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HICKEY 1


Capa Hickey
Hickey



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“Eu te deixo nervosa?”


A mensagem seguia aberta no seu celular, dois risquinhos azuis, devidamente recebida, lida e relida. Se Bryce fosse só um pouquinho low profile, essas coisas não aconteceriam, mas isso ia totalmente contra a sua personalidade. Ela não passava despercebida; tinha face card e personality card. Se isso era bom ou ruim, já era outra conversa, mas Bryce Novais nunca passava sem ser notada.


Os cabelos soltos, longos, em um loiro acobreado incomum, único, um piercing argola discreto no meio do lábio inferior, óculos escuros, calça jogger preta, camiseta regata branca com um dinossauro surtado em fine line estilo Basquiat e uma jaqueta jeans por cima. Inteira vestida de feel el impacto, uma marca para a qual tinha trabalhado, seu último emprego decente conhecido. Bryce podia até ter desistido dos palcos, mas a aura de artista seguia por ela. Devia ser por isso que não era boa em se esconder, ou de ser escondida. Ou de esconder um sentimento. Achava que escondia, mas, no fundo, tinha quase certeza de que todo mundo podia ver.


“Eu te deixo nervosa?”


A mensagem era de Nina Alvarez. E não, por dezenas de motivos, não deveriam estar tendo aquele tipo de conversa, de novo, até mesmo porque lembrava que a última vez que tinham falado algo neste sentido, tinha terminado com a seguinte frase: “você e eu seríamos como um chupão no pescoço, Bryce: as pessoas iam julgar apenas de olhar”. E sabia que ela estava certa, sabia que seria exatamente assim, então por quê? Por que, de repente, naquela madrugada, tinham emendado novamente um assunto que levava para este sentido? Bryce nunca tinha levado um fora na vida, mas de Nina, aparentemente, levava um a cada seis meses.


Respirou fundo, checou o relógio Calvin Klein preto no pulso. Estava atrasada de novo. Jogou os cabelos de lado, acelerou o passo, levou olhares enquanto se movia.


Seu rosto mestiço era muitas coisas, menos não bonito. Bryce tinha uma beleza urbana, feita de muitas belezas; tinha ascendência polinésia e latino-americana: seu pai era havaiano, sua mãe brasileira. Havia nascido no Hawaii, mas ficou pouco; logo seus pais tinham se separado, e sua mãe retornou para o Rio de Janeiro quando ela tinha apenas quatro anos. Devia ir para o Brasil. Devia ir morar com a sua mãe e deixar Melbourne para trás de uma vez por todas. Estava voltando de uma entrevista de emprego; havia saído de sua universidade e ido direto, mas provavelmente, a vaga não seria sua, uma vez que não havia ninguém disponível para ficar com...


— Kai, por favor, filho.


Jamais imaginou que a tal “adolescência dos bebês” pudesse ser algo real e aterrorizante como andava sendo com Kai. Seu lindo bebê, de sorriso brasileiro e olhinhos angulados, andava simplesmente impossível. Agora ele falava; devia estar aprendendo umas trinta palavras novas por dia. E agora ele sabia que existia algo chamado “escolha” e era altamente inteligente. Como podia uma criancinha de quase três anos ser tão inteligente? Lá estava ele, caminhando ao seu lado, de calça jeans, tênis nos pés, camisetinha branca e jaqueta jeans por cima, combinando com a calça, um mini gatinho que quis sair vestido igual à mamãe e que era o amor da sua vida. Apesar das birras e da fase complexa. O pegou no colo, falando com ele, tentando que se acalmasse; ele queria ir para casa, Bryce sabia, mas ainda não podiam, ainda tinham que voltar à universidade.


Não podia perder a bolsa na faculdade; tinha que encontrar um emprego antes que o dinheiro que ganhou na feel el impacto terminasse. Não podia parar. Precisava continuar.


Se não fosse por Kai, poderia ir embora. Porque não achava que o pai deixaria que ela simplesmente se mudasse para o outro lado do mundo com o filho deles. Ou Nina deixaria. “Eu te deixo nervosa?” Sim, ela deixava, mas Bryce não podia admitir, não devia admitir. Não era para terem iniciado aquela conversa. Nenhuma conversa é inofensiva depois das duas da manhã; todo mundo fica mais sincero de madrugada.


Mas tinham falado delas outra vez. Oito meses depois, lá estavam, falando sobre elas novamente. Avançou pela Cardigan St, passando por uma das inúmeras praças arborizadas espalhadas por Melbourne. Era um dia sem sol, mais obscuro; havia visto um amanhecer bem nublado da janela do seu apartamento, que ficava na cobertura de um prédio muito alto, a ponto de poder ver uma nuvem descansando muito perto de vez em quando. Não havia dormido; aquela última mensagem tinha chegado perto das cinco da manhã e não respondeu mais para ela.


