Acróstico 36
- Riesa Editora

- 7 de mar. de 2024
- 13 min de leitura
Atualizado: 26 de jun. de 2025

Me and You
Chegaram num clima muito gostoso na festa que, Hanni tinha razão, era um nível acima da festa da Diesel. Tinha muito mais imprensa, muitos protocolos, uma chuva de flashes para todos os lados, muitas modelos, muitas celebridades, e Presley achava que estava pronta, mas quando chegou e viu o tamanho de tudo...
— É exatamente como a outra, a gente chega ali no spot das fotos, posa por... — Olhou para trás — Quanto tempo para as fotos, Tim?
— Você? Dois minutinhos e um minuto de foto conjunta. Falando nisso, preciso do seu nome, honey — Era com Presley.
— Eu? Eu só estou... acompanhando.
— Presley Park, ela é modelo também, Diesel model — Hanni a corrigiu.
— Com esse rosto, seria crime se não fosse. Ok! O stand da YSL está logo na entrada, você sabe o resto — E ele chegou pertinho delas — Hanni, parabéns por isso tudo, você trouxe um belo contrato para a Nova Zelândia, isso abre portas.
Ela apenas sorriu, sabia que não era neozelandesa, mas Aika era, isso podia abrir portas no futuro. Ver o nome de uma modelo sediada num país-ilha como a Nova Zelândia, anotado no histórico de uma marca grande.
Dessa vez, pegaram uma fila, devem ter esperado uns dez minutos e pronto, era o momento de Hanni. Quiseram que ela posasse primeiro e Presley apenas... abriu um sorriso e começou a filmar, aquela impressionante chuva de flashes em cima da DEUSA que ela namorava. Hanni era bonita, havia sido pega pela beleza dela em dois segundos, mas naquela noite ela estava além de qualquer outro momento. Estava linda, estava confiante, estava BRILHANDO diante das câmeras, a embaixadora da YSL na Oceania e na Ásia, e Presley só...
Morria de orgulho.
— Está babando, Presley.
Presley olhou para trás e era Alexia.
— Você está aqui mesmo — A abraçou.
— Tenho as minhas marcas também, garota, não tenho a YSL, mas tenho as minha — Disse, a fazendo rir — Você está... deslumbrante!
— Você também está — Os olhos voltaram para Hanni automaticamente e aquilo fez Alexia sorrir.
— Olha ao redor, Presley: todos os olhos estão nela, todas as câmeras estão nela, não tem uma pessoa olhando para outra coisa neste momento, a Hanni é o momento. Pegou um contrato enorme, com uma marca gigantesca e eu só estou muito feliz por ela, de verdade.
— Achei que... você ainda estivesse meio chateada.
— Eu deveria. Mas quem está com ela é você e estranhamente, eu gosto de você. E você consegue cuidar dela, o que é algo raro neste mundo. Já nos divertimos muito juntas, mas agora só quero que a Hanni seja feliz e eu sei que ela está sendo. Este é o melhor momento na vida dela, Presley, tenho certeza disso.
E Presley foi chamada por ela, para posar ao seu lado e desta vez, foi muito mais fácil. Já sabia como se mover, que poses fazer, como usar o casaco a seu favor e a modelo que sorria, só voltou. Hanni sorriu ao lado dela, a segurando pela cintura, virando juntas para as câmeras, conversando um pouquinho, e sim, todos os olhos estavam em Hanni, mas os olhos dela só viam Presley.
Que privilégio.
Entraram e foi uma insanidade. Muita gente para falar, muitas fotos para tirar, música alta, pessoas, muitas câmeras, muitas conversas, mas algo estava diferente daquele evento da Diesel: não haviam sido confundidas com um casal ainda e a explicação breve de Hanni sobre isso foi que a YSL era mais conservadora. Fazia sentido.
Hanni ficou muito mais ocupada do que no evento anterior, mas de igual maneira, envolveu Presley em cada uma das conversas que teve, tal como naquele primeiro evento. Presley era modelo da Diesel agora, o que era um plus quando mencionavam a embaixada sul-coreana junto. Hanni amava enaltecê-la, sua mãe seria MALUCA se não a considerasse uma boa escolha e ela não sabia de um terço do que Hanni era ainda. Então, em determinado momento, precisou de água com limão e decidiu ir até o bar.
— Presley, certo?
Olhou para o lado e uma moça havia acabado de encostar. A conhecia? Era uma das modelos com quem havia falado, com toda certeza, mas haviam sido tantas.
