Acróstico 43
- Riesa Editora

- 11 de abr. de 2024
- 12 min de leitura
Atualizado: 26 de jun. de 2025

Como Se Faz na Coreia
Depois da choradeira de Lia e Kaori, o churrasco de Aika começou de verdade. E ela seguia de quimono; as crianças seguiam de quimono com suas faixas novas; até Kaori seguia com sua faixa nova para cima e para baixo; agarrada nela, ao menos, havia trocado de roupa. A faixa simbolizava o movimento, o crescimento em algo que se ama. Era de se compreender o apego generalizado que aquele pedacinho de tecido podia causar. Mas além de estar agarrada em sua faixa, Kaori estava agarrada em sua Aliana, não conseguia soltar dela nem um pouquinho. Ainda não estava acreditando que tinham se movido mesmo; a faixa tinha mudado de cor também entre elas e não retrocederia de forma alguma.
— Quero me casar de verdade, Lia — Disse, toda agarrada em sua noiva.
— E nós vamos, meu amor, parece que não vamos? — Aliana respondeu sorrindo, cheirando sua garota um pouquinho.
— Eu não sei se você está me levando a sério! Você aceitou rápido demais, baby.
Aliana a beijou, beijou, e beijou outra vez.
— Aceitei porque tenho certeza, não tem o que pensar. Vamos nos casar, my beautiful — Disse, abraçando-a pela cintura, olhando-a nos olhos.
— E vamos morar onde? Na minha casa ou na sua?
Aliana não estava dando conta.
— Na sua casa que é sua mesmo, não é alugada. Eu tenho tanto orgulho de você ser assim, sabia? Tão jovem e já comprando as coisas certas.
— Mas eu continuo pagando.
— Agora, nós vamos pagar juntas se você quiser — Beijou o ombro dela com carinho.
— E a minha face cardizinha...?
Aliana a olhou nos olhos.
— Você quer mesmo?
— É um sonho. É verdade que eu quero, Lia.
Aliana a abraçou, afundando o rosto no pescoço dela, cheirando-a um pouquinho mais.
— É meu sonho também. Faremos tudo isso, baby, o casamento, a casa, uma família. Tudo isso, ok? Eu prometo!
E assim, Kaori Taylor voltou a chorar tudo de novo e Lia nem sabia.
— Ok! Agora, vamos lá? — Perguntou, limpando o rosto dela com carinho, sorrindo demais — Ajudar neste churrasco da nossa sobrinha face cardizinha enquanto a nossa não chega!
Foram, e tinha bastante coisa para fazer. Presley e Hanni estavam de um lado a outro, resolvendo vários pequenos problemas pelo quintal, arrumando, checando, tendo certeza de que tudo estava em ordem. E quando Aliana e Presley estavam ajustando algumas cadeiras de jardim...
Leo chegou e, para surpresa de Presley, estava acompanhado.
— Ele...?
— Está conhecendo essa moça, é recente. Saíram juntos essa semana — Aliana sussurrou, informando.
— Mesmo? — Perguntou, abrindo um sorriso genuíno.
— Mesmo. Fiquei muito feliz, Pres.
— Eu também estou. Ele está indo em frente.
— Está, e está vindo pra cá apresentar a moça para você.
Veio mesmo. Fez as apresentações; a moça chamava Olivia, era bem bonita, trabalhava como trader na Bolsa de Valores, tinha um sorriso gentil e estava um pouquinho nervosa de conhecer Presley, deu para notar.
— Você já conheceu a nossa Aika? — Presley perguntou a ela, sendo o mais simpática possível porque queria que ela ficasse à vontade.
— Ainda não, deixamos para hoje.
— Ela deve estar correndo por aí, mas logo aparece para vocês duas se conhecerem.
— Eu disse para Olivia que há uma segunda mãe — Leo informou — Onde está a Hanni?
Mais um sorriso de Presley. Pediu um segundo para ir procurar por Hanni e a capturou enquanto ela levava uma tigela enorme de farofa para a mesa externa. A farofa de bacon e limão sempre era a principal estrela dos churrascos na casa de Park Manu; ela mesma a fazia.
