12 horas, é claro que ela estava cansada, Ívi também estava exausta, tinha voado aquele tempo todo com ela em terra, sem conseguir dormir. Também adormeceu, enquanto o sol se despedia achava, o tempo estava afetado, o espaço também. Adormeceu e de repente foi acordada, não sabia que horas eram, só sabia que Laura estava em cima de si, sabia que tinha a boca dela pelo seu corpo inteiro, sabia que ela estava com tesão e elas fizeram tudo de novo, com a Ívi de agora, não a adolescente que subitamente tinha se tornado, pegando firme, enlouquecendo Laura na cama, a pegando gostoso, em diversos e todos os ângulos, deixando que Laura sentisse suavemente a força do seu corpo, naquele limite entre machucar e dar prazer por onde caminhava com tanta habilidade. Ívi não sabia dizer quantas vezes ela gozou de novo, nem quantas vezes si mesma havia gozado, fizeram agressivo e carinhoso, oral e na ponta dos dedos, fizeram tradicional e pornográfico, e desta última vez, Laura terminou agarrada na nuca de Ívi, respirando quente em seu ouvido, pulsando inteira enquanto Ívi estava totalmente perdida em seu último orgasmo, sentindo muito, com a pele sensível a ponto de se excitar com o resvalar do piercing dela em sua cervical. Ela já tinha lhe comido inteirinha em beijos e Ívi nem sabia mais de nada.

 

— Parece um sonho erótico, Laura Bueno... — Disse, a fazendo gargalhar.

— Eu vim passando mal no voo, Ívi, eu precisava... — Mordiscou a nuca de Ívi a fazendo se arrepiar tudo de novo.

Ai, Laura...

 

Outra mordiscada, outro beijo na boca enquanto a mão de Ívi pegava gostoso aqueles seios e Laura se virava para cima do seu corpo outra vez. Ívi mordeu a própria boca.

 

— Vira pra mim? Eu quero ver suas tatuagens...

 

Laura sorriu e fez o que ela pediu, virou-se de costas e Ívi desceu os dedos pelas duas tatuagens que ela tinha nas costas. A cruz no mapa e aquele poema...

 

— Lê pra mim — Laura pediu.

— Mas é galego.

— Eu adoro qualquer língua na sua boca. Lê pra mim.

 

Ívi sentou-se, beijando a nuca dela pela doçura e tentou ler o que a frase dizia.

 

Para soster o sol que encende na páxina, e orentar as horas decoñecidas, sempre pensaréi en ti...  Significa o que parece...?

 

Tinha feito, na verdade, sem significado, mas agora achava que tinha ganhado um.

 

— Significa... Para suster o sol que acende na página, e orientar as horas desconhecidas, sempre pensarei em você.

 

A doçura fez Ívi sorrir. A fez se abraçar nela, sentir o seu cheiro, provar que era real mesmo, que estava acontecendo.

 

— Você acredita?

 

Laura beijou a mão dela com carinho.

 

— Que a gente está aqui assim? Não, eu ainda estou meio perdida. Você sabe que horas são?

 

Ívi alcançou o celular perto da cama.

 

— Dez e meia, amoriño. O que você quer fazer? Diz pra mim.

— É que... Eu estou com fome... — Disse, fazendo Ívi rir demais, estava morrendo de fome também, mas pareceu tão indelicado dizer isso pra Laura enquanto estavam rolando tão gostoso pela cama — É que eu não comi nada, mi amor... — Ela estava rindo também.

— Eu sei, amor, o que você quer? Eu vou fazer o seu jantar.

— Não, eu quero que a gente vá para o banho e depois eu vou fazer algo pra gente jantar enquanto você canta alguma coisa pra mim. Eu estou morrendo de saudades da sua voz...

