Angra - Capítulo 6: Alto Paraíso




E a boca de Angra era a coisa mais gostosa que Sofía já havia provado na vida.


Sofía afundou seus dedos por ela e a beijou fervendo demais, sentindo seu corpo inteiro reagindo a ela, a beijou pulsando de vontade, sentindo um calor na pele, uma vibração na mente e Angra só queria beijá-la mais, senti-la mais, o efeito causado, seu corpo acelerando, o coração debatendo dentro da mente enquanto seus dedos percorreram incisivamente as coxas de Sofía, até o limite do seu short curto e Sofía...


Sofía riu.


De repente, ela simplesmente começou a rir do nada.


— Sofía! Que foi? — Angra lhe perguntou com aquele sorriso lindo enquanto virava o rosto dela de lado para beijar seu pescoço, tão suave, tão... Delicada. Como podia ser tão delicada? Sofía a apertou por onde suas mãos a agarraram.

— Você, meu amor. Você me dizendo que... — Mais sorrisos, sentindo aqueles carinhos enquanto suas pernas enroscaram pela cintura dela — A gente só ia se beijar de noite...


Ah, era isso. Angra riu alto demais também, porque tinham conversado sobre como achavam que seria o tal encontro dezenas de vezes em tão poucos dias e Angra achava que... Que as coisas levariam um tempo.


— Eu achei, linda, eu achei de verdade — Mais daquele sorriso lindo, daqueles olhos brilhando e degradando a cor... Lá estava, aquele efeito lindo que Sofía já havia aprendido a adorar — Que a gente ia chegar e relaxar primeiro, conversar, então a noite...

— Você ia se fingir de moça tímida e esperar eu ficar impaciente até te seduzir — Seu coração ainda estava batendo na garganta, tocou aqueles cabelos finos e sentiu a boca dela lhe beijando o colo longamente... Sofía já sabia o que enlouquecia Angra. E aqueles dedos longos lhe pegando no limite do top lhe confirmavam isso.

— Eu achei que... Não teria coragem. De te beijar.


Sofía buscou os olhos dela.


— Você não é covarde, Angra — Sofía não havia engolido o covarde duplo que tinham ouvido, de Frederíca indiretamente, de Guilherme, muito claramente — Entendeu? Nós estamos aqui. Nem eu e nem você somos covardes, não diz mais isso, está bem? Não diz, amor.


Não tinha mesmo cabimento dizer. Beijou Sofía novamente, deslizando a mão pelo rosto dela, alcançando sua nuca enquanto delicadamente, virou seu corpo para sobre o dela... Afundando contra ela, mordendo os lábios de vontade, estremecendo e sincronizado ao estremecer daquele corpo delicado sob o seu... Sofía agarrou os punhos dela, a grudando contra o seu corpo, sentindo um incêndio alastrando dentro de si enquanto Angra...


Angra havia simplesmente, entrado em erupção.


Esquentaram mais ainda e muito rapidamente, estava chovendo lá fora, estava frio, as duas sabiam, mas não fazia nenhum sentido dado o calor que estava dentro daquele quarto. Angra a apertou pela cintura, a puxando contra o seu corpo, o beijo ansioso e, o gosto da boca dela, os lábios se pegando, a língua de uma encontrando a da outra, as mãos de Angra pelo corpo inteiro de Sofía e então, um sussurro delicado, suave, que fez Sofía se arrepiar inteira:


— Tira pra mim... — Era a camiseta dela e o coração de Sofía deu um salto no peito.


Mordeu a boca, tirava o que ela quisesse.


Tirou a camiseta do corpo dela, os cabelos claros passando pela gola, aquele corpaço se mostrando, o sutiã rendado, preto, a respiração trepidando pelo abdômen de Angra, e aquela pele quente contra a de Sofía, aquela boca voltando para a sua enquanto Sofía rolou para cima dela, sentando-se sobre a parte baixa daquele abdômen e os olhares minimalistas, em cada pequeno detalhe, os cílios claros de Angra, a boca vermelha de Sofía, seus cabelos castanhos caindo sobre ela... Angra abriu um sorriso, com olhos absolutamente encantados.


— Eu não acredito que...

— O que, meu amor?

Você está aqui... — Disse, firmando as mãos delicadamente pela cintura de Sofía enquanto sentou-se com ela em seu colo, buscando lhe beijar outra vez. Beijou, sorrindo, encantadaLinda, eu quero...

— Aconteceu uma coisa, bebê, quando cheguei aqui, eu preciso... — Sorriso, outro beijo, ela não parava de lhe puxar, de lhe cheirar, lhe beijar — Eu preciso ir ao banheiro rapidinho. Você sabe o quê...?


Ela sorriu.


— Sério?

— Convidada inesperada.

— Não tem problema.

— Ah, não tem?

— Nenhum. Vai lá e volta pra mim.


Sofía a beijou novamente sorrindo e foi até o banheiro, respirou fundo, cuidou do que precisava, mordeu a boca pensando por um segundo. Tinham se beijado em dois minutos e não tinha certeza se não iriam...


Voltou para o quarto. Teve certeza.


Angra lhe enlaçou com o pé e lhe puxou para perto da cama novamente, lhe trazendo para junto, a beijando outra vez e quando Sofía deu por si, já estava subindo na cama por ela, já estava arrancando o jeans por aquelas pernas firmes, já estava sentindo as mãos dela abrindo seu short, deslizando a peça pelo seu corpo e quando Angra lhe pressionou com aquele corpaço inteiro, Sofía já estava tremendo de vontade.


