Acróstico 23
- Riesa Editora

- 3 de jan. de 2024
- 22 min de leitura
Atualizado: 26 de jun. de 2025

Histórias
Presley acordou atrasada e correndo demais.
Finalmente, as poucas horas de sono pareciam estar cobrando seu preço, e ela quase perdeu a hora. Trabalharia pela manhã; na verdade, faria seis horas corridas. Tinha uma reunião com a CRH e ainda não sabia bem o que iria dizer. Aquela manhã estava, particularmente, caótica.
Aika havia acordado o Taz-mania e o Furacão Katrina combinados. Com a energia de trinta crianças de três anos em plena manhã de Natal. E enquanto Presley tomava banho e Hanni preparava o café, ela simplesmente escapuliu para fora. Vestida com um dos presentes recebidos na noite anterior, um moletom do Pikachu com orelhas que se moviam, saiu correndo para o jardim da casa. Chutou uma bola contra a parede, rolou no chão com a cachorra de Sasha - tudo isso em questão de minutos, absolutamente MINUTOS. Quando Hanni finalmente a capturou, Aika estava escalando o Jimny. O motivo? Ela queria tocar na prancha, enquanto a Collie Border de Sasha não parava de pular ao redor dela.
A pegou no colo, rindo nervosamente. Como podia? Tentou explicar que não podia sair sozinha, escalar ou rolar com a cachorra.
— Sasha! A Blackstenius fez a criança rolar no chão!
— Hanni, a criança fez a Blackstenius rolar no chão! — Ele respondeu rindo, indo pegar a sua filha de quatro patas — Esqueci que temos criança agora.
— Nós temos, pelo menos por alguns dias.
— Vocês estão ficando sério, não estão?
Hanni abriu um sorriso.
— Eu pensei que nunca mais me envolveria seriamente com alguém, mas aqui estamos.
E os ovos deveriam estar queimando! Hanni voltou para dentro, e Presley desceu correndo, já arrumada, se perguntando por que sua filha estava suja às sete da manhã.
— Acho que ela acordou animada por algum motivo — Hanni mexeu nos ovos com ela no colo, rindo demais.
— Hanni, é sério, você precisa manter essa criança dentro de casa, trancar as portas, ela é um fenômeno meteorológico!
— Vou fazer isso, ela ainda não havia tentado escapar por aqui. Pode dar um banho nela rapidinho? Eu termino o seu café.
Presley a colocou no banho, e Hanni assistiu ao que era uma bronca em alta fluência de NZSL. Os dedos de Presley sinalizavam muito rapidamente, dando um sermão daqueles. Hanni nem ousou interromper. Voltou para a cozinha.
— Ela vai te dar trabalho hoje, Manu.
— Não vai, não. Eu vou dar atenção para ela depois do café, vamos brincar com o que ela ganhou ontem. Escuta, vamos fazer assim: farei almoço para ela e almoçamos juntas depois que a deixar na escola. Temos que estar de volta lá às três da tarde. Sua reunião é hoje, certo?
— Sim, remarcaram para às onze, e eu ainda não sei o que fazer, Hanni.
— Você precisa do dinheiro, não precisa?
— Preciso, mas e a Aika?
Ela pensou um pouco.
— A gente dá um jeito, Pres.
— Mas que jeito?
— Posso ficar com ela na maioria das manhãs e, nas que eu não puder, a gente pensa em algo.
Presley olhava para ela. Foi até lá e a abraçou, de forma muito apegada, muito forte.
— Eu quero muito namorar você.
Hanni riu, a cheirou e a beijou rapidinho.
— Eu também quero, a gente vai conseguir.
— Posso aceitar mesmo se me oferecerem mais horas?
— Pode. Estou com você, está bem?
Podia se acostumar a ouvir isso mais vezes. Na verdade, achava que já estava acostumada.
Presley correu para o trabalho, com sua própria mala de modelo no carro: a roupa para a festinha na escola, a que usaria no estádio e no jantar com seus pais. Seu dia estava lotado. Correu para a embaixada, despachou e-mails, documentos, fez uma live rápida com o embaixador. E então, teve a reunião com a CRH. Entregaram seu reenquadramento: como tradutora e intérprete, só isso já dava um ótimo acréscimo de salário. Mas a questão das horas ainda era um ponto crucial. Presley não sabia muito bem o que fazer; não era justo com Hanni também. Além disso, voltaria para sua casa. Eram tantas questões, tantas incertezas.
— Porque a gente não faz assim: você trabalha dois dias em período integral e três dias meio período. Fica melhor para você?
Assim, as coisas pareciam se encaixar melhor, aceitou.