— Está parecendo tensa. Sorria, minha modelo, olha esse rostinho lindo, de um milhão de dólares — Beijinhos e beijinhos, fazendo Hanni ficar vermelha.
— Presley!
— Sorria, vamos!
Sorriu, mas devia estar parecendo meio tensa ainda, porque estava, mas usou seu melhor sorriso de modelo para conhecer a moça.
— Vocês... são muito... — Olivia estava surpresa. Positivamente surpresa.
— Ah, não diga civilizados, estávamos gritando uns com os outros não faz uma semana — Presley informou, sorrindo.
— Isso é verdade — Leo confirmou.
— Verdade, mas passou. Porém, devemos gritar outras vezes, mas acho que... tudo bem — Hanni concluiu, sorrindo.
— Tudo bem, acho que é normal.
— Deve ser normal, isso.
Ela conheceu Aika, uma tímida Aika, escondida nas pernas de Hanni, mas ficou encantada porque, quem não ficava? A face cardizinha mais linda, mais fofa, mais inteligente. Hanni não parava de beijá-la, estava impossível aquele dia. Os convidados de Aika começaram a chegar, e ela mesma ia recebê-los, trazendo-os pela mão até Presley ou Hanni, para apresentá-los e dizer quem eram. E algo que Presley não esperava começou a acontecer:
— Hanni, por que as pessoas estão chegando com cachorros...?
— É que, babe, Aika estendeu o convite aos doguinhos também.
Presley nem sabia o que fazer com aquelas duas. E Hanni chamou Aika para explicar, porque a explicação dela era muito superior; Presley iria entender, Hanni havia entendido, como ela não iria entender? Então, Aika explicou que quis trazer amiguinhos para Blackstenius brincar também, que era justo, achou que ela ficaria feliz, nem tinha outros cachorros na vizinhança perto. Ela era muito sozinha, não era justo ser assim e, como se dá uma bronca diante de tais argumentos? E lá veio, no meio daquela explicação de milhões, pais chegando com um menininho e um mastim inglês maior do que as crianças. Aika arrastou os pais para Hanni e saiu correndo com o cachorro gigante e o amiguinho.
— Olá, como estão? Sejam bem-vindos! — Hanni os recebeu com seu melhor sorriso. Estava de jeans masculino, camiseta Diesel; os cabelos soltos, longos, hiper hidratados. Como podia ser tão linda? Presley ficava toda perdida.
— Muito obrigada! Sua casa é linda, e o Barney é muito bonzinho, viu? Só tem tamanho — A mãe respondeu sorridente demais, falando sobre o cachorro — Foi você quem me ligou? Aika informou que tem duas mães.
“Duas mães”, Hanni queria chorar o tempo todo.
— Ah, fui eu quem ligou, Park Manu, muito prazer.
— Acho que conheço a outra mãe, a Presley. Já nos falamos em algumas reuniões, mas você e eu, é a primeira vez, não?
— Sim, eu imagino que sim. Mas Presley está por aqui também, cuidando de algumas coisas. Logo aparece para conversar com vocês um pouco.
— Estão esperando um segundo bebê, não é? Eu soube!
Olhos brilhando e brilhando.
— Nós... estamos.
— Parabéns pelo bebê! — O pai disse, com um sorriso gentil — E eu queria agradecer pessoalmente pela Aika. Ela... é muito boa com o nosso filho. É a melhor amiga dele, ele se sente seguro com ela. Matt é muito introvertido, mas com ela do lado dele, as coisas têm melhorado muito.
Aquilo pegou Hanni de surpresa.
— Eu... não fazia ideia. Aika fala muito sobre ele, mas achei que ele fosse expansivo como ela.