 

Assim ela derretia Ívi ainda mais. Foram para o banho, bem juntinhas, Ívi deu banho nela com todo carinho, ela estava um tanto diferente, tinha cortado os cabelos um pouquinho, o loiro mais acentuado tinha saído e ela estava linda, linda, ainda mais linda do que quando havia ido. É claro que terminou em amor de novo, porque estavam loucas uma pela outra por muito tempo e nada parecia suficiente ainda. Saíram do banho, Ívi colocou uma lingerie e um suéter quentinho de sua namorada, e pediu que Laura colocasse a outra lingerie da Calvin Klein que ela tinha trazido na mala.

 

— Essa é sua, meu bem.

— Minha?

— As duas são, mas achei que você fosse gostar de vê-las em mim...

 

Ívi a agarrou a beijando e sorrindo.

 

— Você sabe o que me excita...

— É claro que eu sei — Ela se agarrou em seu pescoço sorrindo demais — Eu tenho que saber o que te excita já que só de ouvir a sua voz eu já fico meio louca...

 

Mais beijos, mais sorrisos, mais amor. O amor estava sobrando demais.

 

— Então veste esta outra, vai e eu espero que você não esteja com frio porque eu quero ficar babando em você pelo resto da noite...

 

Outro sorriso, outro beijo, não estava com frio não, Ívi podia babar, babar olhando e babar literalmente, sua pele era dela, Laura lhe disse e aquela menina...

 

Caramba. Julia tinha toda razão. Era só a primeira noite e Ívi já sentia que ficaria louca e traumatizada se perdesse aquela menina.

 

Foram lá para fora, Laura para a cozinha, buscando que proteínas tinha por que, se estava com fome, Ívi estava faminta. Encontrou bolos de pote lhe esperando e achou a coisa mais doce que Ívi tivesse pensado nisso. Ívi ganhou beijos extras por isso e enquanto Laura improvisava um jantar para elas duas, teve Ívi sentada ao balcão com o seu violão, lhe tocando aquela música de amor que tinha feito Laura surtar da primeira vez. Aquela voz doce, o violão suave enchendo a cozinha, os olhos nos olhos o tempo todo, os sorrisos de duas moças puramente felizes pelo simples fato de estarem juntas. E Ívi contou a ela que tinha feito uma outra música esses dias.

 

— Pra mim? — Ela perguntou sorrindo ficando tão feliz que Ívi nem sabia.

— Com flor e amor, do jeito que você merece — Beijou o ombro dela, descendo da bancada por um instante — Mas só vou cantar durante este jantar improvisado que sinceramente, quem improvisa um filet au poivre?

 

Laura sorriu, a sentindo toda agarrada em si. Por Deus, como era bom estar agarradinha assim em Ívi, livremente, sem precisar sentir culpa, nada disso.

 

— Você me prometeu Paris, lembra?

— Lembro. E um casamento, e filhos, já prometi tantas coisas...

 

Laura riu.

 

— É verdade, ai de você se não cumprir. Sua irmã te mandou um vinho, pega para eu fazer um molho? Está no meio das roupas na mala...

 

Beijou o pescoço dela, pegava sim. O prato levava conhaque, mas nada que um vinho branco não substituísse e em segundos, aquele cheiro invadiu o apartamento inteiro enquanto Ívi improvisava na mesinha da sala, pratos, duas taças, talheres, apagou a luz, acendeu uma luminária, ficou delicado e quando Laura viu...

 

— Eu sei que você veio de Londres, mas...

 

Laura a agarrou, a beijando muito, cruzando os braços pelo pescoço dela porque era Ívi e agora ela era sua. Não parava de se repetir isso. Ela era sua.

 

— Não tinha isso em Londres. Jantares na mesinha de centro, improvisados com o que tem na geladeira, não tinha você — Confessou, muito agarrada nela — Ívi, eu acho que consigo me adaptar a qualquer coisa desde que tenha você...

— Não me diz essas coisas... — Pediu, sorrindo que nem boba.

— Eu tenho que dizer, todas as coisas que eu não podia antes. Não importa, está bem? Que o nosso apartamento é antigo, que é apertado, que vive cheio de gente, não importa que não dá para ir para Londres, que dê para ir só até Arraial, já está bom — Outro sorriso arrancado de Ívi.

