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Acróstico15

Atualizado: 26 de jun de 2025


Acróstico


O Incêndio


Saiu com o carro sem conseguir pensar em coisa alguma.


Presley apenas precisava sair de casa, respirar em outro lugar, parar de falar. Finalmente havia conseguido dizer tudo e não queria correr nenhum risco de voltar atrás, de acabar cedendo de alguma maneira ou falar mais do que tinha se proposto. Confessara sua infidelidade, mas não queria entrar em detalhes sobre o que havia acontecido e com quem. Sentia a necessidade de preservar a integridade do relacionamento entre Aika e Hanni. Se saísse falando tudo para Leo, isso poderia causar algum estrago.


Queria poder explicar direito. Queria contar para ele que não havia sido algo corriqueiro, não havia surgido por um desejo qualquer, por um pico de tesão. Sabia que aquela noite com Hanni tinha sido marcada por muito desejo e tesão, mas não se resumia a isso, estava longe disso. E de forma nenhuma podia dizer primeiro para outra pessoa o que estava sentindo por ela, antes de confessar tudo o que precisava para a própria Hanni. Que também estava em um relacionamento, tentando consertá-lo. Ao pensar nisso, Presley saiu da estrada, parou em um posto de gasolina e começou a chorar, plenamente, absurdamente, dolorosamente sufocada.


Que bagunça! Por que as coisas tinham que ser tão bagunçadas assim? Não podia agir por impulso, não podia complicar ainda mais as coisas. Presley sentia-se como um barco naufragando naquele momento e não era justo arrastar outra pessoa para o furacão iminente. Quando um barco afunda, leva tudo ao seu redor consigo, e se acreditava que havia alguma chance, precisava proteger Hanni naquele momento, preservá-la. Mas como poderia fazer isso estando perto dela?


Alguém bateu na janela, assustando-a. Presley olhou de lado e viu que era a polícia.


Baixou imediatamente o vidro.


— Boa noite, senhorita. Tudo bem?

— Boa noite. Sim, tudo bem — Respondeu, sorrindo entre lágrimas.

— Você parou muito bruscamente; eu estava atrás de você e quis checar se está tudo bem mesmo.

— É só... uma noite complicada. Tive uma briga em casa e saí para respirar um pouco.


A policial a analisou por um momento.


— O carro é seu?


Presley respirou fundo, tentando se acalmar.


— É... da minha namorada.

— Essa com quem você discutiu...?

— Na verdade, eu discuti com o meu marido.

— Oh! Você realmente está com problemas.

— Estou, de verdade. Ela... ela é minha amiga. Na realidade, deixei um pensamento intrusivo se manifestar por mim.

— Ah, entendi. Ok, tudo bem! Você pode descer do carro por um instante? Preciso conferir seus documentos.


Era exatamente o que precisava. Desceu do carro, apresentou seus documentos e os do veículo, tudo estava em ordem, exceto Presley.


— Hanni Manu Park e Presley Park e não são casadas?

— Não somos.

— Interessante. Ela é bonita, né?


Presley riu para não chorar.


— Você consegue vê-la no seu sistema? — A policial verificava tudo em seu tablet.

— Aham. Ninguém fica bonita nessas fotos de sistema. Ela fica, você também. Ok, você quer ligar para ela?

— Ligar para ela?!

— Não posso deixar você sair dirigindo assim, nervosa desse jeito, moça. Você precisa ligar para alguém vir buscar o carro.

— Sério? Eu juro que estou bem, já me acalmei, eu...

— É necessário chamar alguém, senhorita.


Presley verificou o relógio; já passava das onze. Relutante, ligou para Aliana. Ela não atendeu na primeira nem na segunda tentativa. Quando Presley estava prestes a desistir, Aliana retornou a ligação. Explicou onde estava, a necessidade de alguém retirar o carro apreendido. Aliana pediu para ela esperar, que chegava em alguns minutos.  Demorou quase meia hora e finalmente, um Kicks laranja apareceu no posto de gasolina. Aliana e Kaori saíram do carro, conversaram com Presley e a policial, mostraram os documentos, tudo estava em ordem, e Aliana foi autorizada a retirar o carro. E a condutora do carro também.


