Acróstico 28
- Riesa Editora

- 28 de jan. de 2024
- 12 min de leitura
Atualizado: 26 de jun. de 2025

Um Coração Fora do Lugar
Havia algo pelo qual Park Manu sempre prezou: nunca deixar que ninguém visse suas fragilidades.
Mas se sentiu frágil de repente, sentiu como se seu coração estivesse fora do lugar, tivesse sido retirado, mas quando devolvido, foi encaixado fora de ordem, longe de onde deveria estar. Isso explicava seus batimentos se espalhando por todo o corpo.
Ela ainda segurava os hashis, mas estes caíram de suas mãos, causando um som fraco e seco que a retirou de dentro da própria cabeça.
— Você...?
— Eu descobri quando você viajou para Paris, mas não achei justo te contar à distância, no meio de algo tão importante, e...
Ela seguiu falando e falando, mas Hanni continuou presa naquela primeira frase. Sua Presley estava grávida, como assim...? Piscou os olhos, olhando de um lado para o outro. Aika estava com os olhinhos grudados na TV, à parte de tudo. E Presley seguia falando; agora, estava chorando, nervosa, uma pilha. Dava para ver o quanto ela estava nervosa, e Hanni só...
Sua mente ficou completamente branca.
— Hanni? Hanni! Diz alguma coisa! Não me deixa falando e falando sozinha aqui, por favor.
— Eu... É que...
— O quê?
— É... — Piscou os olhos de novo, puxando uma profunda respiração, tentando se fazer voltar para onde estavam — do Leo?
— Como assim se é do Leo, Manu?!
— Oh, Deus...! — Era melhor ter ficado sem dizer nada.
— O que você está pensando que sou? É claro que é do Leo, ou você acha que ando por aí ficando com qualquer um?!
— Claro que não, Presley, não foi isso que eu quis dizer! É que vocês estão separados, então...
— Então estou separada dele e traindo você, é isso mesmo que você está querendo me dizer?! Eu não sou nenhuma vadia, Manu!
— Ei! Eu não disse isso também! Eu só estou, não sei, tentando pensar na temporalidade.
Presley correu as mãos pelo rosto, um terremoto por dentro, um vulcão entrando em erupção.
— Não, Manu, eu não estava dormindo com vocês dois ao mesmo tempo!
— Eu também não disse isso!
— Fora daqui!
— Presley!
— Fora da minha casa, eu não quero mais falar com você! — E foi andando para cima de Manu, a fazendo recuar, enquanto ela tentava se explicar, tentava fazer algum sentido nas coisas que havia dito, e não, nada, nenhuma coisa fazia sentido.
Presley a colocou para fora e fechou a porta na cara dela.
— Presley! — Hanni não estava acreditando que tinha sido mesmo colocada para fora. Voltou para a porta, começou a bater — Presley, você não pode fazer isso comigo!
— Hanni, me deixa em paz!
— Eu não quis dizer o que eu disse, me deixa começar de novo. Presley, me desculpa, ok?! Me desculpa, eu me expressei errado.
— Desaparece daqui!
— Presley!
— Você vai acordar os vizinhos!
— Eu não ligo para os vizinhos, só abre essa porta, porque nós nem começamos a conversar!
— Eu não tenho nada para conversar com você depois das perguntas que me fez!
— Presley! — Bateu e bateu de novo — Você jogou uma bomba em mim; o meu cérebro não reagiu direito.
— Para de fazer escândalo!
— Então abre essa porta!
— Hanni, só desaparece daqui de vez!
E então, uma voz surgiu atrás dela:
— Ela te colocou para fora?
Hanni olhou para trás, era Leo. De terno, engravatado, com cara de quem havia acabado de sair do trabalho. Ele era bonito mesmo, desnecessário dizer. Bem, Hanni era mais, de qualquer maneira. Olhou novamente, sim, sim, era tranquilamente mais bonita do que ele, apenas um pensamento.
— Eu... fui colocada para fora, ela está tão furiosa, você não faz ideia.
E ele abriu um sorrisinho, cruzando os braços.
— Ela levou um pouco mais de tempo até a primeira vez que me colocou para fora de casa, tipo, deve ter levado um ano inteiro. Você é um prodígio, garota.
Hanni olhou bem para ele e cruzou os braços igualmente.