Ela sabia que iriam fazer amor.


E já era amor. Não era sexo, não era só atração, já era apego, já era desejo irresistível, era pele pedindo por pele, a vontade arrepiando, Sofía sentiu o braço dela arrepiando, sentiu sua própria nuca arrepiando, a boca de Angra pelo seu corpo, os seus lábios por Angra inteira, aquele corpo que tanto queria, que estava lhe acelerando desde Abrolhos, lhe deixando louca de vontade, lhe fazendo pulsar, e as mãos de Angra... Ah, não, Angra precisava tocar, precisava estar por aquele corpo inteiro, pegando, tocando, explorando, as curvas de um corpo feminino, a suavidade daquela pele lhe deixando louca, aqueles seios fartos, as coxas torneadas, cada detalhezinho de Sofía que já adorava, que excitava tanto, aquela coisa linda inteira que ela era, e que não permitia que Angra dormisse a noite porque não conseguia parar de pensar em como seria... Tocá-la. Colocar Sofía na sua boca. E agora não havia o que não estivesse sendo tocado, experimentado, sentido, colocado na boca. Estava sobre ela, a beijando, a tocando, descendo a boca por aquela pele quente, cheirosa, outros suspiros conjuntos, os dedos de Sofía subindo pela cervical de Angra até que naturalmente, acabaram pousando sobre o abotoador do seu sutiã...


Colocou os dedos e então, se deteve.


— Eu posso...?


Angra a olhou bem nos olhos. Sorriu, sua coisa linda lhe pedindo permissão.


— Tira, meu amor.


Abriu com dois movimentos de uma única mão.


Tirou o sutiã de Angra e sua boca deslizou pelos seios dela imediatamente, lindos, generosos, os colocou em sua boca e a sentiu reagir, gemer no toque da sua língua e tocá-la assim... Fez as duas se arrepiarem outra vez. Arrepiarem, trepidarem o corpo, a cintura de Angra subindo contra a sua, espasmando, tremulando e tudo em Angra era delicado e cuidadoso, das reações ao jeito que se movia, que pegava Sofía, que reagia ao seu toque, estremecendo de vontade, sabia que Angra estava estremecendo de desejo, mas a delicadeza vinha sempre primeiro.


Angra deitou Sofía para sob o seu corpo, sentindo seus seios nus contra o corpo dela, extremamente dócil, apesar da ardência, Angra estava excitada, quente e Sofía... Respirou fundo, se sentindo pulsando demais com o corpo dela lhe pressionando entre as coxas, com aquela boca pelo seu pescoço, pela sua orelha, a língua lhe capturando pela pele e as mãos incisivas pelos seus seios, pegando em vício onde estavam resvalando antes mesmo de se beijarem...


— Eu estou obcecada, eu preciso... — Angra lhe olhou nos olhos e o coração de Sofía disparou no peito, tão forte que não teve certeza se não foi parar na mão dela.


Achava que tinha ido.


Angra segurou seu coração na mão e suave como todo o resto, deslizou o top branco de Sofía pelos braços dela, retirando do seu corpo, top arremessado pelo quarto e, os lábios dela descendo pelo seu colo imediatamente... Sofía respirou fundo, agarrando a nuca dela, por baixo dos seus cabelos, excitada demais, vibrando por dentro, sua pele estava vibrando, seu tesão vibrando, excitada fervendo e quando Angra lhe colocou na boca...


Angra afundou os dedos pela sua cintura, e abocanhou seu seio, fazendo Sofía se arrepiar inteira desta vez, o toque daquela língua, tão delicado e firme ao mesmo tempo, a boca dela tão quente, tão gostosa, tão... Cheia de fome. Sofía estremeceu com aquele toque, com aquele fogo todo, não sabia explicar o que Angra estava fazendo ali, só sabia que estava chupando sua libido, comendo seu tesão e Sofía não via a hora de ser... Ela lhe olhou nos olhos. Com seu seio na boca, tocando, chupando tão devagar, fazendo o corpo de Sofía eletrificar de um jeito... A apertou, seguindo a pulsação entre as suas coxas, havia um apego, uma energia passando de um corpo a outro, uma ansiedade, as duas quente demais, ambas sabiam, as duas queriam, olho no olho e Sofía podia jurar que aqueles olhos tinham mudado de cor, e Angra permitiu. Sem precisar de uma palavra.


Sofía apertou as coxas em volta da cintura dela e a alcançou, a tocando por cima da calcinha, a sentindo, a estimulando, a percebendo, ela estava extremamente molhada e Sofía sabia que também estava, mas tinha a situação inesperada, não sabia bem o que deviam ou o que iriam fazer. Porém havia algo, uma necessidade pedindo, pegando, estavam tão uma na outra, fervendo tanto, as bocas se buscando, os beijos não parando, as mãos também não. Sofía abriu os olhos e olhou em volta, Angra havia mexido no quarto enquanto tinha ido ao banheiro ficar livre para ela, as janelas fechadas até metade, o quarto mais escuro, os abajures acesos em meia-luz, Angra.


Linda, sedutora, quente demais.