E nunca na vida duas da tarde demorou tanto para chegar. Quando finalmente chegou, Presley estava faminta. Hanni apareceu para buscá-la, usando óculos escuros, cabelos soltos, vestindo Empório Armani inteira. Entrou no carro e a beijou ali mesmo, na porta da embaixada; ela que não viesse reclamar de que não era assumida. Foram almoçar, muito agarradas. Depois, seguiram para a escola de Aika, onde, após organizar a festinha dela, Presley pôde assistir a um pedacinho do workshop de Hanni. Aika, por sinal, era a aluna-assistente mais graduada do workshop.
Já tinha trocado de roupa e estava sentada num canto, observando as duas de quimono em um tatame improvisado, demonstrando alguns movimentos de jiu-jitsu, fazendo algumas brincadeiras e abordando o tema do bullying de forma acessível para os alunos, de modo que eles entendessem.
— Ela é professora? — A orientadora se sentou ao lado de Presley.
— Sim, ela é professora de educação física. Também é musicista e faz trabalho voluntário em um hospital infantil, está acostumada a lidar com crianças.
Ela deu uma olhada de lado.
— Vocês estão juntas há muito tempo?
Presley sorriu. Jurava que estava sendo discreta.
— Exatamente hoje está fazendo um mês.
Um mês e tudo havia mudado.
A festinha de Aika encerrou o workshop. Se antes sua filha não era a menina mais popular da escola, agora seria, afinal, ela era assistente da moça do jiu-jitsu, que era muito divertida e havia dado a aula mais legal do mundo. Terminaram tendo que deixar o contato de Hanni, pois provavelmente ela teria mais alunos ou talvez pudesse dar algumas aulas na escola? Tudo era uma possibilidade, e Presley riu HORAS porque...
— Olha, Manu, se não vier o contrato da YSL, vem o da escola de educação infantil, eu tenho certeza!
Hanni ria porque era uma boba que ria de tudo, até disso, e ficou, inclusive, animada com a possibilidade do contrato na escolinha de Aika. Ela não existia, não. Deram um pulo em casa, tomaram um banho rápido e correram. Hanni estava toda de preto, toda de Hugo Boss, até o tênis. A camisa da seleção neozelandesa era preta também. Ela ficava uma coisa assim. E Presley precisava de muito autocontrole. Acabou saindo muito parecida com ela também. Optou por jeans, camiseta da seleção, tênis, e lá veio a pequena cópia, toda de preto e muito bem agasalhada, vestida por Hanni, e muito, mas muito empolgada.
Foram buscar Pipe, toda arrumada também, com aqueles olhinhos kowis, cheios de empolgação. Hanni contou que Mave não gostava de futebol e que, até nisso, Pipe havia encontrado parceria em Aika. Dirigiram até o metrô; só dava para chegar de carro até certo ponto. E não, Presley nunca havia ido a um evento esportivo tão grande. Foi maravilhoso fazer isso com Hanni e as crianças. Andar no meio das torcidas, ver todos empolgados, felizes, a sensação de segurança, tudo muito organizado. Pegaram as meninas no colo na entrada do estádio, e não, Presley nunca havia entrado em um. Se emocionou e não podia esperar nada diferente dos olhinhos das duas pequeninas.
Ficaram juntinhas, compartilharam lanches de evento, a abertura foi incrível, algo emocionante, bonito e cheio de ancestralidade. Os olhos de Aika pegando cada detalhe, sentindo a vibração da arquibancada. Era como se estivessem em um caldeirão de emoções, e ela podia sentir cada uma daquelas vibrações distintas. E Presley também sentia. Olhava para o lado, via a empolgação de Hanni junto com as crianças, e aquilo... Aquilo era muito novo. Sentia-se em família com ela ao seu lado. Sentia-se feliz, não mais sobrecarregada, fazendo algo bom, com significado, algo que a acalmava por dentro. Precisava lutar por aquilo. De alguma forma, de alguma maneira, Presley não podia desistir.
— Babe, eu tenho que ir — Estavam quase no final do primeiro tempo.
— É muito longe daqui?
— Não, é em Parnell, umas quatro estações daqui. Eu te mando a localização quando chegar lá.
— Tem certeza de que posso ir te buscar?
Presley enroscou os braços no pescoço dela e a beijou.
— Certeza. Me avise quando estiverem saindo.
E após deixar uns beijinhos nas meninas, Presley partiu para casa. De casaco, camiseta da seleção por baixo e uma touca nos cabelos, já que havia esfriado de fato, pegou o metrô em direção à casa dos seus pais. Chegou à estação, Leo esperava por ela. Entrou no carro com ele.
— Ah, estava na abertura da Copa?
— A Aika queria muito ir assistir.
— E você a deixou lá...?
— Com a Manu.
Houve um breve silêncio.
— Peguei um apartamento já.
— Mesmo?
— Sim, a Kaori me ajudou. Ficarei no prédio dela mesmo.
— Como... Aliana apresentou vocês?
— Apresentou como namorada, mas a menina não sabe disso ainda.
— Típico dela.
— Muito. A Kaori me apresentou alguns amigos dela, saímos na terça.