Então, tinha saído com seu filho, já perdendo o horário da escolinha, o que a obrigou a correr com ele para a sua faculdade. Saiu da faculdade correndo para sua entrevista de emprego, tudo isso após encarar outro olhar perscrutador de sua vizinha de porta, que basicamente dizia: o que essa cantora falida faz morando num prédio de luxo? Bem, não era pelo pai do seu filho. Mas era o que ela devia pensar, que Bryce havia parido um cartão de crédito black sem limites, e a própria Bryce se perguntava como havia ido parar em todas aquelas posições.


"Nós seríamos como um chupão no pescoço que não pode ser escondido." Dobrou na Queensberry St e então na Swanston St, e Kai passou a se recusar a ficar no colo.


— Kailani, por favor! — Acabou o colocando no chão. Estavam em frente ao Lemuse Café, de fachada toda envidraçada, que ficava perto da sua faculdade e era um lugar que costumava frequentar com...


Nina.


Seu coração saiu do peito e subiu para sua garganta.


Lá estava ela em uma das mesas, tomando um americano com um dos famosos crepes do Lemuse. Linda, de saltos, minissaia e blazer de grife em mínimas estampas que causavam a sensação de um xadrez preto e cinza, uma camiseta branca por dentro, Dolce & Gabbana, elegante, refinada, bonita demais. Os longos cabelos soltos, castanho-escuro, a pele bronzeada, os olhos latinos, afiados, alongados, as pequenas tatuagens espalhadas pelos dedos e aquele sorriso charmoso devidamente direcionado para a vítima do outro lado da mesa: uma garota linda, claramente rendida, sem defesa nenhuma.


Por que Nina era assim? 


Podia ver uma das mãos dela segurando o americano, mas a outra estava sob a mesa, provavelmente, na coxa daquela desconhecida, e jurava por Deus, Bryce tinha se repetido mil vezes em um minuto que Nina não era seu problema. Mas enquanto via aqueles movimentos de sedução, enquanto claramente se dava mais conta ainda do que estava acontecendo naquela mesa...


Alguém saiu da cafeteria, a porta se abriu, e Kai disparou para dentro.


— Kailani! — Obviamente, ele correu direto para o colo de Nina.


Que levou um susto enorme quando ele agarrou nas suas pernas, mas o pegou no colo com carinho, buscando imediatamente quem estava com a criança, ficando claramente nervosa porque é o que acontece quando se é pego numa situação de...


Ela não é seu problema, não é seu problema, não é seu problema...!


Bryce andou para aquela mesa, passadas firmes, um breve desfile, o rosto fechado, nenhuma paciência. Tirou os óculos escuros, subindo para sobre os cabelos, olhou reto para Nina, e então, olhou para a acompanhante que estava com ela. Bonitinha mesmo. Não era seu problema. Não era. Olhou para Nina outra vez.


— Oi! Ele só correu para você quando te viu lá de fora. Você pode...? — Era devolver o seu filho que estava no colo dela, e Nina se colocou de pé, porque só dava para sentir o magma correndo por dentro de Bryce, o sangue fervendo sob a pele em ponto de erupção. Nina a conhecia o suficiente para ter certeza disso só de olhar para ela. Era uma questão mínima de movimento e algo sair muito errado.

— Bryce, não é o que você está pensando.

— Obviamente não é o que estou pensando, nunca é. Nina, só me devolve o Kai, eu tenho que ir para aula.

— Nina, é a sua esposa? — A moça se levantou imediatamente, porque dava mesmo para sentir que algo estava prestes a acontecer, como quando os animais pressentem eventos meteorológicos e tal.


E pronto, alguém tinha encostado no gatilho. Bryce se voltou para ela imediatamente.


— Então, você sabe que ela é casada? — A pergunta veio reta e afiada.

— Eu sei, mas é que...

— O quê? — Foi andando para cima dela, bem devagar, e a garota foi andando para trás — Ela te disse que o casamento vai mal, que estão separando?


A garota olhou para Nina, olhou para Bryce e apertou os lábios.


— Ela meio que...

— Disse isso, tão previsível! — Os braços cruzados, os olhos castanhos-ferventes dentro dos dela — Por essa sua frase, devo presumir que ela não disse, por acaso, que A ESPOSA ESTÁ GRÁVIDA?

— Bryce, não é o que você está pensando! — Nina a segurou, porque a garota havia recostado na parede, e Bryce não parava de avançar. Passou o braço pela cintura dela firmemente, por dentro da jaqueta, tocando algumas tatuagens que escapavam daquela camiseta. A pegada firme nela ao mesmo tempo que tentava acalmar Kai, que não parava de chorar e estava agarrado em seu pescoço. Já estavam chamando atenção no café, tudo o que Nina não queria — Você não sabe o que está acontecendo em casa!

— Não sei! — Tentou se soltar dela, Nina não permitiu, mas Bryce conseguiu se virar para olhá-la nos olhos e mais baixo, só para ela ouvir: — Eu só sei o que está acontecendo aqui. É como um maldito de um chupão no pescoço que você não pode esconder!

— A sua esposa está grávida? — A loira estava confusa, genuinamente confusa. Bryce era boa em ler as pessoas e aquelas emoções eram todas genuínas.