Sofía deslizou os dedos para dentro da calcinha dela, a alcançando assim agora, sentindo o quanto ela estava pulsando, o quanto estava mesmo molhada e algo estremeceu Sofía, uma eletricidade por dentro a faz tremular, reagindo da mesma forma que Angra reagiu ao toque dos seus dedos, não fazia ideia se ela tinha notado, mas seu coração disparou quando aprofundou o toque, enquanto a sentia um pouco mais, pulsando tanto, molhada demais e Angra...


Angra a agarrou pela nuca e a pegou em outro beijo, sentindo seu coração acelerando no peito, a respiração entrecortada, os dedos dela lhe tocando, lhe estimulando e seu ponto de prazer tão, mas tão disparado. Outro beijo, tomando Sofía enquanto ela lhe estimulava, lhe tocava mais, aquela boca macia, gostosa um absurdo, os dedos dela lhe pegando, disparando seu tesão e suas pulsações mais íntimas. Angra se sentia molhada como nunca havia estado antes e, olhos nos olhos, os olhos de Angra estavam mel-ardendo, melados-mordendo, ela queria, Sofía também e uma permissão mútua escapou pelos lábios das duas.


— Angra… — Saiu gemido, Sofía sabia, gemeu o nome dela enquanto deslizava a boca pelo corpo de Angra, entre os seios, pelo abdômen e então, a mão dela lhe alcançando o rosto, os olhos, a sua mente.

Você fica linda me olhando assim — Esta parte, Sofía guardaria.


Sofía beijou a mão dela que lhe tocava o rosto e bem devagar, descolou a calcinha do sexo dela, mordendo a boca inevitavelmente, sentindo seu tesão apertando tanto ao deslizar aquela calcinha preta e justa por aquelas pernas, mais olho seu no dela e, seus dedos a encontraram novamente.


Angra se agarrou na cama porque Sofía deslizou os dedos pelo seu sexo outra vez, agora plenamente, deslizou os dedos pelo seu sexo úmido e lhe penetrou, gostoso assim, fazendo seu corpo espasmar, sentir quente demais, o toque tão delicado, cabendo tão perfeitamente, como podia? Podia, a boca de Sofía em seu pescoço, mordiscando sua pele, os seios nus contra o seu corpo, os gemidos escapando pela sua boca, fazendo o corpo reagir, ela tremulava cada vez que Angra gemia, cada vez que sua intimidade se agarrava contra os dedos dela, se empurrava contra aquele toque, olhos nos olhos, as respirações aceleradas, descompassadas, a vontade descontrolada, os dedos de Sofía afundando, tocando, instigando por dentro dela e Angra se agarrando no pulso dela porque algo partiu na sua mente, em milhares de pedaços, na mente de Angra, na mente de Sofía, podiam chamar de energia, podiam chamar de emoção, a única coisa que Sofía tinha certeza em absoluto, é que quando o algo partiu, dentro de Angra e olhando em seus olhos, soube que seja lá o que fosse, não teria volta.


Não havia volta para nenhuma das duas.


Sofía não fazia ideia se tinha a feito gozar e era apenas disso que não fazia ideia, uma vez que o prazer havia sido inegável. Gozar é uma reação física de fim, sentir prazer é uma reação física inesgotável, estavam loucas de prazer, loucas uma pela outra, aquela atmosfera, o tesão que não passava e, Angra puxando a boca de Sofía para a sua boca, a beijando enquanto a eletricidade ainda corria pelo seu corpo, fazendo seu abdômen comprimir, seus músculos reagirem, ficaram de joelhos na cama naquele beijo, os dedos agarrando, pegando, precisando e Sofía jamais faria a mínima ideia, mas quando se deu conta, os dedos de Angra estavam dentro de si.


Aqueles dedos longos, suaves e firmes, lhe tocando, lhe explorando, lhe percebendo, sem se importar com coisa alguma além do tesão intenso, além da vontade queimando, o desejo exigindo. Angra lhe olhou direto nos olhos e o tesão dela mordeu Sofía, lhe tirando um pedaço, lhe pegando demais. E então, Angra lhe deitando na cama novamente, descendo a boca junto com o movimento de deitar de Sofía, olhos nos olhos, um beijo no canto da cintura, aprofundando a boca na pele e, aqueles olhos de mel dentro da sua alma.


E tão suave quanto deveria aguardar, Angra lhe virou na cama.


Pressionando Sofía com o seu corpo, afundando seus dedos por ela, a parte baixa de sua cintura grudada contra os quadris de Sofía, os dedos achando o caminho, se ajustando e foi como se Angra tivesse ouvido um clique: sabia que tinha encaixado, sabia que se não estava a tocando certinho, ao menos estava a tocando gostoso suficiente e aquela sensação... Angra mordeu a boca, se arrepiando de tesão, grudando Sofía contra o seu corpo, a penetrando, profundo e delicadamente, firme e suave, o braço cruzado pelo corpo de Sofía, a mantendo muito grudada em si, o coração das duas disparado, os dedos de Sofía agarrando contra o lençol, a intimidade ultrapassada, mais do que testada, a ansiedade, ah, sim, aquela ansiedade, aquele desejo sem freio derreteu completamente contra os dedos de Angra.

Haviam feito amor, era isso? Haviam feito. E no mesmo momento, Sofía soube que haviam acabado de irromper em algo lindo, delicado, único. Algo que nunca, NUNCA, havia sentido antes...