— Presley? — A policial a chamou antes que ela entrasse no carro novamente; Presley olhou para ela — Cuide de você. Essas coisas são assim mesmo.


Ela só esperava que tudo ficasse bem.


Agradeceu e entrou no carro com Aliana; Kaori as seguiria. E outra briga começou no carro, pois Aliana estava impaciente, queria entender o que estava acontecendo, mas Presley não se sentia em condições de falar. Leo havia ligado, dito coisas desconexas, brigado, xingado, a pressionado, tudo junto e, ao mesmo tempo, e Presley só...


— Para! Para em qualquer lugar, me deixa dirigir, volta para o seu compromisso!

— Presley, não é isso, só quero entender o que está acontecendo!

— Leo e eu brigamos, contei a ele sobre o que aconteceu, admiti que traí, mas parece que todo mundo sabe o que aconteceu entre a gente, menos eu mesma!

— Não me culpe também, Presley! Ele está achando que sou eu? Que toda essa crise é por minha causa?

— Essa crise toda é por causa do casamento, caramba! Não é por causa de ninguém especificamente. Quantas vezes tenho que repetir isso? Isso é sobre mim. Presley, pessoa física, individual. Meus relacionamentos não podem me definir! Mas como explico isso para ele se nem a minha melhor amiga consegue me entender? — Destravou o cinto de segurança e Aliana a segurou imediatamente, sabia o que ela pretendia fazer; nem seria a primeira vez.

— Presley, para de ser maluca!

— Eu disse para você parar esse carro, eu não quero ficar nele com você!

— Presley!


Aliana a segurou como pôde e parou no primeiro estacionamento que encontrou, era de uma farmácia. Parou, Presley desceu imediatamente e não fazia ideia de como, mas deu dois passos e parou nos braços de Kaori.


— Kaori, me deixa!

— Deixar você? A Hanni me mata! — A tirou do chão e a colocou sobre o capô do carro, segurando-a firmemente — O que está acontecendo, Presley? Calma, está bem? Estou aqui com você.

— Eu não quero falar com a Aliana!

— Tudo bem, não precisa falar, nem com ela, nem com ninguém, só precisa se acalmar e ficar em segurança, ok?


Aliana saiu do carro.


— Presley, desculpa. Fui insensível com você, não precisa falar nada se não quiser! Só relaxa um pouco, vou comprar uma água para você, me dá um minuto — Ela entrou na farmácia, então Presley soltou o ar, respirando fundo.

— O que vocês estavam fazendo para ela ter ficado tão irritada em ser interrompida?


Kaori riu.


— Como você sabe que foi isso?

— Conheço essa sujeita muito bem.

— Ela estava em cima de mim e o Leo começou a ligar. Ela tentou ignorar, mas ele não permitiu ser ignorado. Eu não entendi muito bem as coisas, eles começaram a discutir muito feio e você começou a ligar, foi uma bela de uma situação. Você está tremendo, Presley.

— Eu sei, eu... — Respirou fundo — Preciso pegar um casaco, me dá um segundo.


Kaori permitiu que ela saísse, foi checar algo no celular por dois segundos e...


— É por isso que a criança é um furacão!


Presley havia ligado o carro e escapado.


Aliana saiu da farmácia e sua amiga já estava desaparecendo.


— Ela te enrolou.

— Ela parecia ter se acalmado!

— Presley, o terremoto? Não, ela não se acalma assim. O que eu faço? Não adianta a gente sair atrás dela, ela dirige muito rápido e muito bem.

— Você vai ligar para o seu irmão?

— Só se eu quiser que ela me mate depois! Ela quer ficar sozinha, se isola quando está nervosa assim.

— Lia, eu preciso falar com a Hanni, ela vai acabar comigo se eu não disser nada.