De oito meses — Bryce voltou-se para a moça mais uma vez, ainda sem conseguir sair do braço de Nina — Sabe o que dizem por aí? Que mulheres são melhores para a gente se relacionar, que uma mulher jamais seria capaz de fazer determinadas coisas, mas veja só! Nina está aqui, escapando com você durante o almoço enquanto a esposa está limitada em casa. Provavelmente, sem pensar em sexo. Porque quem pensa em sexo ao ter um ser humano crescendo dentro do seu corpo?!

— Bryce, chega! Por favor! — Nina a puxou para trás, colocando-a nas suas costas, mas sem soltá-la. O bebê ainda chorando, agarrado no seu pescoço, enquanto a moça olhava sem entender nada, absolutamente confusa — Sal, eu vou ter que ir agora, mas te ligo, te explico tudo isso e...

— O menino é seu? — Os olhos da moça estavam cheios. Não queria machucá-la, ah, não, era a última coisa que queria, machucar outra pessoa.

— Ele é...

Meu filho — Bryce tentou pegar seu menino dos braços dela, mas ele estava se recusando a soltar. Inclusive, sabia muito bem que parte da rebeldia de Kai estava ligada ao tanto que ele sentia falta de Nina — Kai, por favor, nós temos que ir embora, filho.

— O bebê não vai com você. Ele sente o seu nervosismo, ninguém quer ficar perto quando você está nervosa assim!

— Tenho zero motivos para estar nervosa, não é?! — Finalmente, conseguiu se arrancar da pegada dela — Eu só... Tudo bem — Colocou um espaço entre elas, espalmando as mãos no alto, tentando se acalmar — Você fica com ele então, eu tenho que ir.

— Bryce...

— Tenho muita coisa para resolver ainda hoje — Saiu andando o mais rápido que podia, mas Nina a seguiu e a alcançou ainda na porta.

— Espera, não sai assim, você não pode ir embora sem me ouvir, Bryce.

— Na verdade, eu posso sim — Bryce a olhou reto nos olhos e aqueles olhos sempre a quebrariam em duas. Sua atitude quebrou, seu coração quebrou, o dela também. Fazia meses que não se viam pessoalmente e agora só... Respirou muito fundo — Você é inacreditável, Nina, é só... inacreditável mesmo — Disse e os olhos dela cristalizaram. Cristalizaram, escaparam, olharam para baixo, culpada, culpada, culpada — A gente estava trocando mensagem de madrugada, você passou a noite inteira comigo e para quê? Toda aquela conversa sobre ser honesta, sobre responsabilidade afetiva — E os seus olhos se encheram, não queria, por Deus, não queria nada daquilo, só queria pegar seu filho e ir embora, reverberando na sua mente que Nina Alvarez não era problema seu, mas quando se deu conta... Ia desabar — Ok. Só... Liga para a Mansi, ela está no bistrô aqui perto, pode vir buscar o Kai quando ele se acalmar, para ele não atrapalhar o seu dia — Então, colocou seus óculos de volta, deixou um beijinho em seu filho e apenas saiu, ainda a ouvindo falar, mas sem a escutar, porque...


Só era demais. Tinha sido demais. Saiu andando, totalmente sem rumo, só queria se afastar, só queria ir para outro lugar. Tentou um Uber, mas aparentemente não tinha nenhum por perto e não fazia ideia de quanto tempo havia durado tudo aquilo. Quando se deu conta, alguém estava correndo atrás dela, gritando o seu nome.


Ah, não, era a garota. Respirou fundo, já recomposta.


— Escuta, me desculpa, eu não tenho nada a ver com isso. Nina faz o que bem entender da vida dela. Só estou tendo um dia ruim e acabei descontando nela. Não deveria ter feito uma cena. Se tem alguém que não tem culpa de nada, é você, então...

— Bryce, só... volta. Alguém ligou e...


De repente, percebeu que seu celular estava tocando. Era Gael, o pai do seu menino.


— Atende, por favor, deve ser pelo mesmo motivo.


Atendeu, com aquele mesmo pressentimento por dentro, aquele que morde os animais quando uma tragédia meteorológica se aproxima.


— G?

— Você... — Ele estava nervoso, provavelmente chorando — Tem que achar a Nina. Eu não devia ter ligado direto para ela, acho que ela não ficou bem e...

— Gael, o que aconteceu?

Sora sofreu um acidente. Bryce, foi muito sério, estão dizendo que foi muito sério — Ele desabou chorando e o coração de Bryce sentiu forte, como placas tectônicas se movendo pelo magma fervente ou o canhão da onda gigante escondido no oceano. Mas sabia que precisava se manter, que precisava... voltar para o café, voltar para Nina. Pegou a moça delicadamente pelo braço e apenas andaram de volta, enquanto ainda falava com Gael e tentava acalmá-lo, tentava descobrir para onde ir, onde ela estava, Sora? Onde...? — G, calma, calma, a Nina está aqui comigo, só preciso saber para onde ir — Ele respondeu o nome do hospital — Ok, estou indo para lá — Desligou. Chegaram de volta ao café, e Nina estava agarrada em Kai, chorando em descontrole.


