Angra - Capítulo 20: Angría



Brasília, junho de 2015.


Sobre saber que estava apaixonada, Angra sabia desde Abrolhos. Mas deixar Sofía em um aeroporto pela segunda vez e naquela situação inesperada, tão incerta, lhe deixou muito claro a profundidade de todas as coisas.


Estava mais do que apaixonada por ela, ponto. Já era amor e tinha essa consciência também, mas a profundidade do que sentiu quando teve que deixar Sofía mais uma vez…


Aquela moça era seu coração. E agora seu coração estava partido em dois, parte estava crescendo novamente dentro de si e a outra parte, era Sofía Gonzalez e não havia nenhuma explicação lógica para que assim fosse em tão pouco tempo. Mas era, já era assim e quando Angra saiu daquele aeroporto depois de terem se acertado sobre a gravidez estava tão cheia de coisas que...


Precisava externalizar. E precisava fazer isso antes de voltar pra casa. Foi para o prédio onde ficava seu escritório e, estacionou rapidamente, porque havia chegado no exato momento em que uma determinada moça chegava para trabalhar.


Angra parou tão rápido que a moça assustou, achando que estava sendo fechada.


— Oi, tudo bem? — Perguntou ainda de dentro do carro.

— Você... — Ela sorriu — Me assustou!

— Eu trabalho num andar acima do seu.

— Eu sei, Angra — Outro sorriso — A gente já conversou aqui no café, eu lembro de você, te vejo todo dia.


Tinham conversado. Isso antes de Sofía, antes do casamento, de todas as coisas. Catarina tinha começado a trabalhar no prédio e Angra tinha se interessado por ela quase que de imediato. Na verdade, andava meio assim nesta época, buscando mulheres com quem pudesse entender o que se passava consigo. Achou Catarina bonita, interessante e o jeito que ela sempre fugia do seu contato visual, lhe fez imaginar que talvez, pudesse existir algo mais. A chamou para um café determinada tarde e no meio do seu flerte meio desengonçado, acabou dizendo a palavra “amiga” e sabia que tinha perdido qualquer possibilidade em tal deslize.


— Eu... Queria uma consulta — Catarina era psicóloga.

— Uma sessão?

Uma conversa. Se for uma sessão você vai ter que marcar as coisas, para então a gente conversar e o que eu preciso pôr para fora, não pode esperar. Você me ouviria?


Catarina a olhou com mais atenção.


— Vamos pegar um suco e conversar. Eu estou com a hora livre.


Entraram na cafeteria e o coração de Angra estava na garganta o tempo todo. A psicóloga de jeans, camiseta e boné, ela chegava assim e trocava de roupa no consultório, e sempre que Angra a via saindo, era como se fosse outra pessoa. Os sucos chegaram e Angra começou a tentar contar de forma resumida, tudo o que tinha se passado. Mas aparentemente, estava se saindo pior do que quando tentou explicar Santorini para Sofía. Catarina virou o boné para trás, se debruçou na mesa, franziu a testa.


— Está bem, então você leu este livro...?

— Este livro aqui — Mostrou “Santorini” na Amazon — E este livro tem esses bilhetes que falaram tanto comigo...

— Os bilhetes, ok. Então você leu este livro e entrou em algum grupo, conheceu alguém assim...?

— Não, eu não entrei em nenhum fórum, na verdade, eu nunca falei deste livro para ninguém, por ser um livro gay, apesar da minha paixão absurda por cada página escrita aqui, e... Sabe a lenda de Ariadne? A princesa de Creta e a história de Teseu, e do fio vermelho?

— O fio de Ariadne.

— Este livro foi o meu fio. Para me levar até a minha pessoa no final do labirinto.


Catarina apertou o semblante, estava difícil de entender a história.


— Angra, você está apaixonada por outra leitora?

— Não, não tem outra leitora...

— Então está apaixonada pela autora? Seria condizente com um traço seu que todo mundo consegue ver.

— Qual traço?

— De sempre querer o topo de qualquer coisa que seja. Você se apaixonou pela autora?

— Pela... Esposa. Da autora.

— Puta que pariu.


E Angra deu risada daquela reação, que lhe relaxou imediatamente. Contou de Sofía, de como tudo havia acontecido, então contou o que se passava e que agora estava grávida, e não fazia ideia de como podia ser assim. Amor tão rápido. Sentir como se estivesse sem coração apenas porque Sofía tinha voltado pra casa.