Angra a puxou e a abraçou muito forte, a apertando, a cheirando, a sentindo, estavam sorrindo, haviam se comportado mal na cama, os lençóis contariam, mas nenhuma das duas conseguia parar de sorrir. Algo havia acontecido com o tempo, Sofía sabia que Angra havia chegado perto das três, mas de repente, já passava das seis e o cerrado anoitecia do lado de fora, deixando a luz daquele quarto mais bonita ainda.


— Você tentou me beijar na porta... — Angra lhe disse, muito cheia de si e Sofía de fato, não conseguiu negar.

— Olha, talvez tenha tentado...


Mais risos, mais cheiros, concordando juntas que talvez, Sofía tenha tentado beijá-la na porta mesmo, concordando também que no caminho até lá, Angra tinha pedido para tomar um banho antes de qualquer coisa e, havia pedido para Sofía olhar o cardápio do hotel, uma vez que nenhuma delas havia almoçado e então, três horas tinham desaparecido dentro do tempo regular do planeta Terra. Estavam em outra órbita, na órbita Angra e Sofía, naquele lugarzinho no mundo em que aquele romance arrumou uma maneira de acontecer.


Houve um silêncio depois disso. E silêncio requer uma enorme intimidade para acontecer sem causar desconfortos e Sofía se perguntava que outra intimidade mais iriam ultrapassar só naquela tarde. Se mantiveram quietas um tempo, os braços de Angra cobrindo Sofía num abraço infinito, um sorriso e outro que escapava uma da outra enquanto assistiam o sol terminando de se pôr pelas frestas das janelas. O prazer ainda correndo pelo corpo, a adrenalina por tudo o que tinham acabado de fazer e pelo que tinham feito antes. A coragem. A decisão. A certeza de que precisavam estar juntas outra vez. Angra lhe apertou nos braços, bem gostoso, lhe cheirando os cabelos, beijando seu ombro, o sol havia terminado de cair.


— Será que posso ir para o banho agora, linda? — Ela lhe perguntou, lhe apertando um pouquinho mais, cheirando outra vez porque não cansava — Temos coisas para pegar no carro, bebê.


Sofía não acreditava nela ainda. Ainda não tinha certeza de que Angra existia, linda, nua, lhe enchendo de carinhos depois do amor. Ela podia ir para o banho, é claro que podia, principalmente porque pelo caminho, ela puxou Sofía da cama e lhe levou junto para o chuveiro.


Angra lhe prendeu nos braços num abraço carinhoso pelas costas e lhe levou para o chuveiro. Haviam feito mesmo muita bagunça na cama, “depois”, Angra lhe pediu, lhe beijando o pescoço, sentindo seu corpo esquentar outra vez pelo simples contato contra o corpo dela, “depois resolvemos a bagunça”, ela disse, lhe beijando, lhe virando de frente agora, tateando para ligar o chuveiro, gentilmente regulando a temperatura da água.


— Me espera, linda — Ela saiu para pegar alguma coisa e Sofía se entregou a água.


Entrou sob o chuveiro, fechando os olhos, sentindo a água pela sua pele, seu corpo estava vibrando, sua mente estava vibrando, coisas desconexas sobre Angra voltando para a sua cabeça aleatoriamente. Muito desconexas, desde a troca absurda de confiança, confiança pessoal, confiança financeira, um valor enviado para sua conta em virtude da viagem, sem Angra sequer pensar duas vezes, resposta dela? “Este valor não vai significar nada diante do meu coração quebrado, linda”, caso Sofía não fosse, caso não aparecesse, desistisse. Como poderia não ir? Como poderia desistir daquela sensação de… Respirou fundo, Angra havia entrado em seu banho.


Nua, na luz e Sofía se deu conta de que era a primeira vez que estava olhando plenamente para o corpo dela. Não, é claro que não deu tempo de olhar em detalhes antes, as pernas longas, os seios lindos demais, as coxas firmes, um abdômen que lhe fez querer ajoelhar imediatamente… Tão natural, tão feminino e, Angra chegando pertinho e lhe beijando novamente, as mãos ainda ávidas, o desejo excitando a pele, exigindo existir, a intimidade de Sofía reagindo a Angra numa sinapse natural e a água quente do chuveiro ficou pra trás diante da atmosfera daquelas duas. Angra a segurou firme contra o seu corpo, pegando Sofía pela cintura, a colando contra a parede, a pressionando com sua imposição física gostosa e Sofía suspirou no ouvido dela, ficando na ponta dos pés, sentindo aqueles dedos longos lhe alcançando a intimidade mais uma vez...


Mordeu a boca sorrindo. Aquele tesão quente de Angra era simplesmente uma delícia de ser sentido.


Aquela pegada firme pelo seu corpo, os dedos lhe tateando, descobrindo, a boca explorando a pele, provando cada centímetro, aqueles olhos lindos captando cada pedacinho de Sofía, cada detalhe, o que tal toque causava nela, o que acontecia se fizesse assim, ou de outro jeito, a mão pelos seios de Sofía, uma verdadeira obsessão, elas tinham q de obsessão uma com a outra, um q de quem não solta, que não consegue parar, frear coisa alguma. Angra lhe estimulando com as pontas dos dedos, sussurrando qualquer coisa, brincando pelo corpo de Sofía e quando a virou de costas para si e cravou a boca pela nuca dela sem parar de estimulá-la, Sofía se deu conta de algo interessante: já estava gozando, enquanto Angra estava apenas brincando pelo seu corpo. Lhe assustou o poder, lhe derreteu o poder, excitou mais do que qualquer coisa.