Ah, não, era um choro de culpa e de medo. Podia se dizer só de olhar para ela.


— Me desculpe, não sei o seu nome — Falou com a moça ao seu lado.

— É Sal, Salvatore. Eu sabia da esposa, mas não sabia da... gravidez.

— É... irrelevante agora.

— É que... — Os olhos dela se encheram — Ela não é um monstro, a Nina. Ela só está machucada.

— Eu sei. Ela... — Bryce respirou muito fundo, seu coração estava todo disparado — Ela liga para você, agora precisamos ir.

— Ah, sim, claro. Se eu puder ficar com o seu número.


Passou o número para ela rapidamente e entrou. Nina estava na mesa, olhos fechados, choro todo atrapalhado, a respiração descontrolada, ofegante, Kai contra o seu peito e ele havia parado de chorar, agora parecia... tentar consolá-la. Bryce se aproximou, pegou as coisas dela, a mochila Prada, a chave do carro e se abaixou à frente dela.


Olhos nos olhos.


E nunca mudava.


Você já olhou nos olhos de alguém e se sentiu invasor, invadido, dominante e vulnerável, tudo ao mesmo tempo? Olhar nos olhos de Nina era sempre assim, desde o primeiro olhar até aquele momento.


— Por favor, não me deixa — Ela pediu, machucada, trêmula, assustada demais.

— Eu não vou deixar.

— Mas tinha deixado.

— Estava deixando a situação, não você. Nina...

— Gael disse que foi grave, que a Sora...

— Aquela mimada irritante é forte pra caramba. Foi grave, mas ela suporta. Sora não é uma mulher agora, Nina, ela é uma fortaleza protegendo aquele bebê. Não há nada que ela queira mais do que esse filho, ela vai lutar — Olhos nos olhos, profundamente nos olhos e uma partícula de calma. Nina conseguiu respirar, foi claro e perceptível — Vamos, a gente tem que ir agora.


Ela respirou muito fundo, então se colocou de pé, ainda com Kai em seu colo. Se olharam novamente e, Nina escorregou a mão para dentro da mão de Bryce. Ela não recusou. Entrelaçou seus dedos nos dela, a minissaia e o terninho elegantes, a calça jogger e a jaqueta jeans, o bebê no colo, elas sempre combinavam de alguma maneira. Havia sido assim desde o primeiro encontro, quando não existia Sora ou Gael. Ou compromissos. Ou escolhas que não podiam ser desfeitas. Mas não pensavam nisso. Pensar nisso incluía não ter Kai e esta nunca seria uma opção para nenhuma delas.


— Bryce... — O choro veio mais forte de repente, haviam chegado ao estacionamento, e Bryce só...


A puxou pela nuca e beijou a testa dela, longamente, recostando a sua testa na dela em seguida.


A mão firme por cima dos cabelos de Nina, mantendo muito perto, muito junto, muito segura. E só aquele toque, só aquela proximidade... Nina respirou fundo outra vez, soltando tudo por dentro, sentindo aquele perfume que adorava, tocando o punho dela, olhando para baixo, não conseguia olhar nos olhos dela agora, simplesmente, não conseguia.


— Não se esconda de mim — Bryce pediu.

— Sou uma estúpida mesmo — As lágrimas despencavam.

— Agora me diga algo que não sei — Disse, mas com carinho, queria que ela se acalmasse.

— Só... não se afasta de mim.

— Eu não vou, tira isso da sua cabeça, ok?


Ok, ela concordou. E de mãos dadas, seguiram. Bryce percorreu os olhos pelo estacionamento, encontrou o Jaguar I-Pace branco-pérola, pediu para ela entrar no banco de trás com o bebê, o carro estava sem a cadeirinha para Kai. Nina foi segurando seu menino no colo e seguia dando para ver pelo retrovisor, enquanto dirigia para o hospital, as emoções correndo pelos olhos dela: culpa, culpa, culpa, medo, medo extremo, culpa, desespero, culpa, pânico, culpa, medo, culpa, culpa, culpa. O que Nina estava fazendo? Elas pareciam felizes com o bebê que estava chegando. Nina sempre havia querido ser mãe. Sora engravidou. O que estava acontecendo? Por que as pessoas escondem as emoções? Por que não dizem o que estão sentindo?


Finalmente, chegaram ao hospital e foram direto para a recepção.


— Sora Kato, por favor, ela foi trazida para cá — Bryce anunciou.

— Uma de vocês é a esposa?

— Eu, eu sou a esposa — Nina respondeu, ainda com Kai nos braços, o rosto completamente molhado, os olhos feridos, assustados.

— Ela está chamando por você, precisa entrar imediatamente, por favor. Sua esposa vai operar em alguns minutos.