— Não, ele é extremamente tímido, muito fechado. Aika foi a primeira amiga que ele contou para a gente que fez. Ou melhor, ela que se fez amiga dele. Vocês têm uma menina surreal. Eu só queria deixar claro a diferença que ela faz para aquele rapazinho ali. Sabe o que eu queria entender melhor quando você puder? As aulas de jiu-jitsu no colégio, como funcionarão. Matt está muito interessado.
O churrasco com amiguinhos da academia, do condomínio, da escola e com sete cachorros diferentes, de alguma forma, foi um sucesso. A comida estava deliciosa, a conversa também. A borboletinha social Aika Park não parava quieta nem um instante, fazendo amiguinhos e pets se sentirem igualmente bem. Blackstenius ficou feliz de ter companhia, desde a companhia pequenina de um shih-tzu até a companhia gigantesca do mastim inglês. E pertinho do final, já no pôr do sol que todos pararam para assistir, Hanni sentiu braços passando pela sua cintura, uma boca pelo seu ombro, um nariz pela sua nuca, um rosto deitando nas suas costas, o que a fez sorrir demais.
— Tudo bem, meu amor? — Pergunta toda em português.
— Tudo bem, amor da minha vida — Presley respondeu, tudo em português também, o que fez Hanni sorrir demais.
Não existiriam jamais barreiras de idioma naquela casa que estavam construindo.
Assistiram ao pôr do sol juntas, agarradinhas, ouvindo Aika rindo, correndo com os amiguinhos e os cachorros. E com Kaori. E Sasha. Esses eram todos os amigos que ela mais amava. E no finalzinho de tudo, quando os convidados já tinham ido embora e elas terminavam de arrumar as coisas, Leo se aproximou de Presley.
— Pres, acha que tem problema se eu levar a Aika para brincar? — Leo perguntou.
— Leo, claro que não. Ela vai adorar. Nossa menina adora quando você a leva para sair — Respondeu sorrindo.
— Pensei em levá-la para um parquinho, algo rápido. Sei que ela está cansada. Daí, fico com ela amanhã e trago para vocês na segunda. Pode ser?
Presley o abraçou com carinho e ficou naquele abraço por um tempinho.
— Claro que sim, é o seu dia com ela.
— A Hanni disse que fez uma malinha...
— De modelo, isso. Eu vou pegar para você. E se você tiver algum problema...
— Kaori está a alguns andares para baixo.
— Isso. Ou você pode me ligar, ligar para Hanni.
— Pres, eu... comecei a fazer aulas de novo, de NZSL. Com a professora da Hanni.
Sorriu, movendo a cabeça em sinal de aprovação.
— Isso é ótimo, Leo. Tudo isso é excelente, na verdade. Acho que estamos nos entendendo bem aqui e fico muito feliz por isso.
— Quero que a sua gravidez seja tranquila, quero que esse bebê tenha um pai melhor quando nascer. Estou trabalhando nisso. Em ser melhor para Aika e, por consequência, para ele também.
Deram banho em Aika, que estava cheirando a vários cachorros diferentes. Além disso, exalava o odor de grama, lama, farofa de limão, carne assada e mais algumas coisas não identificadas. Em seguida, ela partiu feliz com o pai para o dia dele com ela. Hanni e Presley ainda tinham uma tarefa a realizar.
— Certeza, honi? — Já estavam de banho tomado, Presley de vestidinho, um daqueles adoráveis vestidos que ela adorava usar, e Hanni toda de moletom. Eram dez da noite em Auckland, mas seis da tarde em Seul; haviam combinado de falar com os pais de Hanni.
— Certeza, nós vamos ficar bem — A apertou nos braços, cheirando seu pescoço.
— Estou bonita?
— Pres, você está linda e não sei o que vem acontecendo nesses últimos dias, mas você está mais bonita ainda do que o seu habitual. O cabelo está super hidratado, a pele está brilhando.
— Certeza de que não sabe mesmo o que causa tudo isso...? — Perguntou, a fazendo rir.
— Um bebê e a mãe do seu bebê — Hanni respondeu, mordiscando o pescoço dela, fazendo Presley...
— Honi, desse jeito a gente não vai ligar pra ninguém mesmo.