E aquilo pegou Presley de surpresa, de uma forma positiva.
— Leo, isso é ótimo! Quanto tempo faz desde a última vez que você saiu assim?
— Faz tanto tempo que eu mal me lembro — Ele respondeu sorrindo.
— Como se sentiu?
— Bem, muito bem. Esses caras, todos trabalham no mercado financeiro.
Eles foram conversando sobre isso até chegarem à casa dos pais de Presley. Ela ficou genuinamente feliz ao ouvir que Leo havia feito alguns amigos, que estava feliz com o apartamento; provavelmente, na sexta-feira, Presley já poderia retornar com Aika, tudo conforme o planejado. E, enfim, chegaram.
— Presley, você tem certeza mesmo?
— Nós já passamos dessa fase, Leo.
Desceram, tocaram a campainha, seus pais vieram recebê-los juntos, rindo sobre alguma coisa. Eles se davam muito bem; sempre havia sido assim. Presley cresceu em um lar tranquilo, onde nada costumava estar fora do lugar. O começo na Coreia havia sido difícil; moravam em um bairro de imigrantes, e sua mãe sempre fora a maior apoiadora do seu pai, que, apesar de trabalhar na construção civil, sempre havia quisto mesmo era ser escritor. E havia conseguido, já em Auckland. Finalmente, a vida confortável chegou para eles. Hoje, ele escrevia livros e trabalhava em um jornal, e a vida era calma, era tranquila.
E sua mãe lhe olhou de cima a baixo logo na entrada. Jeans, camiseta de futebol, aquele casaco Diesel com "Park" gravado nas costas, touca sobre os cabelos.
— Onde você estava, Presley?
Ela ficou horrorizada ao ouvir "jogo de futebol", mas ok.
Entraram e começaram a conversar um pouco já à mesa de jantar, embora estivesse tarde para os padrões que seus pais costumavam jantar. Quando Presley começou a falar sobre a separação, o clima mudou completamente. Seu pai ficou mais quieto, observando mais do que falando, mas sua mãe ficou transtornada, irritada, o que deixou Presley transtornada e irritada também.
— Mãe, já conversamos sobre isso!
— Presley, é um casamento! Não se pode falar disso em um dia e sair de casa no outro, as coisas não funcionam assim. Como planeja sustentar a casa sem o Leo?
— Estou cuidando disso, não precisa se preocupar.
— Vou continuar cuidando disso, Jimin — Leo disse de repente.
— Não, você não vai, já falamos sobre isso, Leo. Consigo cuidar de mim mesma, você só precisa cuidar da Aika comigo.
— Presley, por que você precisa ser tão teimosa? Eu consigo fazer isso!
— Não estou dizendo que não consegue, apenas que EU CONSIGO. Qual a dificuldade de entender isso?
Esse foi o tom do jantar inteiro, com sua mãe Jimin e Leo contra Presley, enquanto seu pai Hye a apoiava quando necessário, sempre calmo. Mas Jimin, com toda certeza, não desistiria do casamento tão facilmente. Ela insistia em entender o que estava dando errado: era algo que Leo fazia ou não fazia? Ele não poderia melhorar? Presley havia dado chances suficientes? Ou Presley havia feito algo de errado?
Leo pediu licença para ir ao banheiro. Jimin se voltou para Presley.
— O que você fez, filha?
Ela respirou fundo.
— Nada. E tudo. Mãe, você precisa parar, eu não vou voltar para esse casamento — Passou a falar em coreano com seus pais.
— Você nem terminou o ensino superior, Presley!
— Eu sei, mas consegui um bom emprego e estou indo bem nele. Estou pensando em voltar para a faculdade, cursar Direito. Estou gostando dessa carreira diplomática.
— Como você vai voltar a estudar e continuar trabalhando com uma criança pequena que precisa tanto de você?
— Ela não precisa mais tanto de mim assim, mãe. Aika é perfeitamente capaz de cuidar dela um pouquinho. Ela quer estudar coreano, quer jogar futebol, eu vou cuidar disso.
— Como tem feito esses dias? Eu nem sabia que você estava fora de casa.
— Tenho ficado com uma amiga. Ela me ajuda muito com a Aika. Inclusive, está cuidando dela agora mesmo — Checou o horário, o jogo deveria estar terminando, estava um a zero para a Nova Zelândia, aquelas três deveriam estar no céu. Iriam comer alguma coisa na saída e depois, viriam buscar Presley.
— Uma amiga? Aliana?
— Outra amiga.
Silêncio. Jimin a olhando nos olhos, Hye a observando de lado. Amiga?
— E quem é essa amiga que nós não conhecemos?
— Vocês irão conhecê-la em breve.
— É uma amiga que está convivendo com a minha neta, eu quero conhecê-la imediatamente, Park Presley.
— Mãe...