Outro olhar no fundo dos olhos. Nina passou Kai para os braços de Bryce, deixou um beijinho nele e outro olhar dentro da sua alma. Por que ela olhava assim, por quê? Nina olhava daquela forma e pinçava pedaços do coração de Bryce sem dó nenhuma.


— Vai. Vai, Nina.


Ela foi, correndo ao lado da recepcionista e assim que elas passaram pelas portas duplas, deu para ouvir os gritos de Sora, que não pedia pela esposa, ela EXIGIA pela esposa. As portas se fecharam, e Gael chegou, acelerado, choroso, trêmulo.


— O que vou fazer sem a minha irmã? Bryce, isso não pode estar acontecendo, não pode.


O abraçou, Kai passou para o colo dele, calmo, porque ele era pequeno, mas aparentemente entendia que estavam precisando dos seus bracinhos.


Tudo bem, papai — Ele articulou, e Gael se agarrou em seu menino, se agarrou em Bryce, escorregando até se sentar no chão, no meio do hospital.

— Ela é forte, Gael, Sora é muito forte, ela está falando.

— E-ela está?

— Está. Ouvi a voz dela quando a Nina entrou. Ela está falando.

— Deixaram a Nina entrar?

— Acho que a Sora entrou em trabalho de parto.


Havia entrado. E tinham pouco tempo, tanto que Nina não conseguiu se trocar, se preparar para nada; o tom de exigência e urgência na voz de Sora não permitiu nada disso. A viu à distância e sua esposa estava muito machucada, tinha sangue para todos os lados, cortes e vidro para todos os lados. E então, seu coração apertou de novo, porque viu quem não queria ter visto, passando pelo seu caminho, cruzando em outra maca que estava correndo em emergência. Aquilo era um pesadelo, só podia ser um pesadelo. Prosseguiu e chegou em sua esposa, ao lado da maca dela; Sora estava sendo levada rapidamente.


— Sora? Baby, o que aconteceu?!

— Você está aqui, finalmente, você está aqui. Parem! Parem de correr, eu preciso falar com a minha mulher!

— Você tem que operar agora, eles não podem parar — Nina explicou, coração disparado, mãos suando.

— Ah, eu queria parar! — Ela disse, quebrando num choro profundo, doloroso, dolorido — Queria parar tudo, queria recomeçar. Sinto muito, baby, sinto muito por ter estragado tudo.

— Você não estragou nada, Sora, por favor, não diz isso — Porque cravava no peito e doía de maneira brutal.

— Estraguei, sim, estraguei a gente, estraguei você — Tocou o rosto de Nina, os dedos trêmulos, os olhos conectados, a maca ainda se movendo, Nina andando rápido ao lado dela — Nina, eu nunca quis tanto alguma coisa na minha vida como quis você.

Baby, por favor...

Nunca. E não sei por que me perdi disso. A vida é engraçada, achei que teríamos tempo para refazer tudo.

— E ainda temos, não diz essas coisas.

— Nina, presta atenção: viúva é quem morre, entendeu?

— Ah, mas nem nessa situação você deixa de ser idiota!


Ela riu.


— Estou falando sério. Escuta, o que aconteceu antes, foi tudo como você disse que foi: abusivo, traumático, triste e manipulativo. Aquilo me quebrou, quebrou você, quebrou nós duas, e eu sinto muito por tudo, sinto mesmo. E sei que um bebê não corrige tudo, não cura tudo, mas seria uma boa maneira da gente recomeçar.

— Sora...

— Não deixa a minha família tirar nada de você. Você pode confirmar o que eu vou dizer aqui? — Ela falou com a enfermeira — Meu nome é Sora Kato, essa é minha esposa Nina James Alvarez e eu não permito que a minha família tire nada dela, NADA! Tudo o que tenho, tem que ser dela e do nosso filho. Ela é a mãe do meu filho.

— Sora, para, por favor, você está me assustando!


Sora agarrou o braço da enfermeira.


— Você pode confirmar o que acabei de dizer se eu não acordar?

— Senhora, por favor, fique calma!

— Você ouviu tudo?

— Ouvi, mas temos que focar em você e no bebê agora.


Estavam chegando na entrada do centro cirúrgico, e Sora segurou Nina:


— Me beija — Ela beijou longamente, demoradamente, fazendo durar tudo o que podia durar — Eu te amo, você sempre vai ser o meu amor.

— Eu amo você, volta pra mim, a gente vai consertar tudo.

— Volto. Mas não esqueça nada do que disse. Tudo o que quero é que você esteja segura, bem, completa, e acima de qualquer coisa, quero que você seja feliz. Nos dissemos isso ontem, não?

— Dissemos.

— E a insuportável está aqui?


Nina riu no meio do choro.


— Está.

Bom que esteja.


Foi a última coisa que Sora disse antes de entrar para a sala de cirurgia.


Quando Nina voltou para a recepção, suas mãos e mangas estavam manchadas de sangue, e seus olhos estavam secos, sem lágrimas. Na verdade, não havia nada nos olhos dela. Ela parecia ter tido todas as suas emoções drenadas, não havia nada vivo por aquele rosto bonito, apenas... inexpressões. Apenas um vazio. Era como um fantasma que não sabe que está morto.