Hanni riu outra vez, porque era toda verdade. Já estava excitada, sua garota já estava molhada, e aparentemente, isso nunca ia passar.
Ainda bem!
Mas se recompuseram, prepararam um café gourmet para as duas e foram para o sofá, abriram o MacBook, e Hanni ligou para os seus pais. Logo, um casal sul-coreano surgiu na tela delas. Sorridentes, felizes por verem a filha, foi a primeira sensação que Presley teve. Algo suave, caloroso; ela era a filhinha deles, com toda certeza, e eles a amavam muito. A beleza era da mãe; claramente, Hanni tinha de quem herdar aquele rostinho lindo que ela possuía. O pai também era bonito; não tinha como dar errado. Eles pareciam modernos, um casal diferente da maioria dos casais sul-coreanos, e eram, mas houve um alívio real quando notaram que, de fato, Presley era coreana.
Iniciou falando com eles em coreano, usando honoríficos porque Hanni usava e sabia que ela tinha sido educada desta forma, e daí pra frente, para Hanni, foi apenas recostar no sofá e assistir seus pais se apaixonando por Park Presley em queda vertiginosa.
Presley era ótima falando, tinha uma oratória admirável; falava sorrindo, brilhando aqueles olhos lindos, e agora, ela já sabia quem era muito claramente. Era intérprete de NZSL, era tradutora poliglota na Embaixada sul-coreana; estava terminando a faculdade de Design e havia ingressado na faculdade de Direito. Tinha uma filha pequena, “o amor da vida da Hanni”, a mãe dela fez questão de dizer, porque era mesmo. Aika era um dos seus amores; tinham se conhecido no hospital, algo diferente foi surgindo e enquanto elas se apaixonavam, um bebê havia acontecido, sem nenhum aviso.
— Eu poderia inventar uma história, mas vocês sabem que não gosto de mentiras, nunca menti para vocês, appawa eomma — Hanni explicava, appawa eomma, pai e mãe — Havíamos ficado juntas uma noite, mas Presley ainda estava casada. Ocorreu uma noite não planejada ainda no casamento dela, que acabou em seguida, e nós começamos a namorar, sem saber que na noite não planejada, ela tinha engravidado.
— Uma noite não planejada como a primeira noite de vocês duas, não? — O pai contrapôs.
— Isso, appa, nada tinha sido... planejado.
— Mas têm um plano agora, eu imagino — Era a mãe.
— Temos, temos sim — Presley respondeu.
— Casamentos deste tipo são oficial e legalmente permitidos na Nova Zelândia, certo? — Seori, a mãe, ponderou novamente. Ela parecia mais dura do que o marido, Kook.
— Permitidos, Seori-ssi — Presley sabia exatamente onde ela queria chegar com aquela frase — E — Deu uma olhadinha para Hanni — Pretendemos nos casar em breve, se pudermos contar com a permissão de Seori-ssi e Kook-ssi, claro.
Hanni olhou de lado e abriu um sorriso. Não havia sido pedida em casamento até onde se lembrava. O que ela estava... pensando?
— Ótimo, ótimo! Assim, as coisas se ajustam do jeito que devem depois da bagunça inicial. Casamento antes do nascimento, não?
— Antes do nascimento, sim, Seori-ssi.
E finalmente, um sorriso amplo daquela senhora.
— Você pode cuidar da nossa Hanni, Presley, é uma mãe de família, de uma família que vai crescer em breve. E Hanni pode cuidar de você e das crianças. Seus pais já estão seguros sobre isso? Nossa Hanni está com ótimos contratos, ela gosta realmente de trabalhar, é uma ótima filha, tem uma boa educação, é muito responsável, sempre foi, desde pequena — Seori elencou o currículo da filha como toda boa mãe asiática — Se possível, gostaria de conhecer os seus pais.
— Ah, claro que sim! Quando estiverem aqui mês que vem, faremos um jantar para que se conheçam. E sim, eles sabem que Hanni pode cuidar de mim e... das crianças — Cruzou os olhos com Hanni; ela estava sorrindo igual a uma idiota. Como podia estar prestes a se casar com uma idiota assim? Porque iria se casar com ela, iria a pedir em casamento em alguns... minutos.