— Angra, amor não tem muito a ver com o tempo. Nós aprendemos isso nesta sociedade edificada por casamentos arranjados, o amor se constrói. Se não sentimos toda a paixão que deveríamos por quem estamos nos casando, o viés de confirmação é ativado nas nossas mentes dizendo que é normal estar sentindo assim, afinal, o amor se constrói, você vai amar aquela pessoa plenamente daqui uns anos. Mas a verdade, este amor construído, nunca será páreo para o amor natural. Aquele que acontece em segundos, só de olhar, e de repente, se ter tantas certezas a respeito de alguém. Há duas naturezas dentro da gente: a natureza preferencial, que é aquela que gostaríamos de ter, e a natureza genuína, que é a que realmente somos, que muitas vezes é indesejada, é desconfortável, tanto que queremos esconder dos outros, e que com a natureza preferencial, tentamos nos misturar ao que há ao nosso redor. Qual é a sua natureza preferencial? E a sua natureza genuína? Você não tem que responder agora, só tem que pensar a respeito. E depois que souber qual é uma e qual é a outra, vai poder decidir qual das duas você vai querer seguir.

— Não é o esperado seguir a genuína?


Ela abriu um sorriso.


— De nove a cada dez dos meus pacientes chegam até mim por quererem viver a sua natureza preferencial em paz.

— Seria o meu caso?

— Isso você vai precisar descobrir sozinha. Mas eu acho que posso te ajudar, se você aceitar fazer terapia direitinho.


Aceitou fazer terapia. Sabia que realmente iria precisar. Combinaram um horário, Angra subiu até o consultório e deixou algumas sessões já pagas, e então, sabia que precisava ir pra casa. Guilherme chegaria em breve e sabia que precisavam conversar. Foi pra casa, tomou um banho longo, pensando em todas as coisas. Se trocou e quando Guilherme chegou, já estava no sofá. Ele não disse nada, apenas se aproximou e, se abaixou à frente dela.


— Eu vou ficar aqui. Mas as coisas precisam mudar.


📚


Sofía chegou pela manhã. Havia vindo no avião escrevendo uma carta de demissão. Andava se sentindo mal no roseiral por causa da história com Frederíca e a depender de como as coisas se encaminhariam com ela...


Não sabia bem de quase nada. Havia decidido coisas com Angra, mas no retorno para a vida real, tudo parecia diferente. De factível, tinham três situações: um, Angra não podia enfrentar uma gravidez sozinha e nem queria que ela precisasse fazer assim; dois, Sofía não podia deixar Frederíca no meio da crise em que ela estava, tinham um compromisso chamado casamento, em que não se abandona em momentos de fragilidade; três, Sofía e Angra não conseguiam ficar longe uma da outra.


O que podiam fazer neste resumo?


Sofía tinha chegado em casa, enquanto respirava fundo e se acalmava, Frederíca chegou também.


— Ei! Chegou mais cedo do que eu imaginava... — Veio para perto e lhe beijou, carinhosa, dócil demais — Como foi de viagem?

— Tudo bem, temos contratos assinados — Abriu um sorriso — Kalinka deixou você sozinha?

— De jeito nenhum, ela está dormindo ainda, trabalhou até tarde ontem. Você já tomou café? Vou fazer alguma coisa pra gente...


Ela foi fazer, de camiseta preta, boné CK, combinando com a bermuda que exibia a bandagem da marca. Preparou algo enquanto Sofía entrou num banho rápido e quando retornou, tinha sanduíches para quebrar o jejum.


— Típico Fer.

— Pra você matar a saudade de mim — Ela respondeu, sorrindo e irônica, ou não, Sofía nunca sabia.


Sentaram-se e foram tomar café, sanduíche com café, conversaram um pouco sobre aqueles dias, Frederíca tinha ficado bem, estava com uma rotina boa, seguia no rúgbi, acordando e dormindo cedo, tomando os remédios corretamente e, tinha voltado a escrever.


— Chamará Maiorca...

— Você adorou mesmo esta ilha, não é?

— Adorei demais! E quero voltar lá, antes de terminar o livro de preferência, só para captar um pouco mais da energia do lugar... — Ela contou, enquanto comia.

— Frederíca... Lembra de quando nos casamos e combinamos que isso não seria um castelo de muros intransponíveis? Eu queria partilhar uma coisa que anda acontecendo comigo com você. Eu acho que... Sabe, a Angra?

— A minha leitora, sei.

— Então, eu estive com ela.