— Presley, isso.
— A gente conversou rapidinho ali. Meu nome é Lisa, estou representando os escritórios da YSL hoje, Hanni nos apresentou.
— Ah, sim! É que foram várias pessoas muito rapidamente, desculpe, a minha mente falhou — Respondeu, com seu melhor sorriso possível.
— Não se preocupe, não lembro de um terço das pessoas que conheci hoje, mas um rosto como o seu não se esquece.
— Uh — Aquilo pegou Presley de surpresa, teve um delay para responder — Hum... Obrigada.
Ela sorriu, Presley havia ficado vermelha.
— Eu ouvi que você está fazendo uns trabalhos na Diesel, é isso? — Ela disse, abrindo outro sorriso e pedindo um drinque.
— Foram só algumas fotos, para o catálogo on-line, foi o meu primeiro trabalho. Eles me chamaram, na verdade, para fazer umas fotos com a Hanni e surgiu essa outra oportunidade.
— Vocês chegaram juntas, não foi?
— Sim, nós... viemos juntas — Recebeu sua água com limão.
— Eu vi. Melhor, todo mundo viu.
Tomou outro gole da sua água. Aquela conversa estava meio estranha.
— Você trabalha aqui ou...? — Presley perguntou.
— Não, não. No escritório da Austrália, é o mais próximo da YSL.
— Então, você não conhecia a Hanni?
— Não, a conheci em Paris. Estava lá quando ela assinou, para acompanhar os photoshoots, as gravações, entender os direcionamentos da campanha aqui na Oceania — Ela lhe olhou — Posso fazer uma pergunta pessoal?
E lá vinha.
— O que você quer perguntar?
— Você e a Hanni estão juntas?
Sabia que era o que vinha, mas ainda assim, pegou Presley desprevenida.
— Ah, bem, então...
Ela abriu um sorriso.
— O quê? Vocês não estão juntas?
— Juntas, tipo...?
— Juntas, namorando.
— Nós... é que, então...
— Conseguiu sua água com limão, honi? — Hanni surgiu absolutamente do nada.
— Consegui, acho que... já vai acalmar — Estava sentindo um pouquinho de enjoo.
— Honi é como honey? — Lisa perguntou.
— Isso. É uma pronúncia mais coreana — Hanni respondeu sorrindo, pedindo um drinque de morango sem álcool para o barista.
— Honey, tipo, namorada?
Hanni olhou para ela. Olhou para Presley e então para Lisa de volta.
— Sim, tipo namorada. Acho que não deu tempo de apresentar vocês duas direito. Presley, essa é Lisa Rule, representante da YSL na Oceania. Lisa, esta é Presley Park.
— Park? Esposa?
Hanni sorriu.
— Quase.
— Estava tentando descobrir se era namorada, mas ela escapou da pergunta — Lisa contou sorrindo.
Filha da mãe!
Hanni abriu outro sorriso, mas Presley conhecia aquele sorriso, era um sorriso diferente, um sorriso... Distinto. Ela girou o olhar até Presley imediatamente.
— Ah, ela escapou?
— Eu... não disse que não — Presley tentou se defender.
— Mas não disse que sim. Mas entendo também, é sempre um assunto complexo, não é algo assumido ainda? — Perguntou diretamente para Presley.
— Deus...! — Presley fechou os olhos, respirando profundamente — É que eu não tinha certeza se podia falar claramente sobre isso.
— Por causa da relação de trabalho, claro.
A conversa continuou, com uma Hanni meio monossilábica, respondendo apenas sim ou não enquanto Presley sentia sua alma escapando do corpo. Logo, tiveram que voltar para o stand da YSL, voltar aos contatos, aos sorrisos, mas assim que tiveram o mínimo espaço...
— Hanni, eu não tinha certeza do que podia dizer! A gente havia acabado de falar que a YSL é mais conservadora que a Diesel — Estavam caminhando para os banheiros.
— Ela estava dando em cima de você, eu consegui ver do outro lado do salão — Ela disse, seguindo em passadas rápidas.
— Ela não estava, não estava não! Ao menos, não notei que estava.
— Presley...
— Se foi isso, eu não notei.
— Independente disso, ela te fez uma pergunta simples que você não respondeu!
— Hanni! Eu estava falando com alguém do seu trabalho.
Daí ela parou, virando de frente abruptamente.