— Ela costuma...?
— Não, nem é sempre, mas quando ocorre, ninguém quer ver a Presley furiosa, sério mesmo.
Hanni pensou um pouco, olhando para aquela porta fechada.
— O que você normalmente fazia quando ela te colocava para fora?
— Nada, eu simplesmente ia para a casa dos meus pais e a esperava se acalmar. Ela só precisa dormir; quando acorda, já está mais calma.
— Ah, isso não vai acontecer, eu volto ainda esta noite. Você vai entrar?
— Sim, ela me chamou para conversar.
— Ah, sim — Por isso ela deve ter pedido para falar com Hanni no outro dia, era muita coisa ao mesmo tempo — Você pode pegar a criança pra mim?
— A minha criança?
— Sim, por enquanto, é a única criança que temos.
Ele apertou a expressão.
— Por enquanto...?
— Escuta, só... entra, pega a criança e a minha jaqueta pra mim, por favor. É uma jeans, a Aika sabe qual é. E vai lá conversar com a Presley. Pelo seu próprio bem, se alguma coisa passar muito rapidamente pela sua mente, de maneira furtiva, automática, não diga em voz alta, ok?
Ele pensou um pouco, tentando destrinchar aquela frase sem sentido na sua cabeça. Não conseguiu.
— Ok! Eu vou entrar e pegar a Aika para você.
— Obrigada.
Presley estava tentando se acalmar quando ouviu batidas na porta novamente. Ela respondeu em coreano furioso, e ele só entendeu “Hanni”.
— É o Leo, Pres, você me pediu para vir.
Havia esquecido completamente de Leo. Abriu a porta.
— Tudo bem?
— Mais ou menos, me dá só um minuto — Entrou para o banheiro para lavar o rosto, tentar se recompor. Leo pegou a criança, ainda de quimono, e a jaqueta. Foi até a porta, se abaixou na frente de Aika:
— Você fica com a modelo, filha?
Ela sorriu, deu um beijo nele, pegou a jaqueta e correu para Hanni. Após alguns minutos, Presley voltou do banheiro. Rosto lavado, cabelos presos num coque alto, uma expressão extremamente cansada.
— Cadê a Aika?
— Ah, ela está com a Hanni.
Presley cruzou os braços, olhando para ele.
— Você entregou a minha filha...?
— Para a Hanni. Ela me pediu para levar a criança para ela.
— E você só entrega a criança assim, Leo?
— Aika está sempre com ela, não vi um problema. O que está acontecendo, Presley?
Presley apenas respirou fundo.
— Vem, vou fazer um café pra gente.
Fez um café para ambos, e então se sentaram à mesa para conversar.
— Leo, eu só... — Outra respiração funda, sua cabeça estava explodindo — Quero começar deixando claro que o que vamos conversar aqui não altera o nosso divórcio.
Leo olhou para ela.
— Ok.
— Estou grávida.
Ele ficou com a xícara de café parada no ar.
— Você... mas... — Ele baixou a xícara, pensando um pouco — É meu?
E Presley explodiu novamente.
— Mas o que está acontecendo aqui? Virei uma vadia e ninguém me contou?!
— Presley, calma! É que... estamos separados e...
— É seu, Leo, é claro que é seu! Mas você pode pedir o DNA quando nascer só para ter certeza! Quer saber? Sai daqui você também, eu quero ficar sozinha!
— Presley, você quer se acalmar?!
— Vou te atirar uma cadeira para demonstrar a minha calma! Só sai daqui, Leo, só some daqui!

Hanni pensou sobre para onde ir com Aika, mas, checando a hora, decidiu que não havia lugar melhor do que levá-la para casa.
Ou para uma das casas que já era dela. Estava tarde; a conversa de Presley com Leo deveria levar pelo menos uma hora (caso ele não fosse expulso em menos de cinco minutos, como Hanni havia sido), então achou melhor ir para o apartamento de Kaori.
Estacionou, subiu com a sua mala de modelo e sua garotinha pela mão. As duas de calça de quimono, Aika de camiseta e um casaco de Hanni, Hanni de rash guard e a jaqueta que havia pedido para Leo pegar. Entraram no elevador, conversando em coreano.
"Vocês brigaram." Não foi uma pergunta.