A conversa com os Park durou mais alguns minutos, com muitos sorrisos e perguntas bem mais simples de se responder. Presley estava bem? O pequeno Park dentro dela também? Podiam ouvir o coração? Ver o ultrassom? E a barriga, já dava para ver alguma coisa? Alguma coisa dava sim e eles ficaram felizes quando viram: a barriga e o carinho entre Presley e Hanni.
— Lindas juntas. Uma família linda! — Foi a última frase do senhor Park.
Presley achava pessoalmente que Hanni ter namorado uma latina maluca antes, contou positivamente para sua entrevista para a vaga de namorada.
E Hanni a derrubou no sofá assim que desligaram, a enchendo de beijos, sorrisos, cheiros, uma coisa!
— Presley Park, você me pediu em casamento sem pedir pra mim?
— Lógico! Pedi primeiro para os seus pais, é assim que a gente faz na Coreia, Park Manu!
— Ah, entendi. Tal como há cem anos, é isso?
— Tal como, exatamente assim — Tocou aquele rosto lindo, olhando naqueles olhos que tanto adorava — Quero me casar com você. Antes do bebê nascer. Será que... você já tem certeza? Já tem toda certeza de que quer ficar comigo mesmo? Eu pedi para os seus pais, mas se você disser que não, vou entender, posso esperar e...
— E provavelmente, vai correr pra se casar com a Aliana.
— Hanni! — Presley já estava rindo demais.
— Como se eu não soubesse que é bem assim! Mas ela está noiva e, você também.
— Ah, eu também...?
Hanni a olhava nos olhos. Um mundo de sentimentos rodando dentro daqueles olhos que Presley amava.
— Você tem o meu currículo, minha mãe acabou de recitá-lo para você, e estou trabalhando para melhorar ainda mais. Não posso deixar outra mulher criar meus filhos com você, Presley Park. Eles são meus, Aika é minha, e esse bebê aqui — Deixou um beijinho rápido na barriga dela — é meu também. Um bebê feito de amor. Então, se você estiver disposta mesmo, preciso jantar com seus pais de novo, para pedir sua mão em casamento para eles, porque é assim que fazemos na Coreia. Park Presley, posso ir jantar com os seus pais?
Os olhos de Presley se encheram imediatamente.
— Pode, honi.
— E você vai dizer “sim” se eles disserem “sim”?
— Eu digo “sim” agora — Perdeu uma lágrima — Até mesmo porque, acho que estamos num ponto em que, se eu não me casar com você, minha mãe casa, então...
Sorrisos, olhos brilhando, amor transbordando.
Presley se abraçou nela, longamente, um choro suave surgindo, emocionado mesmo, um choro de felicidade e de alívio. Alívio porque a vida sempre pareceu uma bagunça desde que Presley engravidou de Aika, mas agora, pela primeira vez em todo aquele tempo, as coisas só... tinham sentido. Tinham tantos problemas, uma bagunça enorme para limpar, mas nada era grande ou pesado demais desde que Hanni estivesse ao seu lado.
Amar alguém era assim?
— Eu amo você, honi — Confessou, bem baixinho, no ouvido dela. E deu para sentir o coração de Hanni batendo diferente. O coração dela reagiu, o peito apertou, a respiração ficou presa e aqueles lábios de coração a encheram de beijinhos.
— Ah, babe, eu amo você. Eu só não sabia se já podia falar, ou se a gente ia continuar guardando segredo — Disse, fazendo Presley rir demais.
Rir, beijar, apertá-la em seus braços um pouco mais.
— Nenhum segredo mais. Daqui pra frente, nós não seremos mais segredo de nada, nem para ninguém.
Era assim que seria.


Que capítulo lindo, estou toda derretida. ❤
Que lindo ❤️
aquele capítulo onde tudo está no devido lugar!!😍