Vulnerável 13
- Riesa Editora

- 12 de jun.
- 13 min de leitura

Chocolates
O rumo daquela noite jamais poderia ser planejado.
Gabriela ligou a TV e buscou algo para elas. Acabaram encontrando, aleatoriamente, uma reprise dos shows da Tomorrowland, que havia acontecido há poucos dias, e Gabriela deixou a reprise ligada quando Bruna começou a rodar pelo quarto atrás de chocolates.
— Isso ajuda a cortar o efeito do álcool. Acho que, se eu comer uma quantidade considerável...
— Isso funciona para vinho também?
Bruna veio para perto, mordeu uma trufa e colocou a outra metade na boca dela. Beijou aquela boca e foi pega por ela.
Gabriela passou o braço pela cintura dela, puxando-a para muito perto, grudando-a contra o seu corpo. E Bruna sorriu no meio do beijo, levou Gabriela para trás, colocando-a contra a parede, onde agarrou a coxa dela e se afundou contra aquele corpo, ouvindo-a gemer um pouquinho.
Um gemido escapou, sem aviso, e a boca de Bruna desceu pelo pescoço dela, querendo chegar aos ombros e sendo barrada pela blusa que Gabriela vestia. Bruna enfiou os dedos por baixo da barra da blusa, tocando aquele abdômen com intenção.
— É por isso que a gente precisa cortar o efeito do álcool. Eu não vou resistir a isso aqui, Gab.
Gabriela olhou nos olhos dela. Tirou a blusa que vestia, deixando aquele corpaço à mostra.
Bruna só mordeu a boca, abrindo um sorriso.
— Vamos pedir pizza doce, vai resolver tudo! — Disse, fazendo Gabriela rir demais.
Abriram um app de entrega de comida, pediram uma pizza de morango com chocolate, Coca-Cola e esfihas doces; tinha que dar certo. Enquanto esperavam tudo chegar, decidiram dançar. A DJ que estava tocando era a preferida das duas, e Bruna tinha a energia de um golden retriever com potência para abastecer São Paulo inteira.
Gabriela não saberia dizer como foi dançar e cantar num quarto de hotel com uma garota maravilhosa, de sorriso radiante, colada nela, beijando-a como se estivessem numa rave.
Era simplesmente irresistível.
A atração não permitia que elas se afastassem, que parassem de se beijar. A excitação latejava. Com mais vinte segundos de coragem, Gabriela levou Bruna para a cama e, quando se colocou entre as pernas dela...
Foram interrompidas por alguém batendo na porta.
O pedido havia chegado.
Bruna enroscou as pernas nas coxas dela, apertando de leve, antes de dar dois tapinhas naqueles deliciosos quadris e pedir para que ela atendesse à porta.
Gabriela sorriu, mordendo a boca.
A pizza doce foi atacada sem piedade; as esfihas também. O quarto estava com um cheiro gostoso de chocolate, à meia-luz. O som era uma mistura de Charlotte de Witte com as vozes delas, risadas e beijos. As mãos se tornando cada vez mais atrevidas, os beijos ficando mais longos, mais ansiosos.
Agora era uma rave regada a chocolate, água, beijos, amassos e muita risada. Como podia ser assim? Rir tanto com alguém e sentir o tesão apertando o tempo inteiro? Gabriela nunca havia estado em um encontro como aquele, nem se sentido tão livre com alguém, tão latente, tão... inteira. Achava que essa era a palavra. Estava inteira, livre, leve demais. A ponto de...
— Gab, isso não tem como dar certo! — As duas estavam em cima da cama, de pé.
— Tem sim, é só a gente fazer direitinho! Fica aqui na minha frente, isso. Daí, você segura no meu braço esquerdo, me dá sua mão.
— É para segurar como?
— No meu punho. Vou segurar no seu também. Seu punho direito no meu esquerdo, seu braço fica cruzado aqui, bem assim — Gabriela explicou, olhando para ela pela enorme parede espelhada do quarto. Bruna estava um misto de empolgada e apavorada.
— E daí, faço o quê?
— Você só tem que endurecer as pernas, porque vou te tirar do chão pela coxa direita.
— Gab, como é que você vai...?
Gabriela passou o braço por entre as coxas dela e simplesmente a levantou pela coxa direita enquanto a segurava pelo punho também.
— Gabriela!