— Eu não acho que seja uma boa ideia, Tay, o que ela vai poder fazer?

— Eu não sei o que ela pode ou não fazer, aí é com ela, mas sei que não posso deixar de contar tudo o que aconteceu aqui.


Aliana respirou fundo.


— Ok, vamos entrar no carro, tentar ir a algum lugar onde a Presley costuma se acalmar. Se ela não estiver lá, você liga para Hanni.


Fizeram assim: entraram no carro e foram até o ponto onde Presley costumava relaxar, um mirante. Presley sempre havia sido agitada, mas depois de Aika, isso desapareceu. A agitação, o fogo dentro dela, a agressividade pelas coisas que acreditava, tudo parecia ter sumido. Aliana não estava pronta para encontrar aquela Presley tão de repente, por isso reagiu mal à situação (fora ter sido tirada de cima de Kaori, o que também a irritou, mas ENFIM). Estava assustada e preocupada, mas foi bom ver aquela versão dela viva novamente. Ela ainda existia, só estava soterrada dentro dela, mas estava lá. Entretanto, Presley não estava no mirante. E Kaori ligou para Hanni.


Já passava da meia-noite.


— Mas o que aconteceu? — Perguntou, já saindo de casa, caminhando até a casa vizinha, de chinelo, short curto, moletom.

— A gente não sabe, Hanni, ela só está muito nervosa, irritada, brigou com o Leo, mas não sabemos o motivo, o tamanho da discussão, ela não disse nada.

— E você a deixou escapar! Espera... — Tirou o celular do ouvido, parou embaixo da varandinha do vizinho — Sasha! Sasha, aparece aí rapidinho!

— Hanni, estou no meio de algo aqui.

— Preciso do seu carro, me dá a chave, vamos!


Ele não apareceu propriamente, mas jogou as chaves pela porta da varanda.


— Espera, está tudo bem? Precisa que eu dirija para você?

— Não, estou bem, é outro problema — Então, de repente, seu carro freou na frente da sua casa — Sasha, vou deixar a chave na entrada, não preciso mais.

— Por quê?

Minha garota chegou aqui — Deixou a chave na varanda e correu até o seu carro, falou rapidinho com Kaori, estava tudo bem, Presley havia acabado de chegar. Aproximou-se dela imediatamente, abrindo a porta do motorista — Babe, o que você...?

— Você está sozinha? Se não estiver, eu vou embora.


Hanni enfiou a mão no contato do carro, tirou a chave, empurrou o banco do motorista para trás e sentou no colo de Presley, de frente para ela, se abraçando nela.


— Você não vai a lugar nenhum.

— Hanni... — Presley se agarrou nela, começando a chorar novamente. Teve tanto medo de dirigir até lá, bater na porta dela e Hanni não estar sozinha. Seu coração ia se partir mais do que já estava. Mas foi mesmo assim, foi mesmo com medo, porque simplesmente não conseguiu pensar em outro lugar para onde poderia ir.

— Só... vamos nos acalmar, ok? Eu não quero que você fuja de novo.

— Eu não fugi.

— Fugiu sim! Coitada da Kaori. Depois quer culpar a Aika por ser uma fugitiva também! Vou ficar aqui até você se acalmar de verdade e depois vamos entrar e conversar, tudo bem?


Presley se agarrou nela com mais força, enterrando o nariz no pescoço e no ombro dela, sentindo o cheiro de Hanni, seus braços, sua presença. Seu corpo se dirigiu para ela, praticamente sozinho. Sabia que não devia estar ali, que era errado invadir a casa dela daquela forma no meio da noite, mas naquele momento, Presley era apenas um impulso, uma chama que precisava se acalmar um pouco. Desconfiava que não existia outro lugar onde pudesse se acalmar a não ser nos braços dela.


Então, no meio desse impulso, algo mais estava se manifestando. Hanni estava em seu colo, de frente para Presley, e seu sangue começou a correr apenas para duas áreas do seu corpo. Como era possível? Não fazia ideia, era novo para ela também.