Gael veio até ela e a abraçou. Outro fantasma, trêmulo, nervoso, se algo acontecesse com Sora, Bryce realmente nem sabia.


— Você falou com ela mesmo? Ela estava falando?

— Estava. Falando, consciente, dando ordens.


Ele riu um pouco.


— Estava nela mesmo.

— Estava. Gael, você... foi até o local do acidente?

— Fui. Ela não estava dirigindo, estava com um motorista, eu acho. Ele perdeu o controle do carro e invadiu a pista oposta. Tem mais duas pessoas muito feridas. Se você ver o carro, Nina, se ver o que vi...

— Achei que... ela estava numa reunião importante na empresa.

— Ela estava, eu estava com ela. A Sora te ligou, não ligou? Para você ir buscá-la?


Os olhos de Nina se encheram, mas não transbordaram.


— Eu... estava ocupada também.

— Quando algo tem que acontecer, tudo se alinha para acontecer. Bem, preciso fazer umas ligações. Vou ligar para os meus pais em Tóquio, e... que horas são em Nova York? Bryce, liga para Nova York, por favor?


Bryce respirou fundo.


— Ligo. Quanto tempo deve durar a cirurgia?


Nina pensou um pouco.


— Eles não sabem dizer.

— Ok — Tirou o blazer manchado do corpo dela e... Ela estava machucada? O braço estava muito arranhado — O que foi isso aqui, Nina?

— Isso? É... Caí num coral enquanto estava surfando.

— Foi feio assim? — Tirou sua própria jaqueta.

— Foi um pouco. Eu... caí de mal jeito.


De muito mal jeito. Bryce vestiu sua jaqueta nela.


— Ok, vamos lavar as mãos e pegar um café.


Os braços tatuados surgiram quando ela tirou a jaqueta. Bryce tinha diversas tatuagens, em ambos os braços: flores, ondas, conchas, palavras, símbolos havaianos, tribais, ancestrais, obras famosas, todas em fine line, com pouco colorido, seguindo o mesmo traço e estilo. Nina tinha mentalmente mapeado até onde aquelas tatuagens chegavam. Sabia muito bem que corriam um pouco pelo abdômen suave dela, para a lateral do corpo e então trilhavam para dentro de novo, para o colo, por entre os seios, e folhas de palmeiras havaianas subiam por um pedacinho do pescoço também. Todas em linhas finas e delicadas, que combinavam tanto com ela. Bryce não tinha nenhuma tatuagem quando se conheceram, mas assim que ela fez a primeira, não pôde mais parar. Eram parte dela agora. E os desenhos...


Eram todos de Nina. Cada um deles.


Tatuar Bryce era como desenhar numa obra de arte.


Foram até o banheiro, Nina lavou as mãos e então descobriram onde tinha uma máquina de café. Bryce a levou até lá, pegou dois cafés para elas e Nina estava... estática. Sem emoções. E com todas elas. Tudo ao mesmo tempo.


— Onde... onde está o Kai?

— Pedi para a Mansi vir buscá-lo, expliquei o que aconteceu, ela vai para casa cuidar dele — Entregou um dos copos para ela. Nina tomou um gole e sentou-se no chão mesmo, respirando fundo outra vez.

— Vocês duas estão...?

— Nina, por favor.

— Ok — Ela concordou, sem resistir — Onde você está morando? — Elas não estavam se falando direito e da última vez que se viram, Bryce estava saindo de casa sem ter para onde ir. E tinha mandado Nina para o inferno. E a chamado de covarde.


E Bryce Novais era o tipo de pessoa que, geralmente, estava certa.


— Em East Melbourne.


Nina a olhou muito surpresa.


— Mas como...?

— É um bairro rico, eu sei. Eu só... É que, bem, estou morando no apartamento da sua irmã.


E aquilo a pegou de mais surpresa ainda.


— No apartamento...?

— Ela insistiu. Disse que o G é um frouxo idiota e que você...

— Sou apenas idiota.

— Foi isso o que ela disse. Falou que virá aqui, para entender as coisas melhor, mas só depois do casamento. Ela vai se casar em dois meses, você sabe disso ou...?

— Sei.

— Ninguém tem que cuidar de mim, Nina. Me sinto péssima com tudo isso, estou pensando em voltar para o Brasil, ao menos por um tempo.

— Para a sua mãe cuidar de você lá? Você não pode ir. Você... não tem que ir. Tem um contrato que te mantém aqui.

— Um contrato congelado.

— Pela Sora. Mas não pela CEO da empresa. A Sora... — Respirou fundo, como quem tenta balancear as emoções e não deixar nada escapar — Está tendo o bebê agora. Vai ficar longe do trabalho enquanto se recupera, esse nó contratual irá se desfazer. Nós... falamos sobre isso ontem.


Bryce a olhava. Sentou-se ao lado dela.