— Pronto, fora do chão. Você já começou a entender por que se chama salsa roll?
— Agora estou começando a fazer ideia! Pera, e qual é o resto da dinâmica?
— Você só tem que segurar firme na minha mão, Bru, porque vou mudar de coxa quando te soltar, tá?
— Garota, você não vai me deixar cair!
— Nunca! — Gabriela a fez rolar para baixo, o braço desenroscando, a mão trocando de coxa. Perfeito! O salsa roll saiu simplesmente perfeito!
Isso causou riso e empolgação nas duas. Bruna quis fazer de novo, com estilo, quis colocar o celular para gravar, e fizeram mais três vezes, seis, quem saberia? Gabriela mostrou a ela uns passos de salsa, e Bruna respondeu com funk. O que era uma tentativa franca de assassinato.
Gabriela se grudou nela por trás, sem deixar espaço entre as duas, a mão na garganta de Bruna, o beijo que veio em seguida, pegado, incendiado e que terminou numa risada gostosa porque Gabriela simplesmente tinha a pegado no colo e a levado para a cama.
— A facilidade com a qual você faz isso é um absurdo, Gab!
Gabriela a jogou na cama e subiu em seguida. A cama era enorme, confortável. Chegou pertinho dela, a ponto de conseguir se ver naqueles olhos castanhos claros. Respirou fundo. A TV desligou sozinha. Seu coração disparou só por estar em cima dela.
— Bruna...
— Shsssss... — Bruna colocou os dedos nos lábios dela — Quero te contar um negócio — Disse, olhando naqueles olhos lindos.
— O que você quer me contar? — Gabriela beijou o punho dela com carinho.
— Eu só comecei a ficar com garotas por sua causa — Bruna confessou, tocando o rosto dela — Nunca pensei que pudesse mesmo me interessar, já tinha pensado algumas vezes, mas certeza... só depois daquele nosso jantar.
Gabriela só a olhava. A beijou rapidinho, chegando ainda mais perto.
— E não pensou em ir atrás de mim nem um pouquinho?
Bruna abriu um sorriso.
— Pensei. Quinhentas vezes. Mas te confesso que as postagens na Hillsong foram tirando a minha coragem — Disse, fazendo Gabriela rir demais.
— Imagino que sim. Eu quis ir atrás de você tantas vezes, Bru, mas nem sabia direito por que queria ir. Fiquei um pouco... não sei, assustada comigo? Confusa com o que tinha sentido. E tantas coisas aconteceram a partir dali. Um trabalho atrás do outro, tudo mudou tão rápido que... acho que fui deixando para analisar depois. Até o assunto esfriar na minha mente. Esfriou, mas, dentro da minha cabeça, eu tinha certeza de que a gente ia acabar se cruzando de novo, para terminar aquela noite. Você jura?
— O quê, bebê?
— Que não havia ficado com nenhuma garota antes de mim...? — Gabriela a fez sorrir demais com aquela pergunta. Sorrir, beijar. O beijo era tão bom.
— Não tinha. A vontade não havia aflorado o suficiente.
— E essa informação me dá um misto de lisonja e ciúme que você não tem como fazer ideia, Bru.
Mais beijos, mais sorrisos, um silêncio doce, quebrado apenas por um ou outro som de carro distante.
— E você nunca, nunca mesmo...?
— Eu ainda frequento a Hillsong, amor — Gabriela respondeu, causando mais risos — Devo ser o B da sigla, mas de brunassexual ou algo assim.
Mais risadas e mais beijos, algo longo, apegado, numa outra frequência.
— Vou para o banho, tá? Volto rapidinho.
Gabriela foi para o banho, e a profusão de pensamentos que normalmente deveria estar passando pela cabeça dela não existia. Havia uma calma, uma coisa boa por dentro, passeando pela pele. Tomou banho, vestiu um roupão e cruzou com Bruna na porta.
— Banho também, meu amor?
— Também — Bruna disse, beijando-a — Cinco minutinhos.
Gabriela a deixou à vontade e, enquanto ela estava no banho, desceu até o estacionamento, de roupão e chinelo. Era quase quatro da manhã, e desconfiava que não encontraria ninguém pelo caminho. Abriu o porta-malas, pegou uma mala lá de dentro; havia chegado de viagem naquela tarde.