— Hanni, eu... eu já me acalmei.

— De verdade?

— De verdade.

— Pres, podemos ir para dentro?

— Eu não sei, você não me respondeu se estou interrompendo algo.

— Está — Hanni saiu do colo dela e desceu do carro, mas sem soltá-la — O pânico no qual eu entrei sem saber para onde você tinha ido, nervosa do jeito que estava. Vem, vamos para dentro, eu vou fazer algo para você beber.


Presley a olhava, segurando a mão dela, enquanto saía do carro.


Hanni não soltou sua mão até estarem em casa. A levou para a cozinha e a fez sentar em uma das banquetas do balcão.


— Você comeu alguma coisa? Kaori me disse que você não estava muito bem hoje.

— Eu... não consegui comer muito, mas não estou com fome.

— Mas se eu fizer um sanduíche, receita da minha mãe que ela aprendeu no Brasil, você come?


Presley abriu um sorriso; só Hanni conseguia fazê-la sorrir depois de tudo.


— Como, claro que sim. Você comeu?

— Também não. Farei para nós duas. Sei que as coisas complicaram na sua casa, mas não estavam exatamente em paz por aqui também — Disse, começando a pegar o que precisaria: pão, alface, tomate, queijo e linguiça.

— Eu te causei problemas, não foi? A Alexia não ficou nada feliz de me ver saindo daqui aquela noite.

— Eu me causei problemas, Presley. Fiquei muito tempo sem dizer as coisas que precisava. Eu nunca quis machucar a Alexia. Quando a gente começou a ficar, as regras eram claras: somos mulheres livres. Eu não estava pronta para um relacionamento e disse tudo isso no começo. Mas de alguma maneira, as coisas mudaram, ou enviei a mensagem errada. Tenho percebido que não sou muito boa nisso, de conseguir... comunicar o que quero — Abriu o forno, colocou as linguiças que havia cortado para assar. Daí, se virou para Presley — Eu não durmo há umas três noites.

— Você...?

— Estamos em conversas muito longas. Estou ouvindo, acho que devo isso para ela, ouvir, entender as razões dela, entender onde eu a feri, os motivos pelos quais preciso pedir desculpas.

— Você... sumiu a semana toda.

— Você também sumiu. Já notou? Sou sempre eu indo atrás de você, te convidando para fazer algo, puxando as conversas. Você nunca me procura, Presley.

— Eu... — Presley refletiu sobre isso — Ok, eu não havia me dado conta disso, você tem razão. Mas é que... — Respirou fundo, sentiu um arrepio pelo corpo.

— Espera, espera — Hanni foi até o sofá e pegou uma jaqueta de lá. A jaqueta preta de Presley que estava com ela, Hanni vestiu nela, tocando aquele rosto lindo — Você está com febre?

— Não é febre, é... você — Confessou, olhando para baixo.


Hanni a olhava. Estavam muito perto uma da outra. Pegou as duas mãos de Presley e as colocou em seu pescoço.


— Consegue sentir a temperatura? Não é só você, Pres — Daí, ela se afastou, voltando para o balcão da pia onde preparava as coisas. Foi fazer mate com limão para as duas — Continua o que você estava dizendo.

— Bem, eu acho que não vou atrás de você porque não posso, Hanni. Eu sou casada, você é livre. Sei que não devo ficar te procurando. Eu não quero... ter efeitos na sua vida, como aconteceu aqui no domingo. Você está há três noites sem dormir por conta disso. 

— Já disse, é por minha conta. Eu causei os problemas que estou tentando resolver agora. Você me perguntou se estava tudo bem na quarta, eu disse que não, e você não me respondeu mais. Por quê? Por que sumiu assim?

— Porque eu não queria descobrir algo que me machucaria. Eu não queria... sei lá, que você me dissesse que não estava bem e que eu devia me afastar.

— Daí você se afasta sem me dizer nada? Isso não faz sentido — Trouxe duas canecas para elas, de mate, mas quente desta vez. Presley parecia com frio — Quer falar do que aconteceu hoje?