— Sua mãe está certa, filha — Seu pai falou de repente — Se é alguém com quem você está passando uns dias, em quem confia o suficiente para cuidar da Aika, ela está fazendo parte da sua vida e precisamos conhecê-la quanto antes. Qual o nome dela? — Ele perguntou, com muita doçura, tanto que Presley sorriu ao responder. Foi o primeiro sorriso da noite.
— É Hanni.
— Hanni? Coreana? — Sabia que sua mãe gostaria desta parte.
— É, ela nasceu no Brasil, mas os pais são coreanos. Ela morou na Coreia por bastante tempo.
— Foi educada na Coreia?
— Isso, educada na Coreia.
Quando Leo retornou, percebeu que estavam falando de Hanni. Presley notou seu desconforto e mudou de assunto. Voltou a deixar claro que estava decidida, contou sobre sua reunião no trabalho mais cedo, mostrou as lives que estava fazendo e compartilhou um pouco sobre suas atividades na embaixada. Os três pareciam muito surpresos. Aparentemente, todos eles tinham uma ideia diferente do que Presley estava fazendo; talvez ela própria não valorizasse seu trabalho até ouvir as palavras “carreira diplomática” saindo da boca de Hanni durante a festa da Diesel. Se Presley não se valorizava, que mensagem poderia enviar para os outros? Sobreviveram. Sua mãe não parecia ainda vencida, mas sim mais conformada. Leo não ficou muito mais tempo, disse que estava de mudança e precisava acordar cedo. Ele perguntou se Presley queria uma carona. Não, ela ficaria um pouco mais. Hanni chegaria em meia hora, já estava jantando com as meninas.
E quando Jimin foi deixar Leo na porta, Hye se aproximou de Presley na cozinha.
— Ela toma café?
— Quem?
— Hanni, ela toma café?
— Ah, sim, ela toma.
— Em quanto tempo ela estará aqui?
— Em meia hora, mais ou menos. Pai, o que...?
— Ela vai entrar para tomar café conosco.
— Mas é que... — Riu de nervoso. Hanni ia infartar se tivesse que entrar. Ela tinha medo de pais.
— Ela vai entrar, Presley. Quero conhecê-la imediatamente.
— Pai, é que...
— Presley, eu sou seu pai. Conheço você desde quando era uma garotinha e a minha pressa em sair da Coreia do Sul, em partes, sempre foi porque eu sentia que você não se... encaixava naquele país muito bem. Talvez você tivesse... dificuldades quando crescesse. Talvez... — Ele estava organizando as louças — Não conseguisse se casar com a pessoa por quem você viesse a se apaixonar.
Presley olhou para ele completamente surpresa.
— Não diga nada, não precisa. Você traiu no seu casamento?
— Eu... não pretendia. Eu queria estar fazendo tudo em uma ordem, pai, e estou tentando, de verdade, mas...
— Presley, sabe como uma história nasce? Desses romances policiais que eu escrevo? A ideia surge e eu me apaixono por ela. E é um amor intenso, imenso, só penso naquela ideia o tempo todo, então começo a escrever e se deixar, só faço isso o dia inteiro, imerso, com toda a minha atenção, e a sensação é incrível, ler e reler é maravilhoso, tudo é incrível mesmo. Mas daí, lá pelos oitenta por cento dessa história, de repente, outra surge, e é um amor intenso e imenso, e enquanto estou escrevendo aquela outra história que era minha paixão, de repente, só consigo pensar na história nova — Ele abriu um sorriso — Eu gostaria de terminar a história em andamento com todo o amor intenso e imenso do começo? Claro que gostaria, mas as coisas nem sempre são como queremos. Principalmente quando se trata de histórias reais, filha.
Presley apertou os lábios, quase querendo chorar. Seu pai não existia.
— Você contou para o Leo? Porque eu não criei uma mentirosa, nem uma covarde.
— Eu contei sim. Não necessariamente sobre a Hanni, mas sobre o que aconteceu.
— Ok. Agora me mostre a moça, eu sei que ela deve estar aí no seu celular.
Presley riu, afastando a tristeza. Desbloqueou seu celular e mostrou o wallpaper para o seu pai.
— Essa?
— Aham.
— Uh!
— Gostou dela?
— Tão bonita! Parece com a minha neta. Por que elas se parecem?
Este fenômeno seguiria ocorrendo, Presley desconfiava.
E meia hora depois, Park Manu estacionou na frente da casa de seus pais. Dava para ver as meninas agitadas no banco de trás, rindo de qualquer coisa. Deu para ver Hanni pegando o celular para mandar uma mensagem para Presley, provavelmente. Desceu enquanto ela escrevia, deu a volta no carro, falou com suas meninas, chegou na janela do motorista e deixou um beijo no rosto de Hanni.
— Oi, linda — Presley sorriu para ela, tudo em português.
— Oi, babe — Hanni sorriu de volta — Ainda não terminou?