— Nós teremos que ir de ônibus, você sabe. O que é engraçado, já que você chegou de Londres de primeira classe...

— Nós vamos de ônibus, isso não importa. E nunca mais eu quero você pensando que importa. Porque olhar para isso, Ívi, pode fazer com que a gente se perca uma da outra, entendeu?

— Você está aqui, amoriño. Você me provou que isso não importa.

— Não importa mesmo. Vem, senta, eu vou pegar o nosso jantar.

 

Ela foi buscar, filet au poivre com o filé mignon que Julia tinha comprado para Laura, sabia bem o que ela gostava de comer, com molho de vinho italiano enviado por Tiziana e com cogumelos salteados roubados de Karime. E podiam ter acompanhado com vinho, mas foi melhor com suco de maracujá, que Thai tinha feito antes de sair, ainda que nada tivesse a ver com o prato, não importava, nada importava, apenas aquela mesa improvisada na sala, apenas as duas comendo sentadas no chão, se olhando muito, se tocando o tempo todo e quando Ívi saboreou o último pedaço, se esticou, pegou o violão e decidiu cantar sua outra canção para Laura enquanto ela partia para a sobremesa.

 

Sim, o bolo de pote que sabia que seu amoriño iria adorar.

 

Começou a tocar para ela, era uma música suave, mas agressiva, cheia de notas densas e frases longas, e a voz dela... Laura nem sabia. Fazer amor com a voz de Ívi no seu ouvido era a sua fantasia preferida.

 

E então, que eu descubro o que se passa sem você aqui, se passa tudo menos seus vestígios sobre mim, se o teu rosto me sequestra sem importar com quem eu estou... Se, entre milhares de lembranças só teu suspirar, se uma noite derrota as outras demais, se um segundo nos teus lábios não supera a hora em outros mais... — Olhou nos olhos dela e ela estava sorrindo demais. Baixou o tom, cantando a última nota em repetição, suavizando tudo, inclusive, aquele comecinho de madrugada — Se, uma noite derrota as outras demais, se um segundo nos teus lábios não supera a hora em outros mais, se estando longe me aperta a respiração... — Finalizou, beijando a mão dela com todo o amor que sentia por dentro.

 

E Laura veio para o seu colo, tirou o violão, tomando o lugar para si, se aninhando em seu corpo, se agarrando em seus braços, lhe tendo perto demais, justo demais. Ívi a apertou em seus braços, cheirou os cabelos dela profundamente, tão cheirosa, tão sua que Ívi nem sabia. O seu pingente pendendo no pescoço dela, sobre aquela lingerie que estava lhe enlouquecendo.

 

— Como eu sobrevivo com você me fazendo essas músicas lindas?

— Eu nunca fiz uma música romântica, Laura. Nunca consegui e de repente você aparece e as minhas letras ficam assim... — Disse, a fazendo sorrir, lhe beijando o punho com carinho.

— Eu sei que você não é essa pessoa e isso me fez ter tanto medo de me apaixonar por você...

— Mas você me tornou essa pessoa. Eu acho que... — A arrumou no seu colo, a beijando de novo, a mantendo bem juntinho a si — Eu nunca me apaixonei, Laura. É a primeira vez e eu não sei bem como fazer as coisas. Mas sabia que precisava que você voltasse para mim. Sabia como te querer bem demais e sabia que essas flores lindas que estavam nascendo por dentro não eram qualquer coisa. Não são qualquer coisa. Eu quero o nosso romance. Eu quero esses jantares e as músicas de amor que eu ando fazendo pra você e eu prometo, amoriño, você não vai se arrepender, nem por um segundo você vai ter que pensar em como seria se tivesse ficado em Londres com a sua medalhista olímpica, eu não vou deixar, você não vai precisar. Você é minha, entendeu? Você é minha desde aquele metrô, só é minha sem culpa agora.