— Não, a gente não brigou, não.
“Eu vi. Mamãe colocou nós duas pra fora?”
Hanni riu.
— Não, só eu.
— Uh!
A pegou pela mão de novo e foram bater na porta de Kaori. Ela atendeu rapidinho.
— Você sabia — Foi a primeira coisa que Hanni disse.
— Oh, talvez eu soubesse.
— Ela me colocou para fora.
E Kaori quis rir, mas não podia.
— Mesmo?
— Aham. Mas eu peguei a criança, ela vai ter que me aceitar de volta — Pegou Aika no colo — Podemos usar o seu apartamento?
Claro que sim, óbvio que sim. Hanni entrou e pediu para tomar banho antes de qualquer coisa. Tomou um banho longo, bem quente, tentando relaxar, acalmar os seus pensamentos, deu banho em Aika, cuidou dela, penteou os cabelos, vestiu um pijaminha nela (sim, ela tinha pijamas dela na casa de Kaori). Então abriu a sua mala de modelo, se trocou, calça e blusa moletom, toda de preto, respirou muito fundo novamente. Ela estava grávida. Grávida. A sua Presley, grávida. Soltou o ar mais uma vez e foi com Aika para a sala, onde Kaori estava.
— Manu, diz pra ela vir aqui, coloquei um anime na TV.
Hanni sinalizou e Aika saiu correndo para o sofá.
— Você realmente está ficando fluente...? — Kaori se aproximou dela na cozinha; Hanni já tinha aberto o seu armário.
— Tenho estudado — Abriu um sorriso fraco — Vou fazer o leite dela, está bem?
— Claro que sim. Escolha entre um dos três copinhos de Pokémon que comprei pra ela hoje — Disse, fazendo Hanni rir um pouco. Mas ela estava densa. Estava tensa. Amuralhada — O que está passando pela sua cabeça, Manu? Vocês brigaram?
— Eu... disse algumas bobagens sem pensar. Sabe quando alguém te conta que está grávida e só sai da sua boca “mas como isso aconteceu?”, sendo que todo mundo sabe como acontece, enfim, foi uma frase assim e ela me colocou para fora.
— Ela...? — Kaori riu — Ela está uma pilha também, esses dias não foram fáceis para ela.
— Eu imagino que não — Respirou muito fundo, já preparando o leite no fogão.
— Ela... estava muito tensa, muito mais sobre ter que conversar com você do que com o Leo. Aliana disse que... o coração dela está dentro de uma caixa, com um adesivo de “frágil” em cima e essa caixa está nas suas mãos.
— Você acha? Não acha que ela pode estar pensando...?
— Em voltar com o Leo? Manu, nem você acredita nisso.
— Mas um bebê muda muita coisa, Kaori. Acho que já conheço a Presley. Sei a mãe que ela é e como coloca a Aika à frente de tudo.
— Espera, espera um pouco: essa é a sua maior preocupação agora? Que ela possa voltar com o Leo?
O leite atingiu a temperatura certa. Hanni desligou o fogão e, realmente, havia copinhos do Pokémon.
— Kaori... — Começou a rir.
— Quero uma face cardizinha! A Lia vai me dar, ela prometeu.
— Ah, ela prometeu?
— Prometeu. Vou até pedir em namoro.
— Você é uma canalha mesmo. Eu... cruzei com o Leo, lá na casa deles.
— Ah, e como foi?
— Estranho. Estar naquela casa foi estranho. Sabe de uma coisa? Sinto que cruzei uma fronteira entrando naquela casa hoje, andei em um lugar onde ainda não havia caminhado. Sinto como... — Respirou fundo, pondo o leite no copinho — Como se elas fossem minhas. Presley e Aika. Mas estando naquela casa, me dei conta de que não é bem assim. Presley é esposa dele, Aika, a filha. O bebê de agora é dele. Eu me senti uma intrusa.
— Presley não é mais dele, e você sabe disso melhor que ninguém. E a Aika é de vocês três. Eu acidentalmente disse esses dias que ela não era sua, e ela chorou por duas horas inteiras, Presley quase me finaliza num triângulo impiedoso.
— Você disse que ela não era minha?!
— Foi acidentalmente!
— Eu mesma finalizo você se disser isso de novo.
Kaori sorriu, cruzando os braços.