— Ainda não.
— Mas está correndo tudo bem?
— Tudo bem. Hanni, meus pais querem conhecer você.
— O quê?!
Presley começou a rir.
— Eles querem, acabou que você surgiu na conversa e...
Ela deu uma olhadinha para a casa.
— Leo continua aqui?
— Não mais.
— E por que eu surgi na conversa?
— Porque você fica surgindo em mim o dia inteiro, a noite toda, é a minha constância, honi — Respondeu sorrindo, vendo aquela carinha assustada.
— Pres, eu tenho medo de pais, eu não sou boa com pais, eu estou vestida de Hugo Boss hoje!
Presley não conseguia parar de rir.
— E está linda de Hugo Boss — E falando em coreano, para que Pipe não entendesse: — Eu não vejo a hora de tirar essa roupa toda de você.
— Você vai me matar hoje — Hanni encostou a testa no volante, absolutamente em pânico.
— Babe, vamos lá, você vai se sair muito bem.
— Mas eu queria que a sua mãe conhecesse a modelo primeiro, não direto a versão boyfriend.
— Meu pai já sabe da parte do boyfriend.
— Presley, como assim, pelo amor de Deus?!
Presley ia morrer de rir desse jeito. Abriu a porta de trás e pegou as meninas.
“Ver a vovó?” Aika sinalizou.
— Isso, vamos ver a vovó rapidinho. Pipe! Tem bolo de chocolate, você gosta?
— Eu gosto muito! — Saltitou de um pé para o outro, e Presley olhou para Hanni, IMÓVEL, abriu a porta dela.
— Vem, meu amor, tem bolo de chocolate e café. Estamos com as crianças, já disse que não podemos demorar.
Ela desceu do carro finalmente e respirou fundo.
— Estou bonita?
— Como todos os dias.
— O que a sua mãe vai me perguntar?
Presley riu de novo.
— Eu não faço ideia, mas meu pai ficou bem com a história.
— Mesmo?
— Mesmo, mas não vamos falar para minha mãe agora de qualquer forma. Ela só quer conhecer você.
Hanni apertou os lábios, nervosa de verdade.
— Babe, ela não é um dragão, eu juro.
— Ok, me dá uma criança — Ela pegou Aika dos seus braços e Presley pegou Pipe no colo, a coisa mais linda da vida aquela criança, tranquilamente podia ser delas também.
— Pronta?
Ela respirou muito fundo.
— Pronta.
— Ok, vamos lá.
Caminharam para a porta e tal como havia feito com Leo mais cedo, Presley bateu, lado a lado com Hanni agora, carregando as crianças. E tal como mais cedo, seus pais abriram a porta juntos e eles sorriram, inevitavelmente sorriram. Elas ficavam lindas juntas, era sabido.
— Menina, como você é bonita — Foi a primeira coisa que saiu da boca de sua mãe quando ela olhou para Hanni, mais intrigada do que um elogio — Vamos, entrem, está frio aqui fora. Vocês estavam no estádio?
— Isso, no estádio. Eu sou Park Hanni Manu, é um prazer conhecer vocês, Park-ssi — Ela os cumprimentou cordialmente coreana, o que fez seus pais sorrirem.
— É um prazer nosso conhecer você, Hanni. Eu sou Hye, minha esposa Jimin, e essa coisinha linda aqui é...?
Pipe olhou para Manu, como que pedindo autorização.
— Pode se apresentar, meu amor.
— Meu nome é Pipe, senhor e senhora.
— Pipe? Que nome lindo você tem! — Jimin deixou um beijo na testa de Pipe e esticou as mãos para Aika, que só veio para o colo dela, sorrindo demais; ela adorava os avós — Vamos para sala, eu separei um bolo para vocês.
Hanni trocou um olhar com Presley, ela abriu um sorriso e pegou a sua mão.
Sentaram-se na sala, café para as adultas, uma fatia de bolo de chocolate para as pequenas, e Aika começou a arrastar Pipe pela casa, querendo mostrar tudo para ela, deixando os adultos sozinhos numa conversa que acabou sendo muito mais amistosa do que Presley podia imaginar. Seus pais estavam curiosos sobre Hanni.
— Então, seus pais são de qual parte da Coreia? — Sua mãe perguntou.
— Da Ilha de Jeju, Jimin-nim — Ela usava honoríficos, se Presley estava impressionada, imagine seus pais — Mas quando voltamos para a Coreia, voltamos para Seul, onde estudei até os meus oito anos.
— E você se formou...?
— Fora da Coreia, eu me formei em Música, na Espanha, e então em Educação Física, aqui na Nova Zelândia mesmo.
— Que interessante. E hoje você trabalha com o quê? Em qual das áreas?
Ela abriu um sorriso, esquentando as mãos na xícara de café.
— Na verdade, eu sou modelo fotográfica.