 

Laura se virou pelo colo dela com os olhos cheios de sentimentos, tão denso de emoções e quando a beijou, sentiu um trem passando em seu coração. Não iria passar nunca? Nem o trem nem o quanto ardia quando ela tocava em si. Lá veio Ívi novamente, as mãos firmes lhe pegando pelo corpo inteiro, lhe deitando contra o chão, o corpo dela encaixando contra o seu e Laura se perguntando como podia não estar louca por ela, louca pela garota que colocava a mão na sua alma antes de lhe tomar o corpo, que lhe colocava uma canção de amor na boca antes de lhe roubar mais beijos, como podia não ser de Ívi ainda?

 

Ela tinha razão. Já era dela. Fazia tempo.

 

— Ívi... — Gemeu o nome dela sentindo a pressão daquele corpo sobre o seu, tirando o suéter que ela usava, queria a pele dela, aquela pegada insana — Eu quero...

— O que, mi amor?

— Esse romance com flores que você me prometeu. Eu quero.

 

Ívi sabia que ela queria e não lhe daria outra coisa, nenhuma outra coisa além.

 

A amou novamente no chão da sala, numa intensidade densa, cheia de mãos que se demoram sobre a pele, cheia de beijos que não terminam, mal pausam, só continuam, a amou pegando seu corpo, tocando sua alma, sentindo aquele coração que batia quase sinestesicamente em seus ouvidos. Gozaram juntas, agarradas, numa só investida e quando Ívi deu por si, sua menina linda tinha pegado no sono de novo e toda apegada em si.

 

Não a levou para cama imediatamente. Ívi ficou a olhando, sentindo os cabelos dela, a beijando aqui e ali enquanto ela dormia como se fosse a coisa mais bonita neste mundo inteiro. E ela era. E agora era sua e se tinha feito amor com ela e gozado feito uma adolescente na primeira vez, Ívi chorou em silêncio, feito uma menina boba que não sabia bem o que fazer com a felicidade que estava sentindo. Chorou, sorriu, ficou olhando para Laura um pouco mais. E só então a pegou no colo e a levou para o quarto, para a cama delas, onde mal a deitou e já tinha os braços dela lhe pedindo, querendo seu corpo, seu peito, dizendo que estava com saudades de dormir assim, com saudades da pele de Ívi.

 

— Eu só vou me vestir, amoriño.

— Não veste.

 

Sorriso, não vestiria, se ela não queria, não ia vestir nada. Dispensaram os lençóis também, que se cobrissem com a pele uma da outra, que os corpos matassem toda a curiosidade, que o tempo parasse com Laura dormindo nua e toda agarrada contra o seu peito.

Notas do Capítulo:

 

Olá, meninas!

 

Enfim, o capítulo 31 chegou *.*

 

Como eu já havia dito para vocês, este capítulo foi escrito durante um surto criativo, em que eu escrevi e escrevi e não consegui parar de escrever até que o capítulo estivesse completo. Lembro que reli e senti o quanto estava cru, intenso, havia uma eletricidade nas linhas, algo palpável, que me deixou imensamente feliz. É interessante demais quando capítulos feitos inteiramente de inspiração ganham vida e este capítulo em específico é extremamente especial para mim. Espero que todas tenham curtido!

 

Então meninas, temos finalmente Ívi e Laura juntas, nesse romance clandestino que finalmente pode acontecer, pode sair à luz e nenhuma das duas poderia estar mais feliz, ambas livres para provar do que no fundo, sempre souberam que iria acontecer. E com este capítulo publicado, ultrapassamos o clímax principal da história e entramos numa fase diferente, em que os fios estão finalmente apenas conectados ao invés de enroscados e um novo tom toma a história. Ainda temos muito pela frente! Preparadas para romances? Espero que sim! E romances no plural mesmo, aguardem o que está por vir!

 

Próximo capítulo, "Hazte Sentir", a ser publicado no próximo domingo (estou lutando com os capítulos novos, meninas, juro que assim que conseguir colocar em dia, voltamos para as postagens duplas), sob aquela regra de sempre, 25 comentários, capítulo novo!

 

Abraços!

 

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