— Quer dizer que você não vai me assumir no seu trabalho, é isso, Presley Park?!
— Pelo amor de Deus...! — Presley a segurou pela cintura, a puxando para perto, já estavam no corredor dos banheiros, quis rir, mas era perigoso — Babe, você quer se acalmar?
— Eu não estou nervosa.
— Prestes a dar um escândalo numa festa da YSL, honi.
E ela quebrou um pouquinho.
— Pres, você prometeu que não ia fazer isso nunca.
E Presley se derreteu.
— Meu amor — Em português — Eu não fiz, não neguei você, eu só tomei cuidado sobre como deveria dizer isso, tomei tanto que agora você está brava comigo.
— Porque além de não me assumir, você deixou aquela australiana dar em cima de você.
— Deus, eu não levei a sério a história do escândalo!
— Eu nem estou dando escândalo! E você agradeça a este bebê porque nós realmente precisamos desse contrato com a YSL ou aquela loira...
Presley a empurrou na parede, levemente a prendendo com o seu corpo, abrindo um sorriso porque estava demais.
— Eu nem gosto de loira — Disse, deixando beijos no pescoço dela.
— Aliana é loira.
— Não era na época que dei uns beijinhos nela.
— Presley...!
Presley riu e a beijou, a pegando pela nuca, a trazendo para si.
— Morro de orgulho de ter você comigo. Eu só não falei por medo de te prejudicar, babe.
— Meu Instagram está no meu currículo, ninguém me contrata sem saber quem sou, Presley.
— Eu não pensei nisso, só pensei em não te prejudicar. Eu te assumi para o meu chefe. Você acha que vou querer te esconder?
Ela deu uma derretidinha.
— Pro seu chefe...?
— Ele acha que a Aika é sua, eu não desmenti, não é mentira, ela também é sua. Vamos parar? Se você soubesse as coisas que vou fazer com você nesse vestidinho quando a gente chegar em casa.
Hanni a levou para o outro lado do corredor, a colocando contra a parede.
— Não faz mais isso.
— Eu não faço mais. Já entendi que não existe situação que eu precise ter cuidado com isso.
— Não existe — Ela seguia magoada.
— Honi, quem traumatizou você com isso? Porque duvido que já tenha existido alguém que não tenha assumido você.
— Você! Só você não me assumiu.
Presley a beijou novamente, a puxando pela cintura, a grudando contra o seu corpo. E então, enfiou o rosto no peito dela.
— Honi, eu estava enjoada — Disse, a fazendo finalmente rir — Você sabe do que esse bebê é capaz, eu fiquei lenta para responder.
Deve ter sido isso.
Deram mais alguns beijinhos e voltaram para a festa. Levou uma hora mais ou menos e pronto, Hanni já estava livre para irem para casa, onde entraram aos beijos, com Hanni totalmente recuperada, tirando Presley do chão, a carregando para dentro, terninho sendo arrancado daquele corpaço, o casaco dela também e, Presley empurrando Hanni contra o balcão da cozinha, se ajoelhando diante dela, tirando os saltos dos pés dela, beijando cada pedacinho daquelas pernas porque, sinceramente...
— Honi, vamos pra cama.
— Não, quero fazer aqui, quero fazer... — E delicadamente, desceu a calcinha de Hanni por aquelas pernas, o fio de tesão grudado no tecido. Bem devagar, subiu o vestido dela, só um pouquinho, apenas para conseguir ver — Assim.
E mergulhou para o meio das coxas dela, enlouquecendo Hanni de vontade, a pegando gostoso demais, num auge de tesão descontrolado porque não via a hora, nem era de tirar aquele vestido, era de pegar Hanni usando aquele vestido. Então a pegou, de joelhos diante dela, do jeito que queria, a fazendo gozar alto porque Presley não era a única a defender uma fama naquele condomínio, e então, depois de Hanni gozar gostoso demais, só a puxou para o chão, só a puxou para cima de si.
Hanni arrancou sua calcinha, subiu sua minissaia e só a penetrou, se colocando entre as pernas dela, a pressionando demais com o seu corpo, alargando as coxas dela, daquele jeito firme que gostava de fazer e que não sabiam até quando poderiam fazer. Então, Presley a manteria fora da cama o máximo possível porque, parte do que mais adorava em Hanni, era o gosto de fantasia sexual que não saía de sua boca sempre que a tocava.