— Ok, continua o que você estava dizendo aí sobre não sentir que elas são suas e tudo mais.
Hanni acabou cedendo num sorriso.
— O que... O que você acha que ela espera de mim?
— O que você quer fazer, Hanni?
Ela respirou muito fundo. "We never had to force love. We were drowning in it the moment we met", de repente, apenas se lembrou disso. “Nós nunca precisamos forçar o amor. Estávamos nos afogando nele desde o momento em que nos conhecemos.”
— Eu só... vou dar o leite da Aika.
— Ok, vou tomar um banho e já volto aqui.
Kaori foi para o banho, e Hanni para o sofá com Aika. Ela pegou o copinho, cruzando as perninhas em borboleta e sinalizou:
"Outro bebê, eu disse."
E Hanni acabou sorrindo, se dando conta.
— Você... realmente disse.
Ela colocou o copinho na boca e deitou no seu colo, sem grandes preocupações. Tomou todo o leite, enquanto Hanni fazia carinhos naqueles cabelos, e ela assistia Pokémon. E quando terminou, se sentou, colocou o copinho de lado e olhou para Hanni.
“Você vai embora?” Sinalizou de repente, pegando Hanni de surpresa. Havia entendido certo?
— Se vou embora? Como assim, embora?
“Outro bebê.”
Achou que estava com uma falha na tradução; ela estava dizendo muito mais, porém, Hanni não conseguia compreender tudo. Mas achou que entendeu. De fato, Aika prestava atenção em tudo e deve ter presenciado conversas demais. Oh, Deus, Presley deve ter sentido tantas coisas naqueles dias. Era justificável estar uma pilha de nervos, fora a bomba de hormônios que estava se formando dentro dela naquele exato momento. Agora Hanni estava achando muita sorte ter sido apenas expulsa. Ela poderia ter atirado uma mesa na sua cara. Olhou bem nos olhinhos de Aika.
— Aika, eu sempre vou estar com você. Você entende isso? Sempre.
Ela ficou olhando para Hanni e então tocou o rosto dela, batendo com os dedinhos nos seus dentes, algo que sempre fazia Hanni rir. Riu, a pegou no colo, a cheirou, a apertou nos braços. O que faria? Deus, o que aconteceria agora?
Quando Kaori saiu do banho, Aika já estava dormindo nos seus braços, e Hanni estava tomando uma decisão.
— Não pense demais, só... O que você quer fazer? Sem pensar muito?
Decidiu sem pensar muito.
Aika já estava dormindo quando Hanni dirigiu de volta para a casa de Presley. A colocou cuidadosamente na cadeirinha e dirigiu devagar, pensando e pensando, um monte de pensamentos, nenhuma claridade. Chegou, o carro de Leo não estava mais lá, estacionou atrás do Volvo, desceu, pegou o bebê e foi bater na porta. Só precisou bater duas vezes; a porta se abriu.
Presley a olhou inteira. Toda de preto, Aika dormindo no ombro dela, já limpinha, de pijama, muito bem cuidada.
— Será que agora a gente pode conversar?
Presley respirou muito fundo.
— Você sequestrou a criança.
— Você me colocou para fora.
— Você foi muito indelicada comigo.
— Eu sei, eu sinto muito. Foi uma resposta retórica, eu não sabia o que dizer e acabei dizendo a primeira coisa que cruzou a minha mente desorganizada.
— Se não é do Leo, é seu, Hanni — Respondeu, ainda muito chateada.
— Eu queria que fosse meu — Disse, tão inesperadamente que os olhos de Presley se encheram.
— Hanni...
E com o braço livre, Hanni puxou Presley pela cintura e beijou-lhe a testa, envolvendo-a em um abraço que a pressionava contra seu corpo. Sentiu o rosto de Presley se esconder imediatamente contra seu peito. E o cheiro de Hanni, a presença dela...
— Vim te buscar. Nós vamos conversar hoje.
— Por que não conversamos aqui? Está tarde.
— Porque prometi conversar, resolver e dormir grudada em você. Eu não vou fazer isso na cama do Leo, Presley — Disse, a fazendo rir um pouco. O terremoto de Presley se acalmando por dentro.
— Você... mesmo? Tem certeza disso?