Presley respirou profundamente. Tomou um gole do mate quente, tão gostoso quanto o gelado.


— Eu não acordei me sentindo muito bem, estava estranha, com dor de cabeça, estômago esquisito, notei que estava com febre. Daí, não fui trabalhar, não consegui fazer muita coisa em casa e o Leo chegou irritado com algo. Estou tentando conversar com ele desde segunda, mas ele vem me evitando. Daí ele chegou hoje e tudo só... saiu de controle. Brigamos feio, ou melhor, eu acho que foi ele quem brigou comigo. Eu disse muitas coisas, ele também disse, e eu só... — Respirou profundamente — Não conseguia ficar lá dentro mais. Precisava sair, respirar um pouco. Mas daí comecei a chorar, parei o carro de qualquer forma, uma policial me abordou, foi assim que precisei ligar para a Aliana, mas nós também brigamos.


— Por que vocês brigaram?

— Porque ela não me entende também. Tento dizer as coisas, mas ela tira as próprias conclusões. Eu não queria ligar para ela, mas não tinha para quem ligar.

— Você é parada pela polícia, no meu carro, e não liga para mim? — Hanni parou muito perto dela outra vez. Por que ela seguia vindo para perto?

— A gente não estava conversando, Hanni.

— Mas eu não disse que você pode me ligar por qualquer coisa, qualquer motivo, qualquer horário? Eu ia até você, eu já estava indo agora. Tinha ido pegar o carro do Sasha.


Presley a olhava nos olhos. Ela estava muito perto mesmo, dava para sentir a pele dela, o perfume, o calor do corpo dela. Abriu um sorriso.


— E ia até mim exatamente onde...?

— Eu não faço ideia! Eu ia deixar o meu magnetismo me guiar para você. Só não ia ficar aqui dentro sem saber onde você estava, se estava bem, se estava segura. Eu... senti a sua falta a semana toda. Eu quis falar com você o tempo todo, Pres. Morro de saudades da Aika, morro de saudades de você. O que faço com isso? O que a gente está fazendo uma com a outra? E se você decidir que não me quer mais na sua vida? Achei que você tinha decidido isso essa semana.

— Hanni...

— Eu achei! Foi isso que pensei, que sei lá, você havia decidido focar no seu casamento, tentar consertar as coisas. Pensei que eu estava atrapalhando, que você tinha se assustado com a situação com a Alexia. Pensei mil coisas, Presley. Fiz alguma coisa de errado? Eu te assustei de alguma maneira? Porque tenho tentado tomar cuidado, te manter segura perto de mim, te deixar confortável e...


E Presley a pegou pela cintura, olhando diretamente naqueles olhos:


— Hanni, você ainda não entendeu que quem nunca está segura comigo é você?

— Pres...


Presley se colocou de pé, deu dois passos e a pressionou contra a parede.


As mãos na cintura dela, o coração de Hanni ligeiramente acelerando.


— Eu tô ficando louca, Hanni, eu não consigo... Ficar sem pensar em você, sem querer você, você sabe disso, você sabe o que causa em mim — Disse, encostando a testa no peito dela, fugindo daqueles olhos.

— Você assume que eu sei, assume que devo saber, mas nunca me senti tão insegura com ninguém na minha vida antes, Presley. Eu... eu não sei o que fazer, o que pensar de você. Isso pode acontecer? Há alguma chance da gente...?

— A minha mente flutua na possibilidade de você e eu. Eu só... — Presley colocou a mão no pescoço dela, os olhos naquela boca porque simplesmente não conseguia evitar — Eu não sei, como se... — Desceu a mão pela garganta de Hanni, que respirou muito fundo.


O coração disparado, a respiração alterando e os olhos dela mudaram. Os olhos de Hanni escureceram, tesão, desejo, correndo densamente por dentro da pele dela, e Hanni só...