— Nesta viagem de agora?

— Estive. E aconteceu que... Eu acho que...


— Você está encantada. Ela é bonita, interessante, eu sei que você está encantada e que nós não estamos no nosso melhor momento. Escuta, vamos nos dar tempo e espaço, tudo bem? Lá do jeito escandinavo que você tentou me explicar, o que acha?


Achava que talvez fosse a melhor saída. Ao menos, naquele momento.


Se ajustaram assim, Sofía tendo o tempo e o espaço que Frederíca lhe prometeu e Angra descobrindo que tipo de mudanças Guilherme poderia mesmo produzir. Retornaram para as mensagens e para as ligações, para uma rotina que já era delas, mas estava diferente. Não conseguiam explicar a diferença, seguiam grudadas a distância o dia inteiro, mas estava diferente do começo do ano e cada dia mais, Sofía se convencia de que a diferença estava na intensidade e, no medo de perder.


Aqueles meses de gravidez se tornaram infinitamente mais difíceis do que elas poderiam imaginar. Não tinham a ilusão de que passariam por tudo aquilo com tranquilidade, mas evoluções inesperadas vieram trazer um tipo diferente de problemática.


Sofía nunca havia sido ciumenta na vida, nunca, por isso, nada poderia lhe surpreender mais do que começar a sentir dor de estômago a cada postagem do pai empolgado que Guilherme se mostrou ser. Ele de fato mudou demais. Encontrou alguém para ajudar em casa, passou a estar mais presente, reduziu as horas que passava fora e todos os dias, uma foto diferente surgia aos olhos de Sofía. E essa exposição...


Essa exposição passou a fazer Sofía chorar todos os dias durante o banho.


Não fazia ideia das suas motivações, nenhuma ideia, afinal, quem havia proposto que Angra retomasse o casamento havia sido a própria Sofía, mas é que de fato não fazia ideia de que ver aquela proximidade toda pudesse lhe levar mais do que estava disponível para dar. E ainda assim, jurou que teria mais resistência, mas uma determinada foto de casal num domingo à noite, fez seu coração simplesmente parar.


Sequer havia sido Guilherme a postar a tal foto, tinha sido Carolina e lhe abalou tanto que quando deu por si, estava brigando com Angra em banheiros de restaurantes.


As duas estavam jantando fora aquela noite.


Linda, linda, chega, está bem? Se você quer terminar comigo, vai fazer isso pessoalmente.

— Angra...!

— Você vem me ver. Faz 27 dias que você está longe de mim, vem me ver?

— Não é assim que a gente resolve as coisas, pode deixar, eu vou me acalmar.

— Vai se acalmar aqui comigo. Vou comprar a passagem e você, por favor, dê um jeito de estar aqui comigo.


Sofía não pôde recusar. Falou com Frederíca, seu contrato era real, tinha assinado com a secretaria de turismo de Goiás e iria passar uns dias trabalhando em Pirenópolis. Dois dias em Pirenópolis e precisava estar em Goiânia para uma reunião e apresentação do que pretendia publicar. Entre uma coisa e outra, mais seu retorno para Cartagena, teria exatas dezoito horas para encontrar Angra em Brasília.


Se encontraram no mesmo hotel da vez anterior. Angra não conseguiu chegar no aeroporto no horário e Sofía foi sozinha para o hotel. Teve um tempo para si, tomou um banho longo, sentiu um peso por dentro. Queria vê-la e estava com medo. Medo que algo tivesse mudado, medo de que... Angra estivesse diferente. Mas assim que ela bateu na porta...


Se abraçaram longa e imediatamente. Angra entrou, deixando a bolsa de lado, apertando Sofía em seus braços, a sentindo, a cheirando, querendo beijá-la sem saber se podia. Se olharam. Podia sim.


Pegou Sofía pela nuca e a beijou, a apertando contra o seu corpo, os braços firmes ao seu redor, caçando a parede para encostá-la ali, sentindo aquelas mãos lhe pegando pela camisa, pela pele, por todo o amor que existia e já era tão delas...


Angra estava com dois meses. E nunca imaginou que seu corpo estaria ainda mais sensível a Sofía do jeito que estava.


A levou pra cama. Para um amor intenso, delicado, feito de profundidades impossíveis e de olhos nos olhos, o corpo de Sofía estava incrível e isso nada tinha a ver com beleza, tinha a ver com o jeito que Angra lhe via, com o jeito que o desejo dela desenfreava quando era Sofía que estava na sua frente e Sofía...