Presley olhou para o lado; ela havia dito com tanto orgulho agora que era modelo. O que...? Ah, entendeu. Os olhos de sua mãe brilharam!
— Modelo fotográfica, dessas de grifes, comerciais...?
— Isso, eu... — Ela engoliu, tomando outro gole de café — Trabalho para algumas marcas.
— Mostra para eles, meu amor — Presley pediu, “meu amor” em português.
— Mostrar...?
— O último ensaio que você fez, aquele de ontem, foi para quem?
— Ah, para a Balmain.
E quando ela mostrou as fotos do último ensaio, sua mãe encantou de vez. Era outra Hanni, com os vestidinhos franceses da Balmain, uma graça, uma princesa. Sim, Presley já tinha a assistido fotografar pessoalmente, mas as fotos finais... O rosto de Hanni gritava sofisticação naquelas fotos, era uma pintura, uma coisa linda. Se ela se impressionava, imagine seus pais. E Aika voltou com Pipe, contando que havia feito um ensaio também.
— Ela fez?
— Fizemos umas fotos. Como chama mesmo, Hanni?
— A Diesel está interessada na Presley, na verdade, pediram umas fotos de teste já que ela não tem um composite.
— A Diesel, a grife?
— A Hanni me apresentou, acho que eles gostaram de como ficamos juntas.
Mostraram as fotos da Diesel. Park Hye brilhou os olhos de maneira diferente.
Já era tarde quando foram para casa, Aika e Pipe dormindo no banco de trás.
— Eu não disse para você? Essa carinha linda de hétero, quem diz?! — Presley disse, segurando o rosto dela, enchendo de beijinhos, a fazendo rir.
— Eu JAMAIS imaginei que terminaria a noite de triunfo da seleção neozelandesa tomando café com a sua mãe. Seu pai é um amor, Pres.
— Ele é, e a minha mãe também é, ela só precisa...
— Ser conquistada, eu cuido disso — Agora estava confiante.
Chegaram em casa quase uma da manhã. Crianças na cama, banho para Hanni e Presley, muito apego envolvido. Presley foi trabalhar pela manhã novamente, e Hanni também, tinha uma reunião de última hora e tiveram que deixar Aika com Sabina. As duas foram para a Queen Street, beijinho de despedida. A manhã foi super corrida para ambas, mas Presley conseguiu sair no horário, buscar Aika e ir para casa. A sua casa.
Eles haviam marcado de almoçar em casa.
Chegaram, e Aika correu para o pai, feliz demais por vê-lo. Ele estava fazendo o almoço, e era engraçado, nada parecia diferente na casa. E deve ter ficado pelo rosto dela.
— O apartamento é mobiliado, vou levar apenas as minhas roupas mesmo.
— Ah, entendi.
— Presley, é a nossa última chance. Se a gente falar com a Aika, não terá como desfazer. Você tem certeza?
Presley veio até ele.
— Você sabe que eu tenho. Isso vai ser bom para nós dois, Leo, confia em mim — E buscou abrigo nos braços dele, que prontamente ofereceu.
Leo o abraçou, cheirou os cabelos dela e chorou.
Era difícil mesmo; ela também chorou, e eles só pararam quando Aika começou a perguntar por que estavam todos chorando. Pararam, arrumaram a mesa; Leo havia feito o macarrão que elas adoravam. E então chegou a hora de falar com Aika.
— Filha, quando nós duas voltarmos para casa hoje, o papai não vai estar mais aqui — Sinalizou para ela.
Ela pensou um pouquinho e sinalizou de volta.
“Onde você vai estar, papai?”
— Ela perguntou onde você vai estar.
— Ah, morando em outro lugar, num apartamento. Vou levar você lá neste final de semana, filha.
Ela entendeu parcialmente, e Presley traduziu o resto.
— Uh — Ela vocalizou, pegando-o de surpresa.
— Ela...?
— Sim, começou esses dias.
“Eu vou morar no apartamento também?” Aika sinalizou com os dedinhos.
— Não, você vai morar aqui comigo, filha. Ficaremos nós duas aqui.
“E a Hanni?”
Presley parou de vocalizar e apenas sinalizou.
“Hanni tem a casa dela, bebê, nós duas moramos aqui. Mas vamos continuar indo visitá-la.”
Ela pareceu pensar.
“Ok. Quando vou ver o papai?”
— Quando você quiser. Ela está perguntando quando irá te ver.
— Sempre que você quiser, filha.
“Podemos ter um dia todo, como a Hanni tem?”
Leo olhou para Presley.
— Às terças, ela fica com a Hanni, um dia todo. Ela quer saber se você pode ter um dia assim também.
— Um dia todo?
— Acho que seria ótimo se você conseguisse ter dias assim com ela. Ela sente sua falta, Leo.
— Eu sei, mas é que trabalho todos os dias — Ele olhou para Aika, ela estava sinalizando e sinalizando, meio irritada — O que foi, Pres?