— Falaram?

— Sim. Ninguém dormiu muito, o bebê estava agitado, nós acabamos conversando bastante.

— Enquanto você falava comigo.

— Ela... — Outra respiração longa — Pegou as mensagens.

— Nina...

— Mas não foi ruim. Na verdade, foi muito bom. Nós falamos sobre muita coisa, cozinhamos de madrugada, conversamos francamente, sem ataques, sem ofensas, apenas... como a gente costumava ser, antes do casamento. Ela perguntou... — Ia dizer o que ela tinha perguntado, mas decidiu navegar para outra coisa que ela disse, não era o momento — Se o bebê pode ter um nome da cultura dela, como o Kai tem.

— Você explicou que Kai é um nome havaiano também, da minha cultura?

— Expliquei — Sorriu, coçando um dos olhos, claramente segurando alguma coisa por dentro. Nina estava se segurando o tempo inteiro, dava para notar — E ela disse que pode ser algo da minha cultura também, perguntou que nomes têm as crianças da Costa Rica — Outro sorriso, porque tinha sido uma conversa muito doce — Ela falou que gostaria de ir a Guanacaste, onde nasci. Em dois anos? Quando o bebê já estiver do tamanho do Kai, e falamos do seu contrato. Ela concordou que está sendo infantil com você.


Silêncio.


— Ela me escreveu hoje de manhã.

— Escreveu?

— Sim. Disse que a gente tem que conversar, como duas adultas, como... empresária e artista. Nós marcamos para amanhã — Bryce perdeu uma lágrima, por que estava com uma sensação tão ruim? Como se o tsunami estivesse se levantando? Deus, nunca desejou mal para Sora, não mal de verdade, no máximo, que ela quebrasse um dente para que aquele sorriso arrogante ficasse danificado ou que ela batesse o dedinho num móvel para ficar quieta — Eu... preciso ligar para Nova York, já é de manhã, não?

— Eu acho que sim. É... ontem ainda lá — Ela se segurou mais uma vez, mas algo escapou mesmo assim — Bryce, eu daria tudo para ser ontem de novo, tudo, qualquer coisa.

— Escuta, Nina, me escuta: — Tocou o rosto dela, a fazendo olhar nos seus olhos — Hoje não aconteceu. Vamos fingir que ainda é ontem, está bem? Ou que hoje foi um dia diferente. A Sora precisa de você inteira aqui.

— Como? Como depois de...?

— Você é uma idiota, ela se casou ciente disso e quis continuar. Esse não é o primeiro erro que você comete, não será o último. Você não tinha como imaginar o que iria acontecer hoje.

— Eu poderia evitar.

— Tudo pode ser evitado de alguma maneira, exceto as coisas que não podem. Sabe de uma coisa? Tinha uma especialista em clima falando no jornal hoje de manhã, uma dessas cientistas de catástrofes, que fica prevendo apocalipses climáticos. E ela disse que o planeta sempre se cura sozinho. Ele simplesmente se livra do que não precisa, seja lá o que esteja causando o seu caos, ainda que isso seja vida humana. O planeta faz qualquer coisa em busca do equilíbrio. Ela falou que quando as placas tectônicas se movem, é porque precisam se reajustar e elas se reajustam, custe o que custar. Isso me fez pensar que a gente pode evitar pouca coisa, na verdade. Podemos ajustar algo aqui ou ali, mas o que tem que acontecer, vai acontecer de qualquer forma. Se fosse você naquele carro, talvez ele ainda tivesse que bater, entende isso? — Ela moveu a cabeça em afirmativo, sem lhe olhar nos olhos — Preciso ligar para sua irmã, só um minuto.


Terminou seu café, se colocou de pé e tomou um espaço para fazer a ligação. Os cabelos agora presos numa trança bagunçada, a camiseta branca, a calça jogger, e ela apenas seguia bonita, bonita o tempo inteiro. Foi um pensamento de Nina.


Atenderam no quarto toque.


— Oi! Desculpa ligar tão cedo, mas aconteceu uma coisa aqui e... — Ela falou algo, parecia ter acabado de acordar — O G me pediu para te ligar, a Sora sofreu um acidente... — Apreensão imediata, deu para sentir — Então, sabemos pouco ainda, mas ela entrou em trabalho de parto, passou direto para a cirurgia. Mas estava falando, conversou com a Nina...


A ligação durou um pouco; falar com ela era sempre muito direto, nada de rodeios. Ela tinha pouco tempo sempre, e então voltou para perto de Nina. Voltaram para a recepção; Gael tinha saído, ido resolver algumas coisas, e pareceu levar horas. E deve ter levado; o sol já estava se pondo quando alguém apareceu.


Uma frase. Um grito de dor. Medo. Desespero. Em segundos, ela era apenas desespero, e foi uma confusão, coisas voando para todos os lados, sentimentos principalmente. Tudo doía, tudo ardia, tudo rugia.


— Ela precisa de um sedativo!