Terminou de joelhos à frente dela, porque era louca pela sua... Louca, um absurdo, sentia-se reagindo apenas de olhar e algo lhe pegava por dentro, uma eletricidade, como um fio eletrizado que corria dando choques pela sua cervical. Angra lhe causava isso e nos braços dela, depois do amor, lembrou de algo que havia lido.


— Quando duas pessoas fazem sexo com amor, o coração se abre para a energia de ambos. Essa troca de energia é capaz de transmutar traumas emocionais, desbloquear informações de DNA, alinhar com o eu superior e trazer prazer... Tudo ao mesmo tempo.

Minha natureza genuína — Angra tocou a boca na testa dela, carinhosamente, estavam suadas, agarradas, tão uma na outra — Você aceita namorar comigo de novo?


Sofía sorriu.


— Aceito.

— Tem certeza?

Sofía buscou os olhos dela.

— Pior que tenho.


Passaram todo o tempo possível juntas, pouco conversaram sobre os problemas que tinham as levado até aquele momento e algo ficou muito claro: não havia problema quando estavam juntas, todos eles desapareciam. Desapareceram naquele momento, e reapareceram assim que Sofía pisou em Cartagena outra vez.


Foi um mês tão intenso quanto o anterior, mas desta vez, a magoada em tempo integral era Angra. Sofía tinha sido recepcionada com uma viagem surpresa à ilha de San Andrés. Já que ela tinha saído do emprego por causa do mau comportamento de Frederíca, ela quis compensar e Angra não entendia nada, da necessidade até a possibilidade financeira, não entendeu nada.


— Vocês não estavam em tempo e espaço escandinavo? Não me disse que estavam até em quartos separados?!

— Angra, ela me surpreendeu!

— E está indo levar você com qual dinheiro? Ela não estava falida?


Estava, mas da série de coisas que provinham da sorte infinita de Frederíca, de repente, o México parecia ter descoberto seus livros em espanhol e ela tinha fechado um mês excelente. Sofía não conseguiu dizer que não iria com ela, para quinze dias num paraíso em que Frederíca não lhe deu o mínimo de espaço para coisa alguma. E quando retornou, Angra estava magoada, chateada, sentida e estressada.


Sofía passou o resto dos dias do mês pensando numa forma de poder estar com ela, por um tempinho maior que fosse e quase como um envio do universo, foi requisitada para dias em Alto Paraíso, fazendo aquelas cidadezinhas ao redor daquele lugar em que já conhecia tão bem. Frederíca estava ótima, escrevendo, empolgada, feliz novamente e Angra seguia extremamente magoada pelos dias de férias. Mesmo quando Sofía estava prestes a pegar um ônibus para Brasília no final do seu trabalho.


— Você quer que eu vá te ver? Eu posso passar direto para o aeroporto.


Angra estava chorando na saída de uma de suas sessões de terapia. Já estava na oitava.


— Linda, eu acho que enlouqueço se você passar direto.


Sofía achava que enlouqueceria também. Foi para o hotel, ouvindo Only love can hurt like this em um looping infinito. Chegou à noite e desmaiou na cama de cansaço. Os dias tinham sido intensos, e quando amanheceu, sabia que Angra chegaria em breve... Nem fazia ideia.


Mas se arrumou para ela como sempre. Banho longo, seus cremes, o perfume que ela gostava, ficou bonita em um moletom e só esperou por ela. Ela bateu na porta e Sofía seguia não fazendo ideia de como aquele encontro seria. Angra estava com três meses e assim que Sofía abriu a porta...


Foi agarrada em beijos e abraços longos, em apertos intensos, em juras de amor em juros que lhe inebriaram imediatamente...


— Eu te amo, te amo, você entende isso? Eu te amo...


Sofía entendia. E o amor que veio em seguida foi o melhor da vida inteira de Sofía.


Angra havia se superado, Sofía havia se superado, o corpo de Angra estava diferente, o que apenas lhe enlouqueceu mais, lhe deixou mais à flor da pele por ela e o comecinho da noite as encontrou assim, em amor por horas, em conversas por horas, Angra era outra e Sofía tentava juntar os motivos. Ela estava com um confiança diferente, uma pegada diferente, havia sido depois da primeira vez delas duas, depois de Angra provar do oral, a gravidez, o que era? Não fazia a mínima ideia. Só sabia que estava ali, nela, na confiança, na beleza.


— Quais palavras definem você? — Sofía perguntou de repente.