— Ela está dizendo que a Hanni também trabalha, que já a levou para o trabalho algumas vezes.
— Ela levou a Aika para o trabalho dela? E a Aika não destruiu nada...?
Presley riu.
— Nossa filha está mais calma. Se você tiver tempo com ela, vai notar essas diferenças. Eu a levei na embaixada outro dia, ela quer estar perto da gente, Leo, essas coisas são importantes.
— Oh! Ok, você tem razão. Vou me esforçar para ter mais momentos assim com ela.
— Outra coisa, nisso de ir ao trabalho da Hanni, a Aika recebeu uma proposta para modelar.
— A Aika?!
— Sim, ela...
— Filha, você recebeu uma proposta para modelar?! — Ele perguntou empolgado, e ela respondeu orgulhosa. Havia recebido. Já sabia o que era modelar, era tirar fotos como Hanni tirava, e Aika queria. Havia dito a Presley que queria.
— O que você acha? Ela quer muito. É para a Oakley.
— A marca? Aquela marca?!
— Isso, e provavelmente para a Billabong também, a marca de surfe. Ela... ela tem surfado, sabia?
Ele teve outra crise de choro. Uma crise de choro culposa, porque, aparentemente, havia percebido o quanto estava distante da vida de sua filha. Presley o acalmou. Estava tudo bem; tudo podia ser consertado.
— Menos nós dois, e eu entendo o porquê.
— Leo, só não misture as coisas.
Ele respirou fundo.
— Eu... vi a sua modelo na terça — Ele disse de repente.
— Como assim?
— No bar para onde saí com esses novos amigos que eu te falei. Bebi um pouco, não estou acostumado, e quando me dei conta, a cantora no palco era ela. Acabei dizendo em voz alta que você estava me deixando por causa dela.
— Leo Harris, pelo amor de Deus...!
— Eu disse. Cobre os olhos da criança — Presley cobriu — Como você conseguiu uma mulher como aquela, Pres?
Presley começou a rir de nervoso.
— Leo...
— Eles ficaram me dizendo que se era aquela mesma do palco, a amiga da Kaori, eu tinha que entender também.
— Eles disseram isso?!
— Disseram. E faz algum sentido, não só pela beleza, que realmente, enfim, ela é linda mesmo, mas por todo o resto que venho escutando. Eu amo você, você sabe disso, amo vocês duas mais do que tudo, mas... Isso é real? Hanni?
— Leo, neste momento, Hanni é minha amiga. Uma amiga que tem me ajudado muito com tudo, principalmente com a Aika. Nossa menina realmente está diferente e eu sei que é por causa dela. Ela... acessou algo que nem você, nem eu, estávamos conseguindo e acho que toda essa chave é apenas... interesse por ela, tempo de qualidade, paciência, energia para fazer coisas novas. Nós dois falhamos nisso com a Aika, mas ela não. Espero que você compreenda, porque, provavelmente, vocês dois vão se cruzar por aqui em alguns momentos.
Ele apenas afirmou, respirando fundo.
— Você... pode voltar para casa, hoje eu já durmo no apartamento. E sobre os papéis, posso solicitar mesmo para o advogado?
— Por favor.
O almoço terminou assim. Não, Presley não conseguiu convencê-lo a ir à festinha de Aika no hospital. Ele entregou o presente dela, ela amou, mas Presley não tinha certeza se ela havia compreendido tudo. Talvez apenas entendesse ao não ver mais Leo em casa. Foram para o hospital, onde um remake do primeiro encontro de Presley e Hanni aconteceu.
Lá estava ela, na brinquedoteca, cercada de crianças, usando um vestidinho airoso, ainda maquiada, recém-saída do ensaio, provavelmente. Aika correu para ela, foi pega no colo, e Presley caminhou na direção das duas.
— Carma — Presley disse, sorrindo.
— Dejà-vu — Hanni respondeu, sorrindo também. A puxou para pertinho, sentiu aqueles braços em sua cintura, beijou a testa dela com carinho — Foi tudo bem?
— Tudo bem, sim, ele... já se mudou.
— Hum... Mas vocês voltam para casa comigo?
Presley roçou delicadamente o nariz pelo pescoço dela por um instante.
— Você quer que a gente volte...?
— Eu sempre vou querer vocês duas comigo. Babe, o contrato com a YSL...
E os olhos de Presley brilharam imediatamente.
— Não, mesmo?!
Ela abriu um sorriso imenso.
— Aconteceu! A reunião hoje era sobre isso, só tem uma questão... — Ela cheirou Aika um pouquinho, toda agarrada nela.
— Qual questão?
— Tenho que ir para Paris, por uma semana mais ou menos.
— Que questão complexa, não é? — Presley disse sorrindo, com as mãos na cintura dela, puxando-a de novo, beijando o rosto dela.