Sofía gozou contra os dedos dela, gozou firme, gostoso demais, sentindo seu coração disparando e seu tesão... O tesão de Angra estava lhe deixando louca. A agarrou, com a respiração completamente descompassada.


— Eu preciso te contar um negócio... — Disse Sofía, comendo a boca dela em beijos, se esfregando pelo corpo dela inteiro.

— O que precisa contar? — Angra não parava de sorrir e nem de achar uma delícia ela lhe agarrando assim, se esfregando pelo seu corpo daquela forma, não conseguia parar de ficar molhada, era impossível, Sofía era uma delícia.

— Você realmente, REALMENTE, gosta de mulher...


Angra gargalhou gostoso demais! Não era como se não soubesse agora. Ainda mais com Sofía lhe mordendo a boca da forma que estava mordendo, ainda mais com ela lhe colocando contra a parede, lhe pegando gostoso, tão firme, tão sedutora, como podia? Ser tão sexy, tão gostosa? Aquelas mãos ansiosas, lhe apertando em todos os lugares certos, como se tivessem um mapa, como se conhecessem Angra completamente, as respirações se entrecortando, os dedos pegando demais, olhos nos olhos, e Sofía se ajoelhando diante de si, mordendo a boca de vontade, fazendo o coração de Angra disparar completamente. Tinha algo que Sofia ainda não havia feito e que diante de toda aquela beleza nua na sua frente, precisava fazer, estava lhe fazendo de refém.


— Sofía...


Sofía escorregou as mãos pela cintura de Angra e a colocou na boca, intimamente na boca, mas não conseguiu alcançá-la da forma que queria. Angra era mais alta, era diferente, não lembraria das reações dela, tudo ainda estava confuso, ainda estava quente demais, o tesão que não reduzia, a vontade que não acalmava, Sofía a tocando, a pegando para si, Angra estava absolutamente molhada, estava excitada demais, novamente, Sofía não podia dizer se Angra tinha gozado ou não, mas Sofía gozou. Em outra posição, de costas para ela, numa posição gostosa demais, depois de ela lhe sussurrar no ouvido que ainda não tinha certeza do que estava fazendo, se estava a tocando corretamente, se achara mesmo o caminho e Sofía a lembrou que era primeira dela, lembrou de que era dela e gozou de uma maneira tão intensa que precisou dos braços de Angra logo em seguida para lhe manter.


O coração de Sofía estava disparado, seu corpo todo estremecido, Angra lhe abraçando, lhe apertando, lhe beijando novamente, sentindo Sofía, sabendo que ela tinha ficado emocional.


— Ei, meu amor...

— Me aperta, Angra, me aperta...


Apertava, a cheirava, ficava com ela toda agarrada em si até Sofía se acalmar. E a calma veio, com os braços de Angra ao seu redor, com a boca dela na sua pele, a calma prometida vindo de um lugar que inexplicavelmente, lhe fazia sentir tão segura. Sim, já era ela, Angra tomando forma de abrigo, de porto, tão subitamente quanto naqueles dias em Abrolhos, ela havia tomado forma de sua namorada. Sofía morria de medo desta palavra na situação em que haviam se envolvido e devia ser por isso que estava toda acelerada. Estava trêmula inteira, precisava respirar, retomar a própria mente e Angra precisava...


Sofía abriu um sorriso. Porque desde antes de chegar, aquela mulher que adorava, disse que precisava de um banho, que só estava conseguindo três horas depois, outro sorriso porque desde quando entrou no carro para lhe encontrar, disse que precisava almoçar e agora já tinha anoitecido. Já estava fora do box, mas voltou para beijá-la novamente. Estava acontecendo, Angra estava ali, elas estavam juntas, tinham feito amor.


— O que, minha linda? — Angra perguntou vendo aqueles olhos castanhos perdidos no seu sorriso. Quem perdia os olhos pelo seu sorriso? Sofía Gonzalez, era por este tipo de coisa que estava tão, tão louca por ela.

— Termina seu banho, vai. Eu quero ficar com você.


Outro sorriso de Angra, outro beijo. Era a coisa mais doce de sua vida, já podia dizer que era.


Sofía a deixou no banho e foi se vestir, tentando arrumar rapidinho a bagunça toda que haviam feito. Arrumou, conseguiu resolver a situação e abriu um sorriso pensando mais uma vez no nível de intimidade compartilhada em três horas de tempo. O que havia acontecido? Ainda não fazia ideia direito, só sabia que elas haviam acontecido e ainda estava na sua pele, pulsando tanto que seus pensamentos estavam confusos. Finalmente, pegou o cardápio do hotel. Mas Angra saiu do banho de toalha.


Sofía mordeu a boca, enquanto Angra vestia outra calcinha preta, superjusta, os cabelos molhados, aquele corpo que lhe deixava louca, toda delicada, gostosa, cheirosa demais e...


Como é que Sofía ainda não tinha a feito gozar na sua boca devidamente?