O top deixava ver um pedacinho do abdômen de Presley, os seios apertados, desenhando um decote insano, e aquela minissaia justinha, que tanto parecia com o vestido daquela noite, da noite delas.


— Presley... — Os olhos de Presley também haviam mudado, estavam lânguidos, piscando lentamente. Ela não parecia mais estar ouvindo qualquer coisa que Hanni dizia, e a pele dela... Presley era como um vulcão. Hanni conseguia sentir o calor correndo por dentro da pele dela, e aqueles olhos, aquela boca, aqueles lábios... — Quero tanto você que dói.

— O quanto dói? — E suavemente, Presley agarrou a parte da frente do short dela, fazendo Hanni suspirar, tremular por inteiro, e Hanni...


A virou contra a parede, deslizando a coxa para o meio das coxas dela e só...


— Ah, honi... — Presley estava muito molhada e apenas... fechou os olhos, segurando a cintura de Hanni. Delicadamente, roçou pela coxa dela, deslizando milimetricamente, tão molhada, pulsando tanto que...


Presley abriu os olhos, pareando a respiração com a de Hanni, seus batimentos com os batimentos dela, quase uma só, elas duas, quase uma só.


— Você está sentindo...?

Babe... — Hanni estava numa luta, tentando manter tudo por dentro, tentando manter suas mãos longe de Presley, mas o cheiro dela, a pele dela...


Presley tirou a própria jaqueta e delicadamente, deslizou as mãos por dentro do moletom de Hanni, tocando aquele abdômen, subindo muito devagar, descobrindo centímetro a centímetro daquela pele beijada pelo sol e daquele corpaço que...


Presley mordeu o lábio.


Tirou o moletom dela, revelando um sutiã rendado, preto, justo naqueles seios medianos que haviam a deixado louca na praia. Foi então que Presley respirou fundo, foi ela quem estremeceu por inteiro. Doía mesmo, o desejo ardendo, pulsando, exigente, denso, descontrolado.


— Me pare agora ou eu provavelmente vou arruinar você — Presley disse, os olhos cheios de luxúria, transbordando de paixão.


E Hanni...


Sorriu para ela.


— Ok.

— Ok? — Presley não entendeu muito bem.

— Ok. Eu sou como uma casa pós-incêndio, Pres. Vamos ver o que restou para você arruinar.


Presley desceu as mãos pelo pescoço dela outra vez, seu corpo tremendo por inteiro, sua intimidade pulsando contra a coxa dela. Hanni a puxou mais firme pela cintura, olhos nos olhos, o cheiro de uma, da outra, a pele se arrepiando, os batimentos tão fortes que estavam ensurdecendo.


Me pega. Me pega para você — Presley pediu, os olhos fechados, a parte baixa de sua cintura deslizando pela coxa de Hanni, completamente molhada.


E assim, Hanni comeu o espaço entre a boca dela e a sua.

 


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11 comentários


ana.gouveia.vet
1 de dez de 2023

O capítulo 16 não iria sair dia 29?

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sylber1011
sylber1011
30 de nov de 2023

Uhuuu

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Adriana Evangelista
Adriana Evangelista
28 de nov de 2023

uau! fiquei sem ar....😅

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Samily Lima
Samily Lima
25 de nov de 2023

Sério?! A pessoa ja se humilha esperando o cap e vem esse final e humilha o dobro! Desse jeito é p infartar 🤡😢

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Rodrigo Mesquita
Rodrigo Mesquita
25 de nov de 2023

Tessa do céu... Que cliffhanger foi esse?


Definitivamente a Presley teve um dia cheio de fortes emoções... deixou o traste pra trás, foi parada pela polícia, brigou com a Lia, deu um perdido nela e na Kaori, teve uma verdadeira DR com a Hanni... E aí a Tessa vem e pára o capítulo na hora em que tudo vai pegar fogo?


Confesso que estou morrendo de curiosidade pra saber quem deixou a Manu se sentindo como uma casa pós-incêndio, tenho até medo da resposta...


Dia 29, faça um favor e chegue logo, please!

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