— Como?

— Se fosse se definir em duas palavras, quais seriam?

— Eu acho que... Tem uma palavra que me segue feito um fantasma, desde quando eu era pequena.

— Eu sei qual é: perfeita.

— É. Ela me segue feito um fantasma. Coloca as mãos em mim, na minha garganta, me arrasta de lugares onde quero ficar para lugares onde eu devo ficar.

— Você sabe que é perfeita. A única questão é que é perfeita diferente dessas mulheres a quem você insiste em se espelhar, como a Carolina e a Marcela. Você é diferente delas. É diferente desde sempre, deve saber disso melhor do que eu. Eu tenho outra palavra para você: obstinada — Disse, fazendo Angra abrir um sorriso enorme.

— Obstinei em você até te deixar maluca, não foi?

— E segue obstinando-me — Sofía sorriu também — Não me permite não querer você de forma alguma.

— Eu não consigo. Qual seria a sua palavra?

— Eu acho que... Guerra. Eu me sinto em guerra desde quando era pequena. Tudo sempre foi tão brigado pra mim. Ir pra escola era uma guerra, pagar a casa dos meus pais, outra, depois a faculdade, nem se fala, ganhar a bolsa foi complexo, me manter até o final, outra e tantas outras coisas que me aconteceram... A perda do meu irmão, então, dos meus pais, guerra, guerra, guerra.


Angra a cheirou novamente.


— Eu também tenho uma palavra para você: talentosa. Acho que você não tem noção do quanto é talentosa, eu já li tudo o que você escreveu, cada crônica, cada postagem de viagem e não é seu único talento. Você é ótima administradora, é visionária, inteligente para palavras e para números, apesar de ser terrível em matemática... — Disse, a fazendo rir.

Guerra e talento, gostei, acho que vou tatuar.

— Coqueiro minimalista, nossas palavras, o que acha?

— As suas em alemão.

— As suas em francês. O coqueiro para lembrar Abrolhos. Feito?

— Feito — Sofía riu agarrando a mão dela.

— Será que grávida pode tatuar?

— Não pode. Já pesquisei uma lista de coisas que grávida não pode fazer...


E Angra abriu um sorriso olhando para ela.


— Eu desconfio que amorzinho não deve estar nessa lista aí, não é?


Não, não estava.


Daquela vez, Sofía pôde passar um pouquinho mais. Ficou três dias em Brasília, em encontros furtivos com Angra, que escapava em seu horário de trabalho, mas não houve como conseguir escapar para dormirem juntas e isso fez uma feridinha. As duas ficaram sentidas e a despedida daquela vez, doeu mais do que nunca.


Tanto que Angra chegou no prédio de seu escritório e não se moveu até poder falar com Catarina.

— Vamos descer, você precisa de outra coisa hoje.

— Do quê?

Uma amiga.


Foram tomar um café juntas e Angra simplesmente desabafou naquele final de tarde. Disse tudo o que estava sentindo, contou dos seus medos todos e de todas as suas incertezas.


— Eu quero te mostrar uma coisa — Catarina mexeu no celular, mexeu na galeria da câmera até chegar numa determinada foto — Aqui, é você, pouco antes do seu casamento naquele evento em que conversamos e você me chamou para um café depois, em que você me chamou de amiga e quebrou o nosso clima... — Disse, fazendo Angra rir em meio à sua ansiedade — E têm essas fotos aqui... — Abriu o Instagram, navegou até Angra, achou a foto — Sua lua de mel, certo? E, seu passeio de iate com a Sofía. Você consegue perceber? O quanto está mais bonita, mais confiante, você está brilhando aqui nesta foto, está brilhando aqui na minha frente agora, apesar da aflição, do medo, o efeito dela segue em você. Isso não pode ser só descartado.


E Angra só esperava que Sofía pensasse o mesmo.

Notas Ana Reis:


Olá!


Como estão? Capítulo mais esclarecedor e Angra quase teve seu primeiro momento com Catarina, mas ela foi chamar a moça de amiga, deu no que deu. Ainda bem que ela não foi tão desajeitada quando conheceu nossa Sofía, né hahahaha


Próximo capítulo, Cartagena e eu tenho a impressão que saberemos pq uma tal de coala nasceu colombiana. #ansiosa

Meta da semana? Precisamos de 50 comentários e assim feito, capítulo 21 será liberado na sexta-feira, dia 29/01. ˆˆ

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Beijos! Se cuidem!


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