Dormiram umas quatro horas e receberam os pais de Presley para o almoço na manhã seguinte. Presley de Tom Ford inteira, Hanni de Billabong, as duas de boné porque estavam fazendo churrasco e tinha um solzinho lá fora. Eles trouxeram sobremesa e Aika. Jimin adorou a casa, adorou o quarto improvisado de sua neta, deu uma olhadinha para o quarto ao lado, o perfume de Presley estava presente demais.
Adoraram o almoço, a modalidade "churrasco brasileiro", e a conversa foi muito boa o tempo todo. A configuração de casal entre Hanni e Presley era muito clara, e Presley terminou o dia sorrindo demais ao notar que realmente não era um problema para os seus pais. E só não era um problema porque Hanni era Hanni: segura, inteligente, confiável demais. Eles foram embora apenas no final da tarde, depois do café e da torta que Presley havia preparado. À noite, estavam agarradinhas as três no sofá da sala, assistindo futebol feminino na TV.
— É um jogo importante?
— É a final da copa, meu amor — Hanni não aguentava com Presley.
— Ah, é importante!
— É importante.
— Para quem temos que torcer?
— Para a Espanha, morei mais tempo lá. Vamos torcer para a Espanha. Escuta, amanhã vamos pra sua casa, tá? Provar para sua vizinha que você continua comprometida.
— Por onde eu andar agora, irei anunciando que estou comprometida. Longe de mim querer outro momento como aquele de ontem.
Ela começou a rir, cheirando os seus cabelos.
A segunda-feira começou insana.
Presley correu o dia inteiro, tirou apenas uma hora de almoço, para poder sair em tempo de ir para sua consulta, às 17. Precisava chegar antes, tinham conseguido ajustar a consulta mensal de Aika para aquela mesma segunda, um pouco mais cedo, e particularmente aquele dia na embaixada, estava recheado de situações. Correu a manhã inteira, tentando entregar o máximo de coisas possível e quando notou, já era mais de meio-dia e não tinha ido almoçar.
— Honi, acho que vou comer qualquer coisa por aqui mesmo.
E foi assim que meia hora depois, Hanni chegou na embaixada, com sua filhinha muito bem-arrumada e almoço para Presley.
Entrou na recepção, segurando uma sacola de papel em uma das mãos e a criança na outra. Toda de Hugo Boss, jeans, tênis, camiseta, jaqueta, óculos escuros, cabelos soltos, UMA COISA!
Seven mordeu a boca. E Hanni encostou no balcão, perguntou como ela estava, simpática demais, disse que estava esperando por Presley, e logo ela surgiu, de jeans, blusa e terninho brancos, fazendo Hanni sorrir imediatamente porque sabia que ela tinha saído linda de casa, mas nunca era demais olhar. Presley beijou sua criança e beijou sua namorada, deixando Seven... chocada. Positivamente chocada.
— Eu não sabia se você vinha mesmo.
— Você não pode ficar comendo qualquer coisa, honi. Fiz frango grelhado, arroz, salada, os ovos que você gosta, trouxe o seu sorvete.
Os olhos de Presley brilharam, o sorriso abriu maior ainda.
— O meu sorvete?
Hanni sorriu de volta, como adorava aquele sorriso lindo.
— O seu sorvete, aquele que você ama. Me fala, o enjoo melhorou?
— Melhorou, é a minha cabeça que está doendo muito agora.
— Não melhorou?
— Não melhorou, mas pode ser fome também.
— Pode ser mesmo. Vamos te deixar almoçar. Vou para a escola da Aika pegar as matrículas para as aulas de jiu-jitsu, ela assiste umas duas aulas e depois vamos para o hospital, você a pega comigo na brinquedoteca. Se precisar que eu venha te buscar, me fala, está bem?
— Falo, babe — Presley a beijou de novo e a abraçou, muito apertado, sentindo o cheiro dela só um pouquinho porque lhe acalmava. Beijinho em sua criança, outro na sua garota e elas partiram.
Daí, Presley olhou para trás e:
— Seven?
— Acho que derreti.
Presley riu, era provável.
Almoçou, a dor de cabeça persistiu, a correria também, o enjoo apertou demais. Tinha mandado mensagem para Leo de manhã, o lembrando da consulta. Ele disse que estava lembrando, que chegaria em tempo, então mandou uma segunda mensagem quando estava saindo, ele já não leu, ok, deveria estar ocupado. Dirigiu para o hospital e sempre iria sorrir ao ver Hanni com aquelas crianças, tocando para elas, brincando, sorrindo, sempre seria uma coisa delicada demais de se assistir. Chegou, encostou, não querendo atrapalhar, mas ela lhe viu. Deixou as crianças um pouquinho e veio lhe entregar Aika.