— De que eu não quero dormir na cama do Leo? Tenho toda certeza do mundo.
— Não, Hanni, tem certeza de que... — Olhou nos olhos que tanto adorava — Ainda quer dormir grudada em mim...?
Hanni olhou nos olhos dela, tocando o rosto de sua garota com carinho.
— Você está pensando em voltar com o Leo?
— Não, Hanni, claro que não. Estou apaixonada por você, e queria me separar antes de estar, os meus motivos só aumentam. Eu só... não esperava isso. Leo e eu estávamos separados fisicamente há meses, mas aconteceu entre nós duas, você me deixou... insana, fora de mim. Foi uma única noite, Hanni, uma noite antes da nossa noite e...
Hanni a beijou. Apenas encurtou a distância entre elas e a beijou, longamente, carinhosamente.
— Sei que você sempre esteve só comigo, da mesma maneira que eu sempre estive só com você. Não duvido disso, não é nem... possível, a gente não se desgruda, Presley. Vamos pra casa?
E Presley começou a chorar mais.
— Ei, chega de choro, está bem? Estou aqui com você, nós vamos resolver.
— Como, honi?
— Eu não sei, não faço ideia ainda, mas vamos resolver. Estou aqui com você. Você e eu, huh?
Presley respirou fundo, olhando nos olhos daquela por quem estava profundamente, densamente, irremediavelmente apaixonada.
— Nós duas...?
— Você e eu, babe. Como sempre. Mas agora, eu quero ir pra casa. Com a minha criança e... com a minha Presley. O que faremos, eu não sei, mas estou aqui pra levar vocês duas pra casa. Vocês... Três. Enfim. Essa invasão está ficando enorme — Disse, quebrando num sorriso.
Presley a abraçou, afundando o rosto nela novamente, sentindo Hanni se aproximar, cheirando seus cabelos.
— Vai ser isso mesmo? — Hani perguntou, sentindo-a perto e percebendo todo o nó que tinha por dentro se desfazendo só por estar perto dela outra vez.
— O quê?
Hanni começou a cantarolar.
— So we'll piss off the neighbors… In the place that feels the tears, the place to lose your fears... — Cantarolou, fazendo-a sorrir no meio do choro que ainda não tinha passado, então nós vamos irritar os vizinhos... no lugar onde se sente as lágrimas, o lugar onde você perde os seus medos... — Yeah, reckless behavior... A place that is so pure, so dirty and raw... — Sim, comportamento imprudente, um lugar que é tão puro, tão sujo e tão cru... Hanni fechou os olhos, balançando lentamente com ela, a acalmando assim, se acalmando assim — Be in the bed all day, bed all day, bed all day... Loving you, and fighting on... — Ficar na cama o dia todo... amando você e lutando...
— Você mudou a letra.
— Eu mudei. Vamos pra casa?
Presley respirou fundo mais uma vez.
— Vou te arruinar, honi.
— Estamos construindo coisas aqui, não arruinando. Eu era uma casa pós-incêndio antes de você, mas agora... Acho que entrei em reforma — Outro sorriso — Então, nós vamos continuar aqui dando o que falar para os seus vizinhos ou...?
— Não. Eu quero ir pra casa. Com a minha família.
E o coração de Hanni voltou para o lugar.


Tadinha da Presley kkkk! Ainda bem que parece que as coisas irão se acertando... ufa!😉
Kkk foi engraçado…mas muito curto nr? Nossa esperei o dia todo rs
Hanni e Léo tem de QI o msm número em que a temperatura ambiente em celsius...do inverno russo. Q perguntas foram essas gente? Pelo menos a Hanni conseguiu contornar a situação e esse final me encheu de sensações boas.
Finalmente posso respirar aliviado, mesmo com esse capítulo tendo sido um terremoto daqueles... eu me perguntei até quem ia apanhar da Pres primeiro, se a Hanni ou o Leo... também, os dois resolvem fazer a pior pergunta possível! Agora, Hanni tem uma wifey grávida pra cuidar (sim, eu sei que esse termo é de Estilazo, mas serve!) e uma filha pra criar enquanto o bebê Park não resolve vir ao mundo, que venham tempos felizes para a família Face Card!
Como assim ja terminou o cap?!!! A pessoa toda feliz lendo o babado e do nada ja acaba 😢😢