Largou o cardápio e puxou Angra pra cama, a agarrando pelos braços, pelo pescoço dela, a atacando com a sua boca, pedindo por ela, a querendo mais, a trazendo pra cama e, a puxando para sobre o seu corpo, para entre as suas pernas, sentindo o tesão pulsando outra vez, sabendo que já estava molhada, que tinha sido imediato e que não estava sendo acometida sozinha. Em segundos, Angra tirou tudo o que Sofía havia vestido e a boca dela já estava pelos seus seios, lhe tocando com a língua, fazendo aquela mágica no seu tesão, lhe endurecendo imediatamente, lhe fazendo gemer em seu ouvido, a agarrar mais forte, aquelas mãos firmes pelo seu corpo, os dedos cravando pela sua pele quente, a pressão da boca dela contra a sua, Angra beijava gostoso, pegava gostoso e iria gozar gostoso na boca de Sofía.


Sofía virou-se para cima dela, a puxando para a ponta da cama, com uma força gostosa e inesperada, o olhar reto no olho uma da outra e Angra hiperventilando naquele olhar, perdendo a respiração ao assistir Sofía descendo da cama, ajoelhando, tirando sua calcinha sedutoramente pelas suas pernas, sem perder o contato visual. Sofía manteve o olhar e os olhos de Angra estavam fervendo, mel em degradê, esquentando para o esverdeado. Sofía pediu permissão, sem dizer uma palavra, a resposta veio em gemido quando os dedos voltaram a tatear Angra intimamente, a explorando, a descobrindo devagar, seus olhos nela, no quanto ela ficava linda daquele ângulo, no quanto ela ficava deliciosa excitada do jeito que estava…


Sofía lhe beijou a parte baixa da cintura e deslizou um dedo para dentro dela, a sentindo quente, absurdamente molhada, vibrando intensa por dentro, Sofía olhou para ela, e então olhou para a intimidade dela, quente, gostosa, buscando seu ponto de prazer que se apresentou fácil, pulsante demais. Deslizou os dedos a explorando e ouviu os gemidos oscilando, as coxas dela reagindo, dois dedos, sob o ponto de prazer e Angra tremulando contra a cama, os olhos a buscando mais, precisando vê-la, ela, o desejo, a vontade, sim, Sofía viu tudo isso e finalmente, a alcançou com a língua da maneira que desejava...


A olhou nos olhos e densamente, subiu a língua por aquele sexo pulsante, quente demais, sem retirar o dedo de dentro dela, a alcançando intensamente e Angra estremeceu contra a boca dela, contra o toque dela, seu tesão fervendo, enlouquecendo, lhe tirando de si aquele toque certo, reto e...


Agarrou-se na nuca de Sofía, sentindo aquela língua lhe pegando exatamente em seu ponto de prazer, lhe tocando, lhe lambendo, chupando gostoso demais e Angra se agarrou pela cama, seu corpo reagindo firme, forte, intensamente, sua intimidade se esfregando pela boca de Sofía e querendo mais, pedindo por mais ao mesmo que se moveu para um quase escape pelo choque de intensidade que Sofía neutralizou num único movimento. Ela facilmente lhe segurou pelas coxas, lhe mantendo exatamente onde queria, do jeito que queria, aquele domínio intenso, aquele poder nela, os olhos dentro dos olhos de Angra e uma química tomando o seu corpo de uma forma que não lembrava de ter sentido antes.


A respiração acelerando, os olhos fechando, a mão de Sofía lhe alcançando o seio, rígido, endurecido, excitado demais, aqueles olhos queimando em si e Angra começando a molhar mais, a descontrolar aquele tesão, a boca de Sofía quente, o movimento da língua dela, indo, voltando, tocando, achando, é claro que Sofía achou, é claro que estava a sentindo, o gosto de Angra começou a mudar, ela estava derretendo e Sofía também estava.


Sofía percebeu que estava gozando a fazendo gozar, sem sequer precisar se tocar, Angra estremecendo mais forte ainda, gemendo mais alto, as coxas de Sofia se apertando, as dela também tentando, mas não, Sofía não queria assim, a queria completamente sua, queria Angra quente do jeito que estava, pulsando contra a sua língua, seu dedo a explorando, chamando o prazer com um gesto enquanto sua boca prendeu o ponto de prazer dela contra os seus lábios e Angra vibrou contra a boca dela, se agarrando mais forte, pelos lençóis, por Sofía, ela lhe segurou outra vez, a mantendo onde precisava, abrindo suas coxas, lhe chupando, afundando contra ela e de todas as fantasias que Angra já havia tido na vida, gozar na boca de uma mulher sequer se aproximava de qualquer coisa que ela já havia imaginado, menos ainda, sentido.


Angra gozou forte demais, gozou se agarrando por Sofía, sentindo seu corpo inteiro vibrando, suas pernas tremulando, seu prazer flutuando em ondas firmes e crescentes, uma mais forte do que a outra, até seus músculos todos se retesarem e simplesmente não conseguir se mover mais. Se rendeu, a deixando afundar e afundar, a deixando lhe fazer gozar para além do que Angra julgava suportar, que era possível e a última pancada que sentiu...


Notou o quanto estava gemendo alto. E notou o quanto Sofía tinha lhe mordido fundo demais...

Gargalhou. Tinha certeza de que tinha gargalhado muito alto.


Linda, o que você fez?! Caramba, Sofía, meu amor... O que você fez? Como que...?


Ela tinha acabado de lhe dar o melhor orgasmo da sua vida. E nem parecia que tinha se esforçado com aquele sorriso lindo no rosto. Angra a puxou para si, a puxou para sua boca, a beijando forte, beijando trêmulo, a agarrando, a enroscando contra o seu corpo, a pele ainda vibrando, o corpo sensível demais, estremecido, uma coisa densa, um apego, os olhos se encontrando e...


Sofía estava se sentindo poderosa. E esperava que Angra soubesse disso.


“Ficamos pela cama, muito agarradas uma na outra, ela me aperta, me beija, estou trêmula, ela também, há um apego, batimentos acelerados, uma vontade de entrar na pele uma da outra, não há como explicar de outra maneira. Fizemos amor. Nada de apenas sexo, apenas atração, fizemos amor e a minha mente busca referências anteriores por conta própria, tenta encontrar um parâmetro, algo que possa ter gosto parecido, não há, ela me beija, me olha nos olhos, coloca a minha pele na boca dela, me aperta, sente o meu coração. Nunca foi igual, sequer parecido, meu coração se agarra nela de maneira irremediável...”.


Linda, a gente tem que descer, a gente tem que almoçar… — Angra lhe disse sorrindo, cheirando Sofía, a pegando inteira, tão gostosa, tão doce e com um sorriso constante que simplesmente não abandonava aquele rosto — Fica aqui deitadinha, faz o nosso pedido, eu vou buscar as coisas no carro…

— De jeito nenhum — Sofía a puxou de volta e a beijou, sabendo que não conseguia ficar longe dela nem um pouquinho, estava decretado.


Levantaram juntinhas, se vestiram, decidiram o que iriam almoçar no jantar. Sofía se olhou no espelho e sentiu que estava diferente, e sabia bem que não era fisicamente diferente, era mentalmente diferente. Se olhou e subitamente se sentiu mais bonita, mais sexy do que nunca, era efeito daquela mulher incrível ao seu lado, com aquele sorriso perfeito que fazia seu coração acelerar. Não era apenas Angra, era o quanto ela lhe fazia bem. Havia sido assim naqueles dias em Abrolhos e agora, depois daquela tarde de amor, o efeito parecia potencializado.


Desceram juntas, sorrisos mordendo a boca das duas o tempo inteiro, Sofía sentindo uma marquinha ardendo em seu ombro, uma mordidinha gostosa, delicada, foram até o carro, aquele Novo Fusca branco conversível no qual Angra lhe prometeu um passeio no dia seguinte, pegaram as coisas que precisavam e o caminho até o quarto foi feito todo agarrado. Angra tinha trazido queijos e doces, Sofía trazido aquele vinho chileno que já podiam considerar como delas. O jantar não demorou a chegar, improvisaram uma mesa de jantar, uma poltrona como segunda cadeira, e o assunto estava longo, estava cheio, elas sempre tinham o que conversar, sempre tinham o que se contar e aquela sensação em particular, levou as duas diretamente para o clima a bordo, aquele apego todo que tinha surgido em Abrolhos.


— Você já acredita? — Angra lhe perguntou com aquele sorriso lindo no rosto enquanto habilidosamente, abria uma garrafa de vinho.

— Que a gente está aqui e fez tudo isso? Eu acho que ainda não — Sofía chegou juntinho dela, por trás, lhe mordiscando o ombro e Angra...


Abriu um sorriso. Era Angra que não acreditava. Que finalmente estava com uma garota e que não era qualquer garota, era Sofía, que tinha lhe roubado a atenção imediatamente numa fila de check-in, Sofía que tinha escrito os bilhetes que lhe deram significância no seu momento mais complicado até então. Era Sofía e Angra tinha absoluta certeza de que estava apaixonada, uma paixão que tinha acontecido inclusive, antes daqueles dias a bordo, que talvez tenha acenado no seu coração desde a fila de check-in e apenas se concretizado quando por qualquer motivo na vida, ainda bem, Sofía tinha decidido lhe abordar na piscina. Não acreditava que ela realmente tinha vindo. Não acreditava que elas tinham acabado de fazer amor. Abriu o vinho, serviu as duas taças e, puxou Sofía para o seu colo.


Linda...


Angra a colocou no colo e a beijou longamente, a apertando nos braços, cheirando Sofía novamente porque o quanto aquela garota era cheirosa, não dava para ser descrito.


— Janta aqui, agarrada em mim. Vou colocar uma playlist pra gente.


Sofía se derreteu um pouquinho mais. A beijou novamente enquanto Angra colocava a tal playlist que tinha feito apenas para elas duas.


O quarto seguia em meia-luz, somente as luminárias acesas, as luminárias e os olhos de Angra, é claro, agora com uma nova cor, estavam esverdeados, quentes sim, sempre, os pratos pedidos vieram lindos, agradáveis demais e Sofía lembrou da garota que veio entregar o jantar, com um pedido especial para que duas taças para vinho fossem trazidas também. O olhar alongou automaticamente para dentro do quarto e agora assim, no colo de Angra e agarrada no pescoço dela, Sofía percebia o que a garota havia visto.


Cama desarrumada, luminárias ligadas, vinho a esperar e agora, as taças cheias, agora elas duas tão agarradas uma na outra, com as músicas que já eram delas tocando e, Angra delicadamente cortando a comida para Sofía, com tanto carinho, tanto apego. Sofía se agarrou nela ainda mais, um pouco mais, aquela pele cheirosa, os cabelos lavados e Angra se enrodilhando inteira, dando um jeito de caber pelo pescoço de Sofía, pedindo mais carinho sempre. Sofía suspirou, abriu um sorriso, sabendo que ela estava sorrindo também.


Sorrir naquele momento, era estado de espírito irrevogável.


— Angra, olha para este quarto! Este quarto parece um romance...


Ela riu gostoso demais, olhando pra Sofía.


— Parece romance, não parece? O nosso romance, linda, meu e seu, tem que ser assim — Então, olhou bem nos olhos dela, o mel estava derretidinho, todo esverdeado, mas Angra perdeu o sorriso por um instante — Sofía, é um romance. Não diz que só parece...

— Angra, é que...

— A situação, eu sei. Mas nós vamos resolver esta situação toda e sabe por quê? Porque um romance de verdade atravessou a minha lua de mel. Porque se apaixonar deve ser muito mais parecido com o que aconteceu a nós duas em Abrolhos, do que o meu casamento ou o seu. Isso aconteceu, está bem? Nós duas estamos acontecendo agora e eu não posso admitir que... Que você não queira. Chamar de romance. É um romance, linda. E eu nunca senti nada sequer parecido.


Sofía a olhava nos olhos. E a beijou novamente, toda enroscada no pescoço dela, sentindo aquela mão delicada lhe tocando a coxa, lhe puxando contra o seu corpo, lhe pegando para perto demais. E não era apenas físico, era mental, era sentimental.


— Diz, está bem? É um romance.


Sofía abriu um sorriso lindo, seus olhos brilhando, sabia que estavam brilhando.


— É um romance sim.


Era quase dez da noite e elas estavam almoçando, o tempo invertido, bagunçado, mas não era como se não fosse algo que Angra e Sofía não fizessem com naturalidade, desde Abrolhos. Invertiam tudo, a ordem natural das coisas, os fatos de se esperar de cada evento, desde quando lá naquele hotel, Angra roubou os olhos de Sofía de maneira significativa, desde quando Sofía, através daqueles bilhetes, puxou a mente de Angra para a sua, inconscientemente. Invertiam as coisas quando Sofía não conseguia parar de pensar, na mulher que não deveria antes de dormir, era de quando Angra as imaginava juntas ainda quando estavam se falando por frasi a metà, por frases pela metade ou in mezzo a una frasi, em meio a uma frase, porque Sofía desistia, abandonava a ideia de se aprofundarem uma na outra, quando na verdade, já estavam profundas e mais do que envolvidas.


Em todos os relacionamentos pelos quais Sofía já havia passado, nunca ninguém havia brigado tanto para que baixasse a guarda quanto aquela mulher, que depois do jantar, lhe levou de volta para a cama, lhe trazendo a água que precisava, sua taça, seu chocolate preferido, harmonizando perfeitamente com o vinho e Sofía precisava dela pertinho. Trocou de roupa outra vez, short seu, suéter dela, com o cheiro dela, Angra vestiu uma camiseta sua e desta forma, ela voltou para a cama e Sofía voltou para o colo dela.


Sentou-se de frente para ela, sentindo os braços dela lhe apertando muito gostoso, Angra afundando o rosto contra o colo de Sofía, buscando seus seios, seu cheiro, e então, Sofía levantou os olhos e se viu com Angra através do espelho no alto da cabeceira da cama e não dava mesmo para acreditar. Estavam juntas, estava com Angra outra vez, com a sua Angra e elas combinavam um absurdo juntas.


Mais vinho, chocolate e amor.


— É um romance — Ela sussurrou mais uma vez, fazendo Sofía sorrir.

— É um romance, meu amor — Disse, vendo o vinho, os chocolates, ouvindo o silêncio do cerrado, sentindo o cheiro daquela menina, aquela suavidade por ela inteira.

— E você vai dormir agarrada em mim.


Era tudo o que Sofía sonhava, há mais de cinco meses.


Deitou-se nos braços dela, a agarrando, a cheirando, a provando outra vez. Os corpos se encaixando perfeitamente e tal como aquele dia em que acabaram dormindo juntas numa rede de iate, Sofía achou seu lugar pelo peito dela, tão quentinhas sob os lençóis, tão agarradas nos braços uma da outra, tão confortáveis, tão... Entregues. Pertencentes. E sentindo o cheiro dela, tendo a pele dela lhe aquecendo assim, finalmente, depois de semanas, Sofía conseguiu dormir outra vez.


Notas da Autora:


Olá, menin@s! ˆˆ


Como estão? No capítulo de hoje, fomos transportadas para Alto Paraíso, onde o romance de Angra e Sofía deu um jeitinho no tempo e espaço para poder consolidar! O que acharam do capítulo? No grau de intensidade correto e esperado por vocês? O que mais gosto neste capítulo, é a naturalidade com a qual essas duas moças acabam se encontrando, a faísca riscada pertinho do amor que faltava para começar um incêndio :)


Próximo capítulo, intitulado apenas como "♡", estará aqui esperando por vocês na sexta-feira, caso a nossa meta de 50 comentários seja batida! Quero aproveitar para dizer que tenho as melhores leitoras do mundo e que todo esse trabalho de escrever e estar aqui, postando ao vivo com vocês toda semana seria bem diferente sem todo este apoio!


E pessoas, temos um grupo muito amorzinho no Whats’App, para quem quiser conversar sobre as histórias assinadas por Tessa Reis, quem tiver interesse, basta clicar aqui:


Grupo Whats'App: https://bityli.com/LetqE


Abraços!



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