— É que antes eu não tinha ninguém para deixar, era mais simples mesmo.
Presley se derreteu por completo. Tiveram uma tarde muito feliz naquele hospital, talvez a melhor festa dentre as três; as crianças estavam empolgadas. Há quanto tempo alguns deles não tinham uma festa? Hanni tocou, fizeram milhares de brincadeiras e, ao contrário daquela primeira vez, agora Presley sabia como ajudá-la e estava ao lado dela. Aika estava feliz. Não havia ganhado brinquedos naquela festa, apenas abraços, mas ela adorava abraços, adorava socializar, e tinha amado a sua festinha.
Voltaram para casa, a casa em Takapuna, e Aika já chegou querendo dormir. Hanni deu banho, a trocou, Presley fez o leite. Sentaram-se no sofá, Aika no colo de Hanni, bebendo do copinho, Presley agarrada nela, enquanto algo passava na TV.
— Pensando em quê? — Hanni beijou os cabelos dela.
— Que esse contrato da YSL deu um upgrade no seu currículo — Disse, sabendo que ela ia rir.
— Me diz se não?! — Ela disse, empolgada.
— Estou tão orgulhosa de você — Beijou a boca dela; o bebê já estava dormindo.
— E eu de você.
— E o que fiz de tão extraordinário assim?
— Tantas coisas nos últimos dias. Você pediu divórcio, foi promovida, teve seu trabalho elogiado, deslocou um dedo por ser uma baita de uma gostosa — Disse, fazendo Presley rir muito — Conversou com seus pais, se desdobrou para estar comigo e com a Aika, me fez feliz como... eu não era desde que os gêmeos nasceram.
Os olhos de Presley se encheram.
— Mesmo?
— Mesmo. E ainda me deu sorte. Você não faz ideia de como eu queria esse contrato, Pres.
— Eu sei sim. É o seu maior contrato, não é?
— Sim, para uma marca gigantesca, de muita projeção. Você vai ver este rosto em anúncios um pouco maiores.
— E vou morrer de orgulho. Vem, Aika dormiu, eu quero te ajudar a fazer a mala.
Porque Hanni viajaria já na manhã seguinte.
Colocaram Aika na cama, fizeram uma mala básica para a modelo, e foi particularmente difícil deixar Hanni naquele aeroporto. Deus, estava tão apaixonada assim? Nesse tanto de absurdo? Estava, e ainda bem, ela foi sofrendo também. Após longos beijos, em Presley e no bebê, a deixaram ir, e foi mais estranho ainda voltar para a sua casa. Era um sábado; Aika dormiu um pouco mais, Presley também. Acordaram meio preguiçosas, Presley com dor de cabeça, extremamente sonolenta. E Aliana apareceu para almoçar.
— Ei, que preguiça toda é essa?
— Lia, tem alguma coisa acontecendo, eu juro que não é só porque a Hanni vai ficar uma semana fora — Disse, fazendo Aliana rir.
— Tem mais uma coisa acontecendo mesmo, e eu acho que sei o que é.
Mas antes que ela pudesse dizer, Presley correu para o banheiro. Quando Aliana chegou para ajudá-la, a encontrou sentada no chão, com o rosto entre os joelhos.
— Presley...
— Toma um banho, por favor.
Aliana riu.
— Eu sei, eu já não usei o perfume hoje, mas acho que ainda está em mim. Presley?
— Não pode ser isso.
Lia entregou um exame de farmácia na mão dela.
— A gente vai ter que descobrir.
Ela começou a chorar.
— Não com a Hanni voando, longe de mim, Lia, eu-eu... Deus, não pode ser isso.
— Pres, calma, está bem? Por que você não faz o exame enquanto tomo banho?
— Lia, não pode ser isso!
Lia saiu do banheiro, pegou Aika, a trouxe, disse que a mamãe precisava dos braços dela. Aika a abraçou muito forte.
— Não pode ser isso, não pode ser isso.
Mas seu coração dizia que era. Tinha uma semana que estava dizendo que era.


Kkkkkk hanni vai voltar e vai ter uma baita de uma surpresa, sei não viu acho que vem pedreira por ai
Rapaz, pq alegria de pobre dura pouco?!! É uma coisa q eu queria saber de vdd, mas assim…. Como?! Pq pelo decorrer dos cap eu n vi a Pres ter relações com Leo esses tempo p agr vim um baby…. Na moral, isso agr me deixou mt encabulada 🤔🤔
Tava fácil demais…
Caramba!Aposto que esse bebê que vem ai será a cara da Hanni!!!!kkkk to rindo, mas é de nervoso!Tessa, maninha, não nos mate do coração!Please!😅
Logo agora? Estava tudo dando tão certo p a Presley, trabalho o relacionamento com a Hani o fim do casamento, eu deveria ter desconfiado q estava perfeito demais p ser vdd, a Tessa n ia deixar ser fácil assim.