— Tudo bem?
— Ainda com dor de cabeça, honi.
— Precisa que eu vá com você? Posso pedir pra Mila ficar com as crianças.
— Não, não, termina a sua sessão, eles te adoram, ficam esperando por você a semana toda.
Hanni beijou a testa dela.
— Ok, mas me avisa quando terminar tudo, está bem? A gente deixa um carro aqui pra você não ter que dirigir.
Avisava. Fez a consulta de Aika, com outra médica, era apenas checagem, e sua filha seguia extremamente saudável, então começou a esperar. Ficou sentada naquela recepção e conforme o tempo passava, mais seu peito apertava numa sensação que já conhecia muito bem: a de que Leo não iria aparecer. Mandou outra mensagem, ligou, não, ele não estava lendo as mensagens e nem atendendo suas ligações, nem era como se não esperasse, só era constrangedor demais. Passou pela triagem e descobriu o motivo de sua cabeça estar doendo tanto: sua pressão estava alta. Não estavam na mesma ala que Aika era atendida, não conhecia aquela equipe muito bem, havia mudado bastante desde a sua primeira gravidez e...
— Ok, quem está te acompanhando?
Checou o relógio uma última vez. Faltavam vinte minutos para a consulta.
— Eu... vou ligar para a minha namorada, só um minuto.
Em cinco minutos, a namorada chegou, boné e case do violão nas costas.
— Para que você é a namorada, Manu! — A enfermeira abriu um sorriso.
— Eu sou a namorada dessa deusa aqui — Trocou um sorriso com a enfermeira e imediatamente se voltou para Presley, se abaixou na frente dela — O que está errado, honi?
— Minha pressão está alta, babe, ela não quis me deixar sozinha.
— Está certíssima, não pode ficar sozinha assim — Olhou para a enfermeira — É normal, Sam?
— A pressão alta? É normal sim, mas temos que controlar, ela já está medicada, deve se sentir melhor em breve.
Hanni olhou para Presley de novo.
— Eu vou ficar com você até o Leo chegar, ok?
Presley apenas a abraçou.
Ficaram sentadas na recepção, esperando o remédio fazer efeito e Leo chegar. Aika estava lendo no iPad, no colo de Hanni, que segurava a mão de Presley enquanto sentia a cabeça dela apoiada em seu ombro. Havia tirado o terninho que ela usava, prendido os cabelos dela no alto, ficou falando com ela, a acalmando, sentia que Presley estava nervosa, ela estava quente, com as mãos suadas. Alguns minutinhos e vieram verificar a pressão dela novamente, já estava normalizando e:
— Senhorita Park?
As duas naturalmente olharam.
— É... a consulta — Presley disse, olhando para baixo.
E Leo não havia chegado. Presley não conseguiu dizer mais nada, Hanni deu mais uma olhadinha para a entrada, não, nada dele. E provavelmente, ele não iria chegar. Levou apenas um segundo.
— Ok — Hanni se colocou de pé, sinalizando para Aika — Bebê, guarda o iPad, está na hora.
“Outra consulta?”
— Consulta da mamãe agora — Colocou o case do violão nas costas — Vem aqui, vem — Pegou Aika no colo e então, pegou Presley pela mão — Babe?
— Ele provavelmente não vem, não seria a primeira vez.
— Não tem problema. Você e eu, huh?!
E Presley ergueu os olhos para ela, abrindo um sorriso. O rosto cansado, cheio de manchas vermelhas por conta da crise de pressão alta, mas ela sorriu.
— Você e eu — Se colocou de pé ao lado de Hanni.
— Eu estou aqui com você. Vamos lá, descobrir como este bebê está.
Os olhos de Presley se encheram. Foram. Violão nas costas, Hanni toda de preto, casual, boné, Presley social inteira, mas os cabelos presos num coque alto e a mão agarrada na de Hanni que levava Aika no colo.
Elas duas. Era suficiente.


O Leo é um mico kkkkkk
Elas são suficientes👭🥰 que família linda!!
Elas três se bastam...😚
Ai esses homi viu…
Eu sou tão fã da Aika que queria usar a #Presnnika 🤭 que família linda! Agora, só quero saber: como vai chamar esse bebê?