Subiu, se trocou, deixou a mala aberta, à disposição de Bruna. Trocou a roupa de cama; as duas haviam feito uma grande bagunça nela. Deu uma geral no quarto. E, finalmente, se deitou, de lingerie e camisetão.
Bruna saiu do banheiro. Descalça, de roupão, o rosto lavado.
E Gabriela mordeu a boca.
— Sabe qual é a ironia? Você trabalha com maquiagem, mas, se existe alguém que não precisa dela, é você.
Bruna abriu um sorriso suave, sem tirar os olhos dela.
— Não é bem assim.
— Ah, é sim! Olha esse rosto, a sua pele, esse sorriso que... Não consigo explicar o seu sorriso.
Bruna foi até a cama, subiu engatinhando até ela e a beijou mais uma vez. Gabriela se apoiou na cama, erguendo o dorso.
— O chocolate funcionou para você? — Bruna fez um carinho naquele rosto lindo.
— Bru, eu vim dirigindo uma BMW. Você não aceitou isso como prova definitiva de sobriedade, mas... o chocolate funcionou também. Me sinto inteira. E você?
Bruna subiu delicadamente no colo dela.
— Eu também. Já parei de ter dúvida de que a gente estava aqui mesmo — Disse, causando um sorriso doce em Gabriela.
— Eu também parei de duvidar — Gabriela colocou uma mecha do cabelo dela para trás da orelha, e aquele rosto era a coisa mais linda mesmo.
— E você ainda tem certeza?
Gabriela encostou a testa na dela.
— Muita certeza.
Bruna apertou os lábios. E se colocou um pouco mais para trás, no colo dela, criando um espaço entre as duas. Bem lentamente, foi soltando o cinto do roupão e, quando o abriu, cortou a respiração de Gabriela: ela estava nua, no colo dela, dizendo que podiam ir em frente.
Gabriela congelou.
Bruna tomou a frente, da maneira mais dócil e delicada possível. As mãos buscando a cintura dela, depois a nuca, a boca encontrando a boca. O beijo suave, delicadamente sedutor, o olhar sempre nos olhos, as mãos buscando por pele. Os lábios tocaram o pescoço dela enquanto os dedos encontraram a barra da camiseta.
Gabriela ergueu os braços, permitindo.
Bruna tirou a camiseta e se grudou contra ela, que enfim descongelou. As mãos dela em sua cintura, terminando de soltar o roupão, despindo-a por inteiro. O beijo acelerando, os batimentos disparados e a boca de Bruna descendo para os seios dela, fazendo aquele corpo delicioso arquear de tesão.
Gabriela agarrou as coxas dela, enquanto sua boca também encontrou aqueles seios, sentindo com os lábios, explorando com a língua. Sentir o mamilo dela enrijecer contra o toque... foi eletrizante. O corpo de Bruna reagiu, os dedos correram por dentro dos cabelos de Gabriela, trazendo o rosto dela para olhar nos seus olhos. Era assim que Bruna a queria.
Bruna mordeu a boca dela, de leve e gostosa demais, sem desviar os olhos dos olhos verde-baja-mar.
— Bem boazinha, olha aqui para mim — Disse, sussurrando, e o corpo de Gabriela reagiu, pulsou forte entre as pernas, fazendo-a tremular — Você está me sentindo na sua coxa?
Bruna estava na coxa dela, nua, deslizando muito suavemente por ela.
— Molhada.
— É o seu efeito, Gab.
— Meu amor...
— Se eu fizer mais assim... — Bruna fez diferente, arrancando um gemido imediato dela, mais incisivo que os anteriores.
— Bruna...
— Assim, você consegue sentir a minha pulsação?
— É tortura? — Gabriela sentiu o ar faltar.
— Não, não — Bruna mordeu a boca dela novamente, beijando, prendendo o lábio — É você me conhecendo. Você vai me sentir primeiro — Disse no ouvido dela, causando outro estremecimento em Gabriela — E vou sentar em você depois porque... — A deitou para trás, descendo a boca por aquele corpaço: entre os seios, o abdômen, as mãos agarrando as laterais da calcinha, puxando um pouquinho, buscando os olhos que tanto amava olhar — Não é tortura. Faz três anos que quero você.
Queria.
Bruna tirou a calcinha dela, descendo o tecido por aquelas pernas, deixando beijos pela pele macia, descobrindo o quanto ela estava molhada.
— Gab...
Gabriela tocou os cabelos dela, enquanto a via entre suas pernas.
— Não é o máximo quando tudo é igual?
— Nunca havia parado para pensar nisso. Mas agora acho que é o mínimo, linda.
Bruna a virou de bruços e deixou a mão deslizar pelo bumbum, a boca descendo junto. Bem devagar, colocou um dedo dentro dela.
E Gabriela se agarrou à cama, sentindo a penetração suave. Bruna deslizou o dedo para fora e, em seguida, a virou de frente, sem desgrudá-la do seu corpo. As coxas afastadas, o sexo exposto, pulsando. Os olhos de Bruna ali, depois, nos olhos dela.
— Só me pega. Sem maldade, por favor — O coração de Gabriela estava batendo na garganta.
Bruna colocou dois dedos na própria boca e os chupou, deslizando a língua entre eles.
— Ai, Bruna...
— Quero que você se habitue a gemer o meu nome.
E o toque da sua língua fez Gabriela tremular.
A lambeu inteira.
As mãos dela imediatamente foram para o seu rosto, as coxas tentaram se apertar, mas não era assim que Bruna queria. Se moveu, mudou os braços de lugar, e o toque nela foi diferente de tudo o que Gabriela já tinha sentido.
Gabriela lembrava de ter pensado, naquele momento, que estava ferrada, que ficaria viciada.
Bruna a tocou devagar, sem pressa, sentindo cada pedacinho dela. Manteve a língua no ponto de prazer por fora e, cuidadosamente, a penetrou com um dedo só. Gabriela era tão delicada que, ao colocar o segundo, ela se agarrou à cama.
— Machuquei você, amor?
— Não — Gabriela gemeu, a cintura chicoteando contra o toque, os dentes prendendo o lábio — Bruna, Bruna...
Bruna sorriu.
— É aqui, hum? — Beijou o clitóris dela, deslizando a língua — É aqui que quero que você me sinta.
Bruna havia encontrado o ponto dela por dentro.
O corpo de Gabriela tremeu, os gemidos ficaram diferentes. A língua de Bruna aumentou o movimento, sentindo-a vibrar. E quando os dedos afundaram dentro dela...
Gabriela se moveu, tentou escapar. A garganta não parava de gemer, o corpo tremia sem controle. Bruna segurou o movimento da língua em cima do ponto de prazer dela, por fora, e começou a chamar o prazer por dentro.
O abdômen de Gabriela se apertou, as pernas estremeceram, os dedos se fecharam no tecido da cama. Os gemidos ficaram mais altos, roucos, e aqueles olhos castanhos encaravam Gabriela, assistindo ao seu prazer.
Aquilo era prazer.
Gabriela gozou. Uma pancada molhada, violenta, seguida de outras, de choques no corpo, na voz, na mente. Seu corpo entrou numa tensão, numa explosão, num amolecimento acelerado, porque seu coração parecia que ia escapar.
Ou parar.
Não sabia bem o que havia acontecido. O quarto ficou completamente escuro por um instante e, quando Gabriela voltou a si, Bruna a virou de bruços e começou a chupar de novo, naquela posição agora, com aquela visão.
— De quatro, linda, assim.
— Amor...
Bruna sorriu, porque havia adorado a palavra “amor” toda gemida na boca dela.
— Vou fazer suave, tá? Bem suave.
A deitou de bruços contra a cama e subiu pelo corpo dela, para o ouvido, a boca, a nuca. Ela era tão delicada, tão dócil, tão...
Do jeito que Bruna havia imaginado durante todo aquele tempo.
Fez suave daquela vez, penetrando-a com o dedo mindinho. O corpo completamente grudado ao dela, os gemidos voltando, a intimidade molhando novamente e aquele ponto delicado por dentro que...
Sempre havia estado ali? Aquele lugar que, tocado por um dedo mindinho, fez Gabriela gozar intensamente mais uma vez?
E Bruna sentia que, com o mínimo toque, iria gozar sem conseguir prolongar.
— Vem, bem aqui, quero assim, nessa visão — Gabriela se virou, ainda trêmula, ofegante. As duas molhadas de suor e aquele convite que...
Fez Bruna morder a boca.
— Na sua boca, assim, Gab?
— Isso, quero ver você sentando na minha boca, naquele espelho.
Bruna soube ali que se apaixonaria por ela.
Esperava mesmo que o verbo ainda estivesse no futuro.
Subiu nela, do jeito que ela queria. A beijou primeiro, olhando naqueles olhos lindos e correndo as mãos por aquele rosto perfeito, e se posicionou sobre a boca dela.
E Gabriela...
Prendeu os punhos de Bruna para trás com uma única mão e, com a outra, puxou o quadril para baixo, trazendo a intimidade dela direto para a sua boca.
Bruna estremeceu no primeiro contato com aquela língua esfomeada, que não sabia muito bem para onde ir, mas tinha todo o interesse em descobrir.
Apertou as coxas por reflexo e foi impedida. Gabriela dominou aquelas coxas, prendendo-a onde queria enquanto a língua deslizava por ela, em todas as direções. O corpo de Bruna explodindo de vontade, a cintura rebolando, deslizando pela sua boca. O coração dela acelerando, os dedos de Gabriela segurando firme. E aquele espelho mostrando tudo.
Cru, erótico, necessário. Aqueles olhos castanhos olhando, faiscando de desejo. Três anos, não era? Três anos para Bruna gozar naquela boca.
— Gab, Gab...!
Bruna gozou. E foi denso e visual. Os braços presos para trás, a cabeça inclinada, os cabelos soltos, as coxas abertas, os joelhos vermelhos fincados na cama e o abdômen tremulando inteiro. Gabriela sem soltar, sem parar, até que tivesse a mais absoluta certeza de que Bruna havia gozado tudo o que precisava.
Então, a soltou. E Bruna a beijou imediatamente, desabando sobre o corpo dela, agarrando-a, sentindo-a. Deu um sorriso, um sorrisinho lindo, mordido, safado demais.
— Gostosa! — Gabriela se sentou, agarrando o queixo dela entre os dedos, olhando-a nos olhos, lambendo a boca dela.
— E você é uma safada, Gabriela Habren.
— Não sou, não. Fiquei aqui com você, sentindo tanta coisa que... — Tocou a intimidade dela com os dedos. Bruna, que ainda estava ofegante, só notou as próprias coxas automaticamente se abrindo para ela outra vez.
— Ai, Gab...
Gabriela a olhou nos olhos.
— Se eu te deixar bem excitada de novo, você senta? Agora aqui? — Colocou aqueles dedos longos bem na entrada dela, e Bruna...
Ok, aquela parte Bruna não havia imaginado.
— Entra. Eu já estou louca de tesão, só entra.
Entrou.
— Linda... — Gabriela mordeu a boca, sentindo a pressão.
Bruna se encaixou naqueles dedos. Os braços agarrados ao pescoço dela, os seios roçando aos de Gabriela, enquanto os dedos iam fundo, descobrindo sua intimidade.
Gabriela sussurrou, dizendo que queria achar dentro dela aquele lugar capaz de derretê-la inteira. Bruna se conhecia muito bem, então a guiou e só desceu mais, rebolando de um jeito gostoso. A boca dela em seus seios, o braço cruzado na curva das suas costas e, quando Gabriela sentiu que ela ia gozar, a prendeu.
A manteve totalmente grudada contra o seu corpo e a penetrou, forte, no ponto.
Bruna gozou na pressão. Uma descarga atravessou o seu corpo, os músculos se retesando, o corpo encaixado no colo dela e o orgasmo tão forte que ficou evidente nos dedos de Gabriela.
Bruna amoleceu no colo dela.
— Meu amor... — Sussurrou, com a mente toda perdida em milhares de partes.
Gabriela sorriu, beijando o pescoço dela, sentindo aquele cheirinho tão gostoso que ela tinha.
— Oi, meu bebê.
— Preciso ir ao banheiro, mas... não sei se consigo.
A manha. Gabriela soube na hora.
— Vem, linda, eu levo você.
A levou no colo. Estavam há duas horas naquele ritmo frenético. E Gabriela nunca tinha se sentido tão poderosa na vida.
Entraram no banho juntas, de onde saíram as duas sem parar de sorrir. Não se disseram mais nada, nem uma palavra. Apenas se deitaram juntas, nuas sob os lençóis e, tão agarradas quanto era possível, encontraram o jeito certo de dormir, praticamente dentro da pele uma da outra.





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