— De jeito nenhum! — Bryce a segurava, prendeu-a mais firme nos braços — Ela vai se acalmar, deixa ela sentir!

— Ela está destruindo a recepção, senhorita!

— Não vai mais.

— Bryce, Bryce...

— Não vai mais — Sentou-se no chão, mantendo-a presa pelos seus braços, pelas suas pernas; ela não iria se mover mais — Só um minuto, por favor, a gente só precisa de um minuto.


Não era necessário um sedativo. Cada ser luta pelo seu próprio equilíbrio, e quando algo parece muito fora de mão, o corpo apenas... cuida do que precisa.


Nina apagou. E quando acordou, esperou que nada daquilo fosse real. Mas era. Fazia noite alta lá fora, estava numa cama de hospital, tudo doía. Ainda tinha sangue no seu blazer, que estava vestido em Bryce, porque naquela época do ano as noites esfriavam mais em Melbourne; talvez ela tenha ficado com frio. Bryce estava falando com alguém e então notou que Nina tinha acordado. Se aproximou.


— Aconteceu mesmo ou...? — Estava inexpressiva de novo.

Aconteceu — Bryce confirmou, com os olhos quebrados, de quem já tinha chorado bastante também — Ela... se tornou mesmo uma fortaleza protegendo o bebê. Quando ela nasceu...


Lágrimas e lágrimas.


Ela nasceu? Uma menina?

— Isso, uma menina. Ela... nasceu com uma marca. É o que a enfermeira estava me explicando.


Como não teria nascido com uma marca? Aquela criança tinha nascido com muitas marcas.


— Bryce, eu-eu... — Voltou a chorar — Eu não consigo fazer isso. Não consigo fazer nada disso, deve ser um pesadelo, tem que ser um pesadelo.

— Você não tem que fazer nada sozinha, é só... muita coisa agora. Ela é saudável, apesar da marca. A menina — O raciocínio de Bryce estava todo alterado, nada daquilo parecia real.

— Você... a viu?

— Não, a enfermeira veio me explicar sobre a marca primeiro. Mas vou vê-la agora, e tem advogados aqui que vão cuidar de tudo.

— Ela realmente...? — Ainda não estava acreditando.


Mas era real. Tinha acontecido.


Sora havia partido.

 

Notas da Autora: Tessa Reis


Olá, todo mundo!


Hoje, oficialmente inauguramos aqui uma nova era no clube, "Hickey" acabou de chegar e temos em mãos uma história... desafiadora, eu diria. Eu tenho certeza de que você terminou de ler isso aqui com algumas perguntas, coisa pouca, mas juro que faz parte da experiência desta leitura. Hahaha.


Temos em mãos duas protagonistas complexas, feitas de impetuosidades, medos e de uma história que foi interrompida no meio, sem que elas tivessem a chance de compreender a profundidade de tudo o que as atingiu uma em relação à outra. Quando comecei a falar de "Hickey" lá no Instagram, alguém respondeu dizendo que essa história seria um ESCÂNDALO, e é mais ou menos isso que teremos pela frente! Espero que tenham curtido este primeiro capítulo e, se têm perguntas, favor deixar nos comentários. hahaha.


Voltamos 22/05/2024! 😌














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14 comentarii


Primeiro capítulo já veio para mostrar que nada será fácil

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sylber1011
sylber1011
05 iun.

Tiro, porrada e bomba… gostei.

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Caramba! Uau! Teste cardíaco "aprovado" com sucesso! Agora toma uma dose de rivotril e espera 5 dias...😉Tessa chegou de férias pronta para nos tirar dos eixos...

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Tessa Reis
Tessa Reis
17 mai
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Primeiro capítulo cheio de eventos, reviravoltas, mas eu juro que o cap 2 vai esclarecer algumas coisas, prometo 🤌🏼

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Jesus amado, Tessa, vc quer me matar do coração já no primeiro capítulo? Foi tão caótico, com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, que me senti atropelado!


Definitivamente, não estava preparado para esse caminhão de emoções.


E eu tô pensando aqui, se esse é o primeiro, imagina como serão os capítulos seguintes? Vou ter que procurar um cardio depois dessa!

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Tessa Reis
Tessa Reis
17 mai
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Não deu tempo nem de olhar para os lados, né, a todo momento algo sendo atirado no meio da leitura hahaha


Uma coisa tivemos mesmo aos montes: todo tipo de emoção, moldadas e mudadas a todo momento, conforme cada evento novo acontecia. E, prometo que o próximo capítulo, trará respostas e talvez, apenas mais algumas dúvidas 🤌🏼

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Um escândalo realmente, estou me sentindo uma jovem conservadora pq estou julgando horrores essas duas hahaha ( a Sora tmb parece q meteu o pés pelas mãos)


Perguntas, muitas perguntas! Quem eu tenho q subornar p conseguir um capítulo extra?

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Tessa Reis
Tessa Reis
17 mai
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Eu posso adiantar dizendo que o único inocente que falou durante esse capítulo, foi o pequeno Kai 🤌🏼🤣